vinho“Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno. Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno, o paraíso deve estar vazio”. Omar Khayan (Poeta, matemático e astrônomo Iraniano – 1130)

Olá Pessoal! Tudo bem? Vocês andam apreciando a bebida-motivo dos nossos papos? Quero saber das experiências, as preferências. Contem-me tudo! Como prometi, hoje vamos falar de degustação, como apreciar cada gole do vinho. E claro, teremos no final, nossa dica (hoje com receita de um prato simples e delicioso). Para falarmos de degustação, Manoel Beato diz que é necessário saber um pouco sobre as famílias do vinho, que vão além dos brancos e tintos. Dentro dessas duas categorias há vários estilos, cada qual com sua identidade.

Vinho Branco vivo, seco, leve: são vinhos refrescantes, graças a sua acidez e delicadeza.
Vinho Branco aromático ou floral, seco ou meio doce: vinhos com buquê floral e frutado, boa acidez e final persistente.
Vinho branco, seco, porém perfumado: marcadamente seco, com acidez viva. Sua casta mais difundida é a Sauvignon Blanc.

Ah! Um momento. Vamos lembrar o que significa casta: na enologia, são os aromas transmitidos ao vinho pelas uvas que lhe deram origem e é possível identificar as castas com que foram produzidos através da degustação. Agora sim podemos prosseguir:

Vinho Rosado: há bons vinhos rosados em todo o mundo.
Vinho espumante: um ótimo espumante é vivo, firme e gracioso, podendo ser mais ou menos complexo.
Vinho tinto leve, pouco tânico: são vinhos para serem tomados bem jovens.
Vinhos tintos encorpados e concentrados: são vinhos robustos como os grandes tintos franceses.
Vinho doce, suave ou espumante meio doce: suntuosos e opulentos, são vinhos de colheita tardia, às vezes, atingidos pela chamada “podridão nobre” – fungos “nobres” que atacam a uva.
Vinhos fortificados, secos e meio doces: vinhos muito secos. Com muito buquê e fortificados são grandes aperitivos.
Vinhos fortificados, doces: vinhos licorosos, tintos ou brancos, com graduação alcoólica mais elevada.
Bom, enfim, chegamos ao assunto de hoje: a degustação. Vamos aprender as percepções gustativas da língua:
Salgado – na parte lateral da língua.
Doce – na ponta da língua.
Ácido – nas bordas superiores da língua.
Amargo – na parte posterior da língua.

vinho2“O gole é o gol, mas quão saborosas podem ser as jogadas que o antecedem” – Manoel Beato.

Degustar para o prazer é usufruir de cada fase da degustação. Podemos nos deliciar com o olhar, depois com o olfato e finalmente beber o vinho. Como disse o enólogo francês Ribéreau Gayon, degustar é provar com atenção, analisando vários aspectos da bebida. A cor do vinho tem de ser límpida e com brilho, livre de sedimentos ou substâncias que possam turvar o vinho. Os reflexos acastanhados são sinais de envelhecimento para o tinto.

COR = limpidez, tonalidade, reflexos, densidade, brilho.
Quanto mais envelhecido o vinho tinto, sua cor será marrom, atijolado, alaranjado, acastanhado.
Quanto mais jovem o vinho tinto, sua cor será rubi, framboesa, púrpura.
Quanto mais envelhecido o vinho branco, sua cor será âmbar, amarelo-ouro, amarelo-verde
Quanto mais jovem o vinho branco, sua cor será amarelo-palha, amarelo-pálido.

vinhos“No que se refere a vinho, sempre recomendo que se joguem fora tabelas de safras e manuais investindo num saca-rolhas. Vinho se conhece mesmo é bebendo!” Alexis Lichine

Passos da degustação, segundo Manoel Baeto:

1- Nariz: após sentir os primeiros aromas do vinho com o copo estático, fazem-se movimentos de rotação para que entre ar e, assim, os cheiros se ressaltem e o vinho se “abra” ao olfato. Para que os aromas se desprendam do copo, a temperatura de serviço é muito importante: se o vinho estiver muito frio, eles não são percebidos; se estiver muito quente, eles se dispersarão rapidamente.
2 – Na boca: após avaliar a cor e os aromas do vinho, parte-se para a análise gustativa: coloca-se na boca, aspiras-se levemente o ar e movimenta-se o vinho, fazendo com que ele atinja toda a boca. Nesse momento, percebe-se tanto os sabores básicos da língua, quanto o gosto retronasal (que é a percepção olfativa indireta sentida através da boca e que demonstra esse intercâmbio).

Agora que vocês estão prontos para degustar um vinho, quero que me contem as suas experiências. O que sentiram durante, quais os sabores, aromas e o que este exame lhe proporcionou. Quero saber!

dica

E como não poderia faltar, nossa dica de hoje é um vinho chileno, muito saboroso: ele é jovem, pouco leve, bastante expressivo no olfato, no paladar um frutado recheado de taninos e frescor divino – De Martino Reserva 347 Vineyards Syrah.

WineCard-300“Cozinho com vinho. Às vezes até o uso na receita”. W.C. Fields

Nossa receita de hoje é Risoto de Alho Poró!

INGREDIENTES
500g de arroz arbóreo (arroz próprio para risoto)
200g Alho Poró picadinho
100g de queijo parmesão ralado
2 colheres de manteiga (bem cheias)
½ litro de vinho branco seco
2 tabletes de caldo de legumes ou de carne diluídos em 1litro de água
Sal a gosto
Cheiro verde a gosto.

MODO DE PREPARO
Em uma panela, coloque a manteiga e o arroz arbóreo. Em seguida, acrescente o vinho e deixe que o vinho evapore mexendo sempre para não grudar no fundo da panela. Feito isso, acrescente o caldo de legumes aos poucos – lembrando que o caldo já deverá estar bem quente. Acrescente o caldo até que o arroz esteja bem cozido. Para finalizar, coloque o alho poró e acerte o sal – cuidado com o sal, porque o queijo já vem salgado. Feito isso, acrescente o queijo parmesão, decore com cheiro verde a gosto e sirva ainda bem quente.

Bon Appétit!

No próximo bate-papo, vamos falar da harmonização do vinho com a comida! Sallut!!

Ana Flávia é Relações Públicas, curte moda e cinema, tem um relacionamento sério com o Vinho e um pezinho no marketing e outro na cozinha.

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