A CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte chega a sua 11ª edição de 22 a 27 de agosto e vai ocupar oito espaços na capital mineira – Fundação Clóvis Salgado, Teatro Sesiminas, Sesi Museu de Artes e Ofícios, Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil Vallourec,MIS Cine Santa Tereza, Cine 104e, ainda a inédita montagem de um cinema ao ar livre na Praça da Estação, ponto central da cidade. A temática central da 11ª Mostra CineBH é “Cinema de Urgência” – proposta surgida a partir das reações cinematográficas às recentes instabilidades políticas e econômicas que se abateram sobre o Brasil nos últimos três anos. O objetivo é compartilhar com público, cineastas, produtores, críticos e jornalistas as inquietações de um tempo histórico cuja velocidade dos acontecimentos muitas vezes atropela a percepção dos fatos.

Em seis dias de programação intensa e gratuita, a 11ª Mostra CineBH exibe 101 filmesnacionais e internacionais, em pré-estreias e retrospectivas. A abertura será no Cine Theatro Brasil Vallourec, às 20h, com a pré-estreia nacional de Corpo Elétrico, longa-metragem de Marcelo Caetano, e homenagem ao crítico, ator e cineasta francês Pierre Léon.

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“A Mostra CineBH e o Brasil CineMundi conectam profissionais brasileiros e estrangeiros e posicionam-se como instrumentos facilitadores no diálogo com o mercado internacional, por meio de parcerias produtivas e intercâmbio de ações e informações, encontros de negócios e investimento na formação e capacitação de profissionais, apresentando um programa internacional de audiovisual acessível a todos os públicos”, ressalta a diretora da Universo Produção e coordenadora da Mostra CineBH e do Brasil CineMundi, Raquel Hallak.

Cinema ao ar livre

Uma das novidades desta edição é a parceria da 11ª Mostra CineBH com a MAX – Minas Gerais Audiovisual Expo – promovida pela Codemig|Governo de Minas Gerais, Sesi Fiemg e Sebrae, possibilitando levar parte da programação do evento para a Praça da Estação, no centro de Belo Horizonte, transformando este cartão postal em cenário da sétima arte.

A proposta da Mostra Clássicos na Praça é exibir filmes populares que sejam parte do imaginário de várias gerações de espectadores e que dialoguem com a ideia de viver, circular e conviver na cidade (incluindo a vida rural como o contraponto). Estão na programação O Garoto(1921), de Charles Chaplin, que terá trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra de Câmara do Sesiminas; Eles Vivem(1988), de John Carpenter; Janela Indiscreta(1954), de Alfred Hitchcock; BladeRunner(1982), de Ridley Scott e E.T. O Extraterrestre (1982), de Steven Spielberg. A produção mineira se fará presente nas sessões com uma seleção de títulos também clássicos para a produção no estado: o longa O Menino Maluquinho (1995) de Helvécio Ratton, e os curtas A Velha a Fiar (1964), de Humberto Mauro; A Hora Vagabunda (1998), de Rafael Conde; Fantasmas(2011), de André Novais Oliveira, e Estado Itinerante (2016), de Ana Carolina Soares.

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PROGRAMAÇÃO
A programação da 11ª Mostra CineBH é extensa então para ficar ligado em filmes, horários e locais de exibição nada melhor que entrar no site da mostra – cinebh.com.br . Veja alguns destaques:

Mostra Clássicos Na Praça – Praça da Estação

  • BLADE RUNNER, O CAÇADOR DE ANDRÓIDES, de Ridley Scott (Estados Unidos) – 1992
  • ELES VIVEM, deJohn Carpenter (Estados Unidos) – 1998
  • E.T. – O EXTRATERRESTRE, de Steven Spielberg (Estados Unidos) – 1982
  • JANELA INDISCRETA, de Alfred Hitchcock (Estados Unidos) – 1954
  • MÁGICO DE OZ, deVictor Fleming, Richard Thorpe, King Vidor(Estados Unidos) – 1939
  • O GAROTO, de Charlie Chaplin (Estados Unidos) – 1921
  • O MENINO MALUQUINHO, de Helvécio Ratton(Minas Gerais) – 1995

 

Mostra Contemporânea

  • A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA, deRama Thiaw (Senegal) – 2016
  • AS DUAS IRENES, de Fabio Meira (São Paulo,Goiânia) – 2017
  • BANGKOK NITES, deKatsuyaTomita (Japão, França, Tailândia) – 2016
  • CORPO ELÉTRICO, de Marcelo Caetano (São Paulo) – 2017
  • LUZ OBSCURA, deSusana de Sousa Dias (Portugal) – 2017
  • MALES SEM TERRA, de João Arthur (Rio de Janeiro) – 2016
  • TASTE OF CEMENTE, deZiadKalthoum (Alemanha, Líbano, Síria, Emirados Árabes, Qatar) – 2017
  • THE MOLE SONG: HONG KONG CARPACCIO, de Miike Takashi  (Japão) – 2016
  • THREE, de Johnnie To (China) – 2016
  • UMA NOVIA DE SHANGAI, de Mauro Andrizzi (Argentina,China) – 2016

VIDEOGRAMAS DE UMA REVOLUÇÃO, de HarunFarocki, Andrei Ujica (Alemanha) – 1992

Locais de realização do evento:

Fundação Clóvis Salgado (Palácio das Artes) *Cine Humberto Mauro *Teatro João Ceschiatti
Cine Theatro Brasil Vallourec| *Grande-Teatro
CentoeQuatro| *Cine 104
Centro Cultural Sesiminas |*Teatro Sesiminas
MIS Cine Santa Tereza | *Sala de Cinema
Sesi Museu de Artes e Ofícios| *Salas Mezanino
Sesc Palladium| *GrandeTeatro
Praça da Estação

Para as sessões de cinema, os ingressos deverão ser retirados na bilheteria de cada espaço, 30 minutos antes do horário de cada sessão. Para a abertura, a entrada será por ordem de chegada respeitando a lotação do espaço. 

Por Pierre Menezes


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Inaugurado em maio, o Camaradería é o primeiro gastrobar 100% vegano da cidade. Com cardápio variado e convidativo, o estabelecimento oferece opções de almoço, café e happy hour num ambiente que é um charme a parte! A decoração do espaço é marcada pela pegada retrô, com toque industrial rústico e moderno.

O almoço oferece um cardápio com apenas três opções de pratos de principal, mas que muda todos os dias. A proposta de cardápio enxuto me agradou muito por oferecer comida elaborada, gostosa e com o tempo de esperada do prato super ok.

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Iscas litorâneas com molho mediterrâneo, acompanhado com purê de baroa ao perfume siciliano e arroz caramelizado de amêndoas

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Cheesecake de frutas vermelhas

E existe sobremesa sem derivados de leite saborosa? Existe, gente! Paguei língua e AMEI a cheesecake de frutas vermelhas de lá. Também experimentei Gateau com gelato de chocolate que não deixou nada a desejar por ser vegano.

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Cerveja artesanal Bauernhof

A cerveja artesanal Bauernhof é uma ótima pedida para o happy hour, delícia e você encontra lá. O cardápio da noite é bem diversificado, com porções, petiscos e sanduíches…deu vontade de voltar para experimentá-los. Outros pontos positivos do Camaradería: atendimento e o preço.

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Fotos: Osvaldo Castro


Belo Horizonte está prestes a receber a 15ª edição do Savassi Festival. O principal evento de jazz e música instrumental acontecerá neste mês de agosto. Com novidades e a terceira edição no Rio de Janeiro, o festival tem um rol de excelentes profissionais, lançamentos de CD’s e workshop espalhados pelas cidades.
A programação completa está no site www.savassifestival.com.br. A edição mineira contará com ótimos momentos musicais. Tem programação para todas as idades. Para os pequeninos, e naturalmente seus pais, amantes de jazz e música instrumental tem o momento JAZZINHO. Mulheres e artistas internacionais são tratados de igual para igual no festival.
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A grande estrela do festival é Rosa Passos. Ela fará um repertório dedicado aos 90 anos de Tom Jobim, no dia 19/08, ás 21h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.
Num encontro com o Bruno Braz Golgher, ele contou do público do festival no Rio de Janeiro e da procura do encontro do Chorinho com o Jazz para melhor agradar os cariocas. O Ameixa Japonesa perguntou ao Bruno, realizador do festival, se o entusiasmos da primeira edição é o mesmo 15ª edição. Bem humorado ele respondeu que sim. Disse, ainda, o que mantém isto para esta edição é ver os novatos brilhando, ótimas apresentações dos experientes e, sobretudo as produções musicais que sairão dali e enfrentarão outros festiv

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Juliana Perdigão, mineira radicada em São Paulo é um dos destaques da nova música brasileira dentro do festival.  
A boa música do Savassi Festival 2017 se realizará de 18 a 27 de agosto em Belo Horizonte, e de 23 a 24 de agosto no rio de Janeiro. Programação completa aqui!
Nós não vamos perder. E se fossemos vocês, também não perderiam.
por Flávio Henrique

O filme brasileiro mais esperado ano, Bingo – O Rei Das Manhãs, veio para conquistar corações dos amantes dos anos 80. Arrisco a dizer que não só de quem viveu naquela época. Chega, ainda, para mostrar, também, os áureos tempos das manhãs infantis nas telinhas brasileiras. E claro, a maior referência do filme, o palhaço Bozo. Não pense que o filme se resume a isto. Ele vai além. E até mesmo quem tem medo de palhaços pode assistir, porque vale a pena.

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Vladmir Brichta (em seu melhor papel), dá vida a história de uma ator que resolve tentar ser reconhecido no seu trabalho. Seu grande foco é dar orgulho ao seu filho e a mãe, também atriz. Sabendo do seu potencial de fazer as pessoas rirem, Augusto tenta um espaço na televisão.

Tentar algo maior e um espaço na empresa de televisão dominante na casa dos brasileiros, ser rejeitado por seus maiorais, fazem com que o Augusto procure em outra emissora uma oportunidade para mostrar seu potencial. Um teste para um palhaço de formato pronto da TV americana, é o que ele precisa e confia para dar a volta por cima. Suas espertezas em improvisos fazem com que ele conquiste a oportunidade de ser o apresentador engessado tão famoso nas telinhas de lá.

Augusto sai do roteiro na tentativa fazer aquele sucesso norte-americano ser um sucesso brasileiro. O sair do roteiro vai além das câmeras. A sua vida também sai. Isto torna o filme envolvente. A fama e o reconhecimento levam o personagem principal a perder os trilhos. Aquele ator mascarado que muda a maneira de ver um programa televisivo, se deixa levar por uma vida e autoconfiança que causa outra reviravolta.
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Um filme quando é bem conduzido nos faz pensar. Seria esta reviravolta na vida do Augusto uma coisa normal da época? Aquele personagem era apenas um muro da sua real personalidade? Seriam os dois parecidos? Ou seria o conflito do personagem ser maior que o ator por trás de um nariz de palhaço? Bem, as respostas destas e outras, e se teve ou não um final feliz, deixarei para que cada um pense a vontade após assistirem o filme.

Um receita boa, sempre infalível, é a vida pessoal de um artista famoso com seus altos e baixos. Isto é perfeitamente tratado em prato cheio. Outros grandes destaques é a direção peculiar e incrível do Daniel Rezende, e a atuação de outra estrela Leandra Leal. O fato de ser uma biografia baseada em história real de Arlindo Barreto (o primeiro ator que viveu Bozo no Brasil) brilha ainda mais aos nossos olhos.

Bingo é um filme redondo. Excelente atuações, excelente história, excelentes atuações (são de aplaudir no fim do filme). É um filme que te deixa nostálgico, curioso, provoca boas risadas e o mais legal: deixa-nos emocionado.

De uma coisa é certa, ao sair dos cinemas após assistir a historia do ator por trás do palhaço Bingo, além da sensação de ter visto um ótimo filme brasileiro, tenho certeza que a curiosidade de ver vídeos antigos do palhaço, rei das manhãs, será inevitável.

Por Flávio Henrique

Bingo: O Rei Das Manhãs, estreia 24 de agosto de 2017 nos principais cinemas.


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A grande estréia nos cinemas nessa semana é, sem dúvidas, o novo trabalho de Sofia Coppola, “O Estranho Que Nós Amamos”. Baseado no livro homônimo de Thomas Cullinan, escrito em 1966, o filme chega às telas de BH premiado com a melhor direção em Cannes 2017. E com um elenco que chama a atenção para si: Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning e Colin Farrell.

Os filmes de Sofia Coppola são conhecidos e lembrados por colocarem em todos eles o olhar feminino sobre as situações em, sua maioria, sendo os papeis femininos os responsáveis por nos guiarem pela narrativa. Em “ O Estranho Que Nós Amamos” não é diferente. A diretora inverte a narrativa do livro e da primeira versão para o cinema de 1971 que é feita pelo soldado abatido e coloca as mulheres como narradoras da história. Mais uma vez é o olhar feminino de Sofia e de suas personagens os responsáveis pelas sensações passadas.

A história se passa em durante a Guerra Civil americana e vemos o dia a dia pra lá de bucólico e rotineiro de uma “escola para meninas”, situada no sul do país, ser gradativamente alterado com a chegada do estranho e instigante soldado ferido, que defendia os interesses do norte do país. A guerra serve de pano de fundo para a formação de uma atormentada bola de neve de tensão sexual entre essas mulheres e o soldado.

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Impressões de Pierre Menezes sobre o filme…

Para quem está acostumado com o ritmo mais acelerado e uma extensa paleta de cores presentes nos outros filmes de Sofia Coppola, chega a ficar incomodado com a direção tomada nesse novo projeto. Tudo em “O Estranho Que Nós Amamos” é mais lento, demorado, contido. O recurso de pouca luz do casarão dita o clima que a diretora quer expressar. Com isso a fotografia do filme é espetacular e merece todos os elogios já recebidos.

Porém o roteiro (estou até agora pensando se gostei realmente do filme ou apenas em parte) demora a acontecer. O clímax do filme ocorre apenas nos últimos 20 minutos, o que leva ao incomodo mais pela demora dos acontecimentos do que pela adrenalina psicológica sexual que o filme pretende passar.

Essa tensão está lá o tempo todo. Seja pelo comportamento alterado dessas mulheres, pelas reais intenções do homem que aos poucos vai mudando a rotina pudica tanto das mulheres mais velhas, quanto das internas mais novas. Mas a curiosidade pelo que vai acontecer aos poucos vai sumindo devido a essa demora aos acontecimentos. Há uma repetição de situações desnecessária.

A direção precisa e ao mesmo tempo delicada de Sofia Coppola e as interpretações na dose certa de contenção e explosão do quarteto principal fazem de “O Estranho Que Nós Amamos” uma boa experiência de reflexão sobre os desejos repreendidos e as consequências das não realizações dos mesmos.

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Flávio Henrique também conta suas impressões…

Escuro e lento é o que define o filme. Uma história tão interessante deveria ser retratada da mesma forma. Todo o alvoroço de um homem chegando numa casa com sete mulheres, eu esperava mais afrontas diretas entre elas. Por estar em uma crescente, as mudanças nas relações foram apresentadas sutilmente. Se apresentadas ao contrário, estas mudanças (com tretas mais evidentes e dramáticas) deixaria o filme mais empolgante no seu percurso.

No ápice do filme não ficaram claras as intenções das mulheres para com o hóspede na reviravolta final. Vingança, ou necessidade nestas intenções, para mim, ficaram escuras e indiretas como boa parte do filme. Fez-me avaliar o filme apenas como um filme mediano.

Confira o trailer!