tresanuncios

Mais um forte candidato ao Oscar 2018 chega hoje aos cinemas de BH. Três Anúncios Para Um Crime ( Three Billboards Outside Ebbing, Missouri), direção e roteiro de Martin McDonagh, encabeçado pelo monstro Frances McDormand explora como a raiva e seus desencadeamentos pode transformar todos de uma pequena cidade no estado do Missouri.

Em uma rodovia onde “ninguém passa ou se passa é porque está perdido ou idiota”, Mildred Hayes (Frances McDormand) paga três outdoors com frases objetivas questionando as autoridades da cidade de Ebbing, principalmente e diretamente o xerife Bill Willoughby (Woody Harrelson) sobre o não desfecho do assassinato seguido de estupro da sua filha ocorrido há 7 meses. A partir dessa indignação e raiva de uma mãe, Três Anúncios Para Um Crime se torna uma bola de neve de acontecimentos onde expõe a hipocrisia, os preconceitos e os fantasmas da nossa sociedade contemporânea.

Com uma boa dose de humor negro, bem parecido com Fargo, também estrelado por McDormand, onde uma situação desencadeia tantas outras, Três Anúncios Para Um Crime é um desfile de personagens instigantes, cativantes e cheios de camadas que vamos descobrindo no decorrer de sua trama.

Tirando Frances McDormand que está irrepreensível na pele de uma mãe amargurada, raivosa, mas capaz de atos e palavras que mostram também a fragilidade e a dor dessa mãe, temos o ator Sam Rockwell, na pele do policial Jason Dixon que traz em si tudo de ruim que presenciamos hoje em dia. Dixon é preconceituoso e violento. Porém ao longo do filme suas camadas também são despidas é vemos um homem perdido em busca de respostas de sua existência.

Não seria coincidência que na era Trump, Hollywood trouxesse filmes que questionassem todo o pensamento ultrapassado e perigoso do seu governante. A safra de filmes que concorrem às principais categorias do Oscar, e dos demais festivais, trazem características semelhantes: em sua maioria as personagens femininas são os grandes destaques, os temas giram em torno de assuntos repelidos pelo Presidente como: racismo, empoderamento feminino, homossexualidade, questões de gênero, liberdade de imprensa, armamento, etc.

Mas é em Três Anúncios Para Um Crime que tais assuntos ganham um contorno mais cru e mais humanitário, pois o diretor McDonagh joga todos eles para um microcosmo de uma pequena cidade, expondo toda as suas complexidades e todos os seus lados e deixa para o público o julgamento moral dessa história.

Para nós do Ameixa Japonesa, Três Anúncios Para Um Crime é o filme do ano. Pela sua história, direção, atuações e importância social. Que venham as estatuetas.


aformadaagua

Com 13 indicações ao Oscar 2018, A Forma da Água (The Shape of Water), chega hoje aos cinemas de BH. Escrito e dirigido por Guillermo Del Toro, a fábula de amor adulta e extremamente erótica entre uma mulher e um monstro das águas, é uma homenagem aos grandes musicais de Hollywood, ao cinema noir, aos filmes de monstros que permeiam nossa imaginação. E acima de tudo, um filme de amor sem qualquer distinção de forma, gênero e possibilidades.

Elisa (Sally Hawkins) é uma faxineira noturna de um estranho laboratório secreto americano na década de 60. Com uma deficiência sensorial, Elisa é muda, é vizinha e melhor amiga de Giles (Richard Jenkins), um apaixonado por musicais e Zelda (Octavia Spencer), que também trabalha nesse laboratório. Uma vida nada glamorosa, mas nada infeliz. Tudo muda, quando Strickland (Michael Shannon), um agente americano leva para o laboratório uma criatura anfíbia que ele capturou na America do Sul. Como em toda fábula, em um passe de mágica, Elisa e a Criatura se conhecem, conectam-se e apaixonam-se.

A partir dessa conexão, Guillermo Del Toro, mostra a importância de A Forma da Água. Tendo como pano de fundo a Guerra Fria entre EUA e União Soviética e as mudanças sociais que o mundo começaria a passar, o diretor inverte a lógica dos filmes de monstros, onde inevitavelmente o mocinho seria o agente americano contra a temível criatura. Em A Forma da Água os que ficam à margem da sociedade são os verdadeiros heróis. Uma deficiente física, uma negra e um homossexual se unem a um monstro. Mais atual impossível.

Del Toro desde os primeiros minutos de A Forma da Água nos conduz por uma historia cheia de referencias para que quando chegarmos ao seu ápice nada seja visto como improvável. Ele usa dos musicais, dos preconceitos, das nossas deficiências com um único objetivo: para o amor nada é impossível. Parece piegas, parece. Mas estamos falando de uma fábula, que mesmo com temas sérios cabe muito bem um “Era uma vez…” e quem sabe “viveram felizes para sempre…” Não sou louco de contar o final do filme.

A Forma da Água tem alguns problemas de roteiro. O filme deixa algumas lacunas abertas para os mais atentos. Tramas secundárias são desfeitas, ou nem isso, sem muita explicação. O seu momento final tem uma pressa de finalização que se você piscar o olho não entenderá como de fato ocorreu e vai perder o grande mote para as discussões pós sessão.

Sem duvida alguma A Forma da Água se consagra como um dos fortes concorrentes ao Oscar 2018 em todas as categorias que está concorrendo. Só o cinema para conseguir transportar a visualização linda, romântica e sensual de um amor entre um ser humano e um monstro anfíbio. “A água toma a forma de seu recipiente, seja ele qual for, e, embora a água possa ser muito suave, também é a força mais poderosa e maleável do universo. O amor também é, não é? Não importa que forma damos ao amor, ele se torna aquilo, se ele homem, mulher ou criatura”, Guillermo Del Toro.


Dra. Isabela Gomide, dermatologista da Clínica Regis
Dra. Isabela Gomide, dermatologista da Clínica Regis

 

No último sábado (27.01), a Clínica Regis promoveu um bate-papo com a Dra. Isabela Gomide sobre o cuidados que devemos ter com os cabelos no Verão.

E por que temos que redobrar os cuidados no Verão? Nessa época do ano, as agressões externas aos fios aumentam com o sol, vento, mar e piscina.

1) Cabelo saudável está mais protegido

Mantenha sempre em dia tratamentos como hidratação, nutrição e reconstrução dos fios. Um cabelo saudável sofrerá menos as consequências das agressões externas.

2) Os fios precisam de protetor solar

Ao contrário do que muita gente pensa, os raios UV não fazem mal apenas para a pele, eles também são prejudiciais as nossas madeixas. Invista em leave-in com proteção UV. E lembre-se de repor o leave-in ao longo do dia, assim como você faz com o protetor solar!

3) Use bonés e chapéus

Use bonés e chapéus quando for ficar exposto ao sol. Mas quando for para sombra ou lugar fechado, dê um descanso para o boné/chapéu porque não é bom para o couro cabeludo ficar abafado. Outra dica importante é importante lembrar da higienização desses itens para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

4) Entre na piscina ou no mar com o cabelo já molhado

Antes dar um mergulho, molhe seu cabelo numa ducha, essa atitude simples ajuda o cabelo absorver menos água salgada, no cabelo do mar, e menos cloro e cobre no caso da piscina.

5) Depois no mergulho, mais água nos cabelos

Saiu da piscina ou mar, ‘bora’ para o ducha de novo. Assim você tira o excesso de elementos nocivos ao cabelo (sal, cloro, cobre). Outra ótima opção, segundo a Dra. Isabela, é lavar o cabelo com água mineral.

cuidados-cabelo-no-verao-2

6) Óleos de cabelo não fritam os fios

Os óleos não prejudicam o cabelo quando expostos ao sol, ao contrário, eles podem ser aliados na proteção dos fios. A dica da Dra. Isabela é aplicar nas pontinhas das madeixas antes de ir para praia ou piscina.

7) Água fria é a melhor pedida

A água quente faz mal aos fios e couro cabeludo! Na hora de lavar as madeixas, a água deve ser morna à fria.

8) Não prenda o cabelo molhado.

Nesse calor, uma das saídas é prender o cabelo. Mas atenção, rabo de cabelo e coque  só depois dos cabelos secos! E mais, nada de penteados apertados, eles podem forçar a raiz dos fios o que não é bom para saúde do seu cabelo.

9) Seu cabelo é loiro e ficou verde depois de muita piscina? Aposte em alternativas naturais.

A Dra. Isabela alerta que o uso excessivo de shampoo anti-resíduos pode fazer mal para a saúde dos fios. Isso porque ele abre as cutículas dos mesmos, é mais agressivo. Por isso apostar em alternativas naturais é uma boa opção. Um exemplos que surgiu no encontro foi o uso do leite integral para tirar o esverdeado dos cabelos loiros.

10) Voltando das férias, hora de recuperar os fios e couro cabeludo.

O mais comum depois de férias com muito sol é a gente voltar com os fios desidratados, então dá-lhe hidratação. Mas não esqueça que o cabelo precisa de mais, nutrição e reconstrução. Cortar as pontas duplas e/ou pontinhas muito ressecadas que não tem mais “salvação” deixará seu cabelo mais bonito. Outra dica muito importante é não esquecer de cuidar do seu couro cabeludo, já existe no mercado produtos detox ajudarão na limpeza e saúde dos fios.

 


ensaio-carnaval-bhO pré-carnaval de bh está cada dia melhor. Fiquem ligados nos ensaios dos blocos de rua e eventos deste fim de semana de 26 a 28 de janeiro. Agenda Ensaios e Eventos dos Blocos de Rua de Bh.

 

26/01

18h – Bloco Baião de Rua – Brasil 41 – Av Brasil, 41, Santa Efigênia

18h – Bloco Garotas Solteiras – Centro de referência da juventude

19h – Bloco da Roda de Timbau – Bar Latino – Av. Tereza Cristina, 537, Prado

19:30 – Tamborins Tantãs – Praça da Estação

20h – Bloco Pega Que Sara – Viaduto Santa Tereza

20h – Ensaio Bateria Bloco Por Acaso – Carlos Prates – R. Porto Alegre 500

23h – Unidos da Estrela da Morte – Studio Bar (Rua Guajajaras, 842 – Centro)

23h – Tira o Queijo – Praça da Estação

20h – Bloco da Língua – Feira de Tradições Mineiras – Av. Abílio Machado, 3081 – Alípio de Melo

 

27/01

10h – Bloco Trema na Linguiça – Rua Benvinda Carvalho (em frente ao Mackenzie Esporte Clube)

10h – Bloco É o Amô – Bar do Latino – Av Tereza Cristina 537, Prado

10h – Bloco Lavô, Tá Novo! – Praça Comendador Negrão de Lima – Floresta

11h – Bloco de Belô – A Fábrica – Av .Tereza Cristina, 295

12h – Praia (Fora) da Estação – Praça da Liberdade.

15h – Alô Abacaxi – Praça da Estação

15:30 – Com Sagrados e Sexta Ninguém Sabe – Avenida Petrolina( Entre Conselheiro Lafaiete e Gararu) – Sagrada Família

16h – XAIXAI com o Bloco da BARTUCADA – Concentração: Av. Afonso Pena (em frente ao Parque

16h – Bloco da Língua – Bar da Stefany – Rua Ibituruna, 142 – São Salvador

28/01

10h – Garota eu vou pro Califórnia + Chega o Rei + Nega Biruta – Praça Chuí – Alto dos Pinheiros

10:30 – Bloco Vou ali e volto – Praça Capela Nova – Minas Brasil

14h – Brócolis – Praça Paulo VI

15h – Bloco DreadLocko – Bitaca do Zé – Rua Passo Fundo, 95 – Novo Glória

15h – Bloco Funk You – Praça Salgado Filho

15h – Bloco Afro Fala Tambor – Praça Floriano Peixoto – Santa Efigênia

16h – Bloco da Língua – Espeteria Dú Paizão – Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes,1745

16:20 – Bloco Fúnebre – Praça da Bandeira

 

Eventos 27/01

 

14h – Baianas Ozadas – Villa Albertini – R. Cristal, 137 – Santa Tereza

 

Eventos 28/01

 

13h – Bloco de Belô – BH Othon Palace Hotel – Entrada R$ 15,00 com nome na lista

13h – CORTEJO CARNAVAL DAS MINA – concentração no CRJ

15h – Quando Come Se Lambuza – Quadra de Escola de Samba Cidade Jardim – Belo Horizonte, MG


thepost

Indicado essa semana aos Oscar de Melhor Filme e Melhor Atriz, The Post – A Guerra Secreta, o novo filme de Steven Spielberg estréia hoje nos cinemas de BH com Tom Hanks e Meryl Streep encabeçando uma discussão mais contemporânea impossível, a relação entre Estado e Imprensa.

No final dos anos 60, o jornal The Washington Post se vê em seu momento de transição mais delicado: deixar de ser uma mera instituição familiar –  comandado por Kat Grahan (Meryl Streep), uma mulher respeitada por toda sociedade da capital americana, mas sem nenhuma voz ativa no comando do jornal – e se tornar um dos gigantes da imprensa americana abrindo o seu capital.

O que caminhava para uma decisão extremamente fácil e necessária para a sobrevivência do jornal em torno dos interesses dos grandes investidores (mercado, Estado, etc) , torna-se uma guerra interna quando vem à tona um dossiê contendo documentos secretos do Pentágono onde se comprovava a deficiência dos EUA na Guerra do Vietnã. Nesse ponto crucial, Spielberg apresenta a mensagem que se deseja passar: não é de hoje que a liberdade de imprensa vê-se ameaçada.

The Post  - A Guerra Secreta é mais um caso clássico do jornalismo mundial, pondo de um lado, a imprensa com Ben Bradlee (Tom Hanks), o editor-chefe do The Washington Post que defende o autonomia da redação em publicar o escândalo americano que ficou conhecido como “Pentagon Papers” e Estado, aqui na figura de Kat Grahan, atormentada pelas figuras poderosas da política americana, mas ao mesmo tempo incomodada com a irrelevância e o descrédito dada a ela por ser mulher e por isso ser incapaz de conduzir uma instituição. Se antes The Post era uma discussão entre imprensa e Estado, ela ganha mais um arco: o protagonismo social feminino.

A estrutura narrativa de The Post – A Guerra Secreta lembra em muito outro filme recente, Spotilight, talvez muito devido a presença em ambos de Josh Singer assinando o roteiro junto com Liz Hannah. Um elenco de peso se revezando em momentos de protagonismo para se contar uma história baseada em fatos reais tendo a instituição jornalística como fio condutor. Porém, as duas obras logo se se distinguem rapidamente, uma vez que The Post se concentra mais nos bastidores de como uma noticia pode ou não vir a ser publicada.

Não tem como um filme de Spielberg com Streep e Hanks de dar errado. Falar dessas duas atuações é “chover no molhado”. Cada um desempenha de maneira segura e absoluta os seus papeis. Tom Hanks acerta no tom com Bem Bradlee, uma figura importantíssima na história do jornalismo recente e Meryl Streep é a voz certa para aflorar em Kat Grahan a referencia da mulher que assume o papel que lhe é de direito.

Mais uma vez Spielberg consegue contar sua história como ninguém mais. É característica do diretor colocar em prática um dialogo com o público onde aquilo que se quer falar é exatamente aquilo que você está ouvindo. Mesmo não sendo um thriller jornalístico, ele consegue prender nossa atenção sobre cada passo que o The Washington Post irá tomar e se aqueles jornalistas, na melhor tradução da palavra, conseguirão publicar a verdade.

Os seus planos aéreos interrompidos pelos close-ups quando se quer prender nossa atenção naquilo que o personagem quer realmente dizer ou expressar transformam The Post – A Guerra Secreta em uma história nostálgica sobre aquilo que realmente esperamos de um jornalismo: a sempre pré disposição em ter a sociedade como a principal receptora da verdade. Em tempos de Trump e do circo midiático de Brasília fica cada vez mais difícil de acreditarmos nessa máxima.