As semanas que precedem a premiação do Oscar servem como uma verdadeira corrida para as pessoas apaixonadas pelo cinema. Digo isso porque instaura-se obrigação tácita de assistir a todos os filmes que concorrem à estatueta.

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Acontece que só na categoria de melhor filme são nove. Contando todos, a soma chega a cerca de 45 filmes a serem assistidos. Muitos filmes, pouco tempo e exibição tardia nas salas brasileiras prejudica a quem quer assistir a maioria dos longas.

Mas por que essa ânsia para assistir a maioria dos filmes? Eu acho que o Oscar é como se fosse um jogo de futebol dos amantes da sétima arte. E como só acontece uma vez por ano e os times só aparecem para o campeonato meses antes da final, há menos tempo para decorar os nomes dos jogadores, conhecer as contratações e o que acontece nos bastidores dos clubes.

Dica off-Oscar: O brutal “De coração aberto:, com Juliette Binoche.

E, principalmente, sem conhecer os times não tem como torcer, opinar ou criticar. Acho que é por isso que existe essa corrida para assistir aos filmes do Oscar. Infelizmente não cheguei até o final da jornada e assisti apenas a alguns: Argo, Les Miserables, Anna Karenina, DJango, Lincoln, The Impossible, Moonrise Kingdom, No e Skyfall.

Indico todos esses filmes, mas agora prefiro terminar o texto indicando um que não vi mas foi muito elogiado por todos que conversei e que leva o nome de um sentimento conhecido por qualquer torcedor: “Amour”.

Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.

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