É feriado, é fim de semana, é hora de saber os lançamentos musicais da semana.

divulgação-miltonnascimento-tiagoiorc-Maisbonitonaoha

MAIS BONITO NÃO HÁ – MILTON NASCIMENTO E TIAGO IORC - Chegou o grande dia de ouvirmos esta parceria inesperada, porém belissíma. Esta grata parceria é para preencher os ouvidos com uma das vozes masculinas mais belas da música brasileira, do Milton Nascimento, somada à voz revelação do Tiago Iorc. Teremos oportunidade de ouvi-los ao vivo em BH no dia 03 de Dezembro no anfiteatro do Mineirão. Temos mais informações.

 

divulgação-beck-colors

COLORS – BECK - O cantor que tirou um dos principais Grammy’s da Beyoncé, está com um álbum novo. É a prova que Beck quando vai lançar um álbum não brinca em serviço.

ESCUTE: I’m So Free; Colors; Dreams.

 

divulgação-st.vincent-masseduction

MASSEDUCTION – ST. VINCENT - A cantora americana St. Vincent está de álbum novo. Aclamada por boas misturas de estilos musicais, e por ser multi-instrumentista, St.Vincent lança seu novo trabalho com músicas mais dançantes, letras mais divertidas e menos rock. Contém também grandiosas baladas.

ESCUTE: Masseduction; Hang On Me; Slow Disco; Pills.

 

divulgação-p!nk-pink-beautiful-trauma

BEAUTIFUL TRAUMA – P!NK - Depois de uma excelente fase musical com o álbum anterior, The Truth About Love, muitas vezes premiado e querido por críticos, P!ink quer manter-se na crista da onda. O álbum está mais politizado, mostrando todo o seu potencial vocal maravilhoso (sem gritar demais como no álbum anterior), não muito pop para festinhas e cercado de boas baladas,

ESCUTE: Where We Go, For Now, What About Us.

 

ESCUTE TAMBÉM: Is That For Me – Alesso e Anitta; Mano Que Zuera – João Bosco; Up To Something – Naaz; Captei Você – Garotas Suecas;

 


fernandodenoronha6

*Por Fabrício Horta

Muito já foi dito sobre os efeitos de viajar na vida das pessoas. Realmente é inspirador, transformador e revigorante sair da rotina e ir em busca de novas lembranças e experiências. Imagino o espanto, quando em 1503 em busca de um navio naufragado, Américo Vespúcio encontra uma ilha desabitada e com tantas aves nativas que aguçaram a curiosidade do navegador português sobre o novo mundo.

E não se engane: mais de 500 anos depois o Arquipélago de Fernando de Noronha ainda desperta em quem o visita uma sensação de proximidade com a natureza, e ao mesmo tempo da grandiosidade energética inexplicável. Hoje, graças aos esforços dos estudiosos em conservação, a ilha é dividida em duas unidades de conservação: Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha, tornando a ilha 100% uma unidade de conservação.

Exatamente por este motivo, e para evitar a ocupação desordenada da ilha, que ao entrar em Noronha existe um sistema de imigração muito eficiente e controlado. Muitos podem achar absurdo a cobrança da taxa de permanência na ilha (o que sempre deixa a viagem para lá muito mais cara), mas a medida é importante para manter o Parque em funcionamento. São aproximadamente R$68,00 por dia de permanência na ilha, mas no site do governo de Pernambuco tem uma tabela com todos os valores, que aumenta de acordo com a quantidade de dias de permanência. Fernando de Noronha não é um lugar para ficar muito tempo, e sim um lugar para ir por poucos dias e aproveitar ao máximo o que a natureza nos entrega por lá.

fernandodenoronha4

Os gastos não param por ai. Para ter acesso às maravilhas deste Patrimônio Natural da Humanidade (UNESCO, 2001), você deve escolher uma das pousadas da ilha. Não se pode chegar em Noronha sem um lugar já determinado para ficar (precisa-se até de comprovante de estadia). Os preços já começam altos, e ficam mais altos ainda se o visitante busca o luxo. Uma pousada média, com bons serviços e boa localização não sai por menos de R$600,00 a diária.

A visita à ilha pode ser feito de várias maneiras: de bugre, alugados por cerca de R$200,00 por dia, ônibus ou caminhadas. O ônibus circula na ilha com intervalos regulares de 30 minutos e vai de um extremo ao outro, cerca de 7 km de rodovia. Custa R$5,00 para visitantes e é gratuito para os moradores. Ele te leva na principal entrada das praias, e exige uma caminhada nada sacrificante até as atrações. Afinal de contas, ao estar no arquipélago você assume que a natureza é maior que nós.

Então, nada melhor que se entregar a experiência Noronhense e desfrutar o dia na ilha, garantindo paisagens incríveis e fotos de tirar o folego. Andar pela ilha e descobrir seus recantos, como o Forte de São Joaquim do Sueste e a vista do Mirante do Sueste, no caminho entre a Baía do Sueste, um dos principais locais de mergulho da ilha,  e a Praia do Leão. Não se prenda às principais atrações da ilha. Claro que a visita à Baía do Sancho e a foto do Morro Dois Irmãos é obrigatória, mas cada cantinho da ilha tem seus encantos.

fernandodenoronha2

No Porto de Noronha a experiência e contato com a natureza é fascinante. Em uma praia de nada mais que 50 ou 60 cm de profundidade, o que encanta são as belezas naturais. Não se espante se uma tartaruga verde estiver nadando ao seu lado ou se uma serpente do mar aparecer de repente. Lembre-se que Noronha é a casa delas, não a sua. Como bom visitante, resta-nos admirar o que a natureza nos trás.

A praia do Sueste é um espetáculo à parte. Formada por ecossistema frágil, ela é parte do Parque Nacional Marinho de FN e é cobrada uma taxa para visitação. Compra-se um cartão, que tem validade de 10 dias, por R$89,00, e é possível acesso ao Sueste, à Praia do Sancho e Mirante dos Golfinhos e ao Porto. Estas localidades têm acesso ainda mais limitado em função da preservação da natureza e de serem os principais cartões postais da ilha.  Estes lugares tem horário de visitação controlada, entre 9h às 16 horas, em função da natureza. Fora deste horário é possível avistar uma grande quantidade de tubarões no Sueste. Enquanto visitamos, as espécies ali presentes não apresentam risco ao homem, mas fora deste horário, a presença do tubarão branco é cada vez mais comum. Mas não deixemos de fazer mergulho livre no Sueste. Lá ficam instrutores prontos para orientar no passeio. Tem equipamento para aluguel também. Os passeios podem ser feitos em grupos de três ou quatro pessoas e valem a pena.

fernandodenoronha3

A diversidade marinha de Fernando de Noronha é rica e a abundância de espécies marinhas é recompensadora. Detalhe importante: a melhor época para estes mergulhos livres são entre setembro e outubro, quando a água da ilha encontra-se cristalina e transparente. Se seu objetivo é ver a desova das tartarugas, a melhor época é entre janeiro e maio. Os golfinhos ciceronam as visitas durante o ano todo, e são espetáculo a parte, sempre em bandos de 20 a 30, podendo chegar a 50 golfinhos roteadores por vez. O passeio para avistar os golfinhos saí do Porto, custa em média R$180,00 por pessoa e dura cerca de 5 horas.

Mas deixe para realizar a compra dos passeios quando chegar em Fernando de Noronha, os valores são mais em conta. Como é obrigatória a apresentação de reserva de pousada na imigração, o caminho mais fácil para se visitar a ilha é via agência de turismo. Ao chegar a ilha, o visitante é recebido pelos agentes de turismo, levados a uma “palestra” sobre as regras de se estar no arquipélago e é oferecido a compra de passeios. Vale a pena perder um pouco do tempo para comprar passeios. Alias, não vá para Noronha achando que você vai tirar um dia para compras ou atividades urbanas, O que a ilha oferece de melhor é a sua natureza, assim é preferencial que as atividades sejam feitas durante o dia.

A noite a ilha reserva espaço para gastronomia regional. A comida em Noronha é cara, pois não existem opções de alimentação rápida ou lanchonetes. Os restaurantes são a lá carte e ricos em frutos do mar e culinária local. Chamam atenção as verduras e ervas aromáticas cultivadas na ilha. Como o arquipélago é de formação vulcânica, a terra vermelha é muito rica em nutrientes e faz com que o manjericão e a salsa tenham sabores incríveis. O preço médio da refeição por pessoa é de R$90,00.

Atualmente abriu uma hamburgueria por lá, mas foi depois de nossa experiência de Noronha. O que havia de mais ágil para alimentar-se é o carrinho de salada de frutas do Gostosinho do Munguzá, que roda a ilha durante o dia e vende sua salada de frutas refrescante. Os preços variam de R$7,00 a R$15,00, e é uma forma de saciar a fome de forma saudável. O problema é que nunca sabe-se onde ele estará. Mas também tem o bar do Cachorro, que além de proporcionar uma vista linda da praia de mesmo nome e da Conceição, também tem uma agenda cultura noturna bem interessante. E, claro, os tradicionais jantares na Pousada do Zé Maria, que acontecem toda quarta e sábado. Mas precisa fazer reserva meses antes.

fernandodenoronha5

Assim, não se esqueçam de levar petiscos para segurar a fome entre as refeições e água para hidratação. Uma dica é levar do continente, pois os dois supermercados de Noronha possuem preços muito superiores aos nossos. Assim como é importante também levar medicamentos de uso controlado ou rotineiro. E, claro, bastante protetor solar, pois a incidência de sol na ilha é acima do normal. Dica para os mais sensíveis: coloque o creme hidratante no frigobar da pousada e use se moderação quando voltar dos passeios. Fez bastante diferença.

A experiência em Noronha não para com o final deste texto. Descobrir a Trilha do Atalaia e suas piscinas naturais, as praias Cacimba do Padre, do Boldró (melhor visão do pôr-do-sol) e Conceição é mágico. Garanta energia para as caminhadas, boné, roupas leves (e não brancas, pois a terra vermelha macha todas), uma mochila e muito encanto. É um passeio caro, com preço de viagem internacional, mas que vale cada centavo investido. Como dizem os nativos: Noronhe-se! 

Claro que nós do Ameixa pedimos pro Fabrício criar uma trilha sonora especial para Fernando de Noronha. Impossível não entrarmos no clima e começar desde já uma poupança para também noronharmos!


Foto – Fabiola Volponi

Fivo (Felipe Volponi) é um artista plástico de Belo Horizonte que está com uma belíssima exposição de pinturas e instalações chamada JARDINS, na Casa do Baile, na Pampulha, até o dia 21 de outubro, com entrada gratuita. Ele é o artista destaque da atualidade na cena artística da capital mineira. Atencioso, acessível e bem-humorado, Fivo recebeu na Casa do Baile a Ameixa Japonesa para um papo descontraído no qual ele contou sobre sua arte, carreira e exposição. É só chegar e descobrir mais sobre o Fivo e seus Jardins.

ACEITAÇÃO DO PÚBLICO

Passaram mais de 900 pessoas na Casa Do Baile para ver a exposição Jardins. “O feedback está bem positivo”, disse Fivo extremamente contente.

Famosos também têm se encantado pela arte do Fivo, como Bethy Lagardère (socialite e ex-modelo de sucesso),  Olivier Anquier (chef de cozinha e apresentador de tv), Pedro Andrade (apresentador de TV no Brasil e nos Estados Unidos), Déa Lúcia Amaral (mãe do ator Paulo Gustavo) e muitos outros.

COMO TUDO COMEÇOU

A arte na vida do Fivo começo quando criança. Ele foi ator de musical, fez comerciais de TV e já teve banda de rock. Nesta fase ele arriscava alguns desenhos. No entanto, era apenas um hobby. Virou profissão quando notou que as pessoas estavam interessadas e notando algo de diferente no que ele fazia. Fez faculdade de Design de Interiores, idealizava sua profissão nos Campanas, irmãos reconhecidos mundialmente por seus design-art em móveis. Seus sonhos tomaram outros rumos.

INSPIRAÇÕES

Todas suas inspirações afloram em torno de suas emoções. A principal inspiração do Fivo é a sua avó, Julia Volponi, que sempre esteve envolvida com arte, tocando piano e pintando. Emocionado, Fivo contou que sua avó desenvolveu câncer. Para retribuir os cuidados que sua avó sempre teve com ele, largou os estudos e o estágio para dedicar-se a ela, por 7 meses. Neste período, em meio a noites e dias sem dormir, ele começou a pintar. Isto aconteceu de forma natural e o incentivou a estudar sobre a arte. Fivo é um artista nato e autodidata. Identificou neste período os artistas, obras e traços que mais o interessavam. Começou a estudá-los e a experimentar seus próprios traços. Fivo pintou uma Vênus ao seu modo. Da Vênus surgiu a sua assinatura. Usou recortes e estampas na sua tela. As estampas pintadas são inspiradas nas vezes em que via sua avó costurando. Ali sentiu que tinha jeito para a pintura. Dos grandes artistas, suas inspirações e admirações vêm de Cândido Portinari e Yara Tupinambá.

COMO O FIVO DEFINE SUA ARTE

“Eu não sei. Eu não acho que minha arte deva ser rotulada”, disse o Fivo. Uma característica que prova isto é a falta de data em suas obras. Se as pessoas definirem suas obras como Pop Art ou qualquer outra definição, ele aceita. O que ele mais preza e afirma como uma  definição de sua arte é a identificação da pessoa com sua arte. É a pessoa ver a sua obra e se identificar naquele contexto, naqueles traços, naquelas histórias pintadas.

Fivo escolhe a pintura como a melhor forma de arte para se definir.

EXPOSIÇÃO JARDINS

divulgacao-jardins-fivo

JARDINS é a terceira exposição do artista Fivo. A atual exposição é composta por pinturas de jardins que ele vivenciou das pessoas que já passaram por sua vida. São telas inspiradas no jardim da avó, das tias, da professora, de amigos e até mesmo um inspirado em Star wars, jardim que ele idealizou e no qual gostaria de ter estado. São 10 jardins em 10 telas, 2 réplicas de telas do seu próprio trabalho, que foram vendidas mas se fazem necessárias para completar a exposição, e uma instalação. A instalação constitui-se de várias esculturas pequenas que formam um jardim.

É notório nos trabalhos da exposição o uso da cor prata nos contornos de cada elemento retratado. Fivo contou que é um fio de emoção, que é a retratação da sua memória, que leva aquilo para o surreal, como uma ideia, como a alma da lembrança.

A escolha da Casa do Baile para expor suas obras deveu-se à estreita relação dos Jardins com o visual da Lagoa da Pampulha e com o próprio jardim do espaço. Ainda, Fivo privilegia uma opção de se ver arte fora dos nichos Centro e Savassi.

PREFERIDAS PELO FIVO

Sem pensar muito, Fivo escolhe a tela “Jardim de Lino e Noca”, seus bisavós, como preferida. Ele não a considera a mais bonita, mas a considera muito especial. Motivo pelo qual é a única que ele não venderá. Ele escolheu a tela “Jardim de Ione” como a obra que melhor expressa o seu trabalho.

 

PRÓXIMA EXPOSIÇÃO EM 2018

Intitulada como “Erat Olim”, que significa “era uma vez” em latim, Fivo mostrará o universo dos contos de fadas. Fivo promete uma exposição interativa. Além de ver as obras, as pessoas poderão tocar e até mesmo conversar com algumas delas. A exposição “Erat Olim” ainda não tem data definida, mas Fivo afirma que está trabalhando no novo projeto e que em 2018 todos poderão desfrutá-lo.

Seus trabalhos estão à venda e caso a pessoa se identifique com uma pintura e queira comprá-la, basta entrar em contato com o próprio Fivo nas suas redes sociais, e buscar o trabalho ao final da exposição.

SERVIÇO:

Exposição Jardins

Até dia 21 de outubro

Artista: Fivo

Contato do Fivo: perfil do instagram @fivolponi

Onde: Casa do Baile

Endereço: Av. Otacílio Negrão de Lima, 751 – Pampulha, Belo Horizonte

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h.

ENTRADA GRATUITA


Como não morrer de amores por uma sobremesa tão colorida? Nossa sugestão para o Dia das Crianças é a Gelatina em Camadas. Aprenda agora!

GELATINA CAMADASIngredientes

1. 7 pacotes de Gelatinas Santa Amália de sabores e cores diferentes
2. 4 e 1/2 xícaras de água fervente
3. 4 e 1/2 xícaras de água fria
4. 350 ml de creme de leite

Como Fazer

1. Unte uma forma de aproximadamente 23 x 33 cm, preferencialmente de vidro transparente.
2. Dissolva um pacote de gelatina em 3/4 de xícara de água fervente. Junte mais 3/4 de xícara de água fria e misture. Despeje no refratário e leve à geladeira até firmar (aproximadamente 45 minutos).
3. Dissolva outro pacote de gelatina em 1/2 xícara de água fervente. Junte 1/2 xícara de água fria e 1/2 xícara de creme de leite. Despeje sobre a primeira camada (já firme) e leve à geladeira por mais 45 minutos para firmar.
4. Repita os passos 2 e 3 acima com cada uma das demais gelatinas, sempre alternando uma camada sem creme de leite e outra com creme de leite.
5. Ao final, leve à geladeira até firmar bem e sirva.

Dica:

Decore com chantilly antes de servir.

 

Receita fornecida pela Santa Amalia. Para aprender mais, visite o canal da marca no youtube!


entreirmas1

*Por Fabrício Horta

Há riqueza nas histórias brasileiras, e estas devem sempre ser contadas pelo nosso cinema. Dentre as histórias que aguçam a curiosidade do espectador está a do cangaço, um faroeste nordestino cheio de reviravoltas e fatos inusitados. Quando Breno Silveira, diretor do filme Entre Irmãs, que estréia hoje nos cinemas, se propõe a contar a história de Emilia (Marjorie Estiano) e Luzia (Nanda Costa), uma adaptação do livro A Costureira e o Cangaceiro, de Frances de Pontes Pleebes, somos presenteados com a mitologia do sertão na forma destes justiceiros, os verdadeiros Robin Hoods do Sertão.

Neste cenário, de muita pobreza e do coronelismo no nordeste brasileiro dos anos de 1930, começa a trajetória das duas irmãs. Órfãs, criadas pela tia numa cidade mergulhada na seca, elas fazem seus planos para um futuro, mesmo que ninguém acredite que elas possam realizá-los. A tia desde cedo lhes ensina um ofício, o de ser costureira, e este ofício une as irmãs em suas jornadas.

O filme seria incrível se não fossem as mais de duas horas e meia de história. A linha de costura que unem as duas irmãs se perde em tantas alegorias, histórias secundárias e uma falta de edição de cenas. Fica evidente que se tem muita história a se contar, talvez uma minissérie coubesse melhor para Entre Irmãs. Quando chega o grande clímax do filme já estamos doidos para sairmos da sala de cinema. Realmente uma pena.

Mas há momentos primorosos no filme. A fotografia certeira é uma delas. Os tons de terras para os momentos de Luzia e seu bando no sertão pernambucano em total contraste com os tons mornos, calmos de Emilia na sociedade recifense. Tais contrastes nas cores das vidas que ambas decidiram viver não conseguem maquiar ou iludir o que tinham entre elas: uma ligação além das escolhas. Mesmo por caminhos tortuosos e diferentes, ambas as irmãs fizeram o mesmo trajeto.

Emília e Luzia escolheram qual tipo de passarinho queriam ser: o livre ou o que vive na gaiola. Assim como a prisão, a liberdade tem seu preço. Ambas as escolhas tem dores e alegrias. Há crescimento e amor em meio ao sertão, como também há dor e tristeza na liberdade enclausurada de uma vida de princesa. Nem sempre o príncipe encantado estará aonde imaginamos. Vale conferir.