A semana passou e quem não viu o monte de posts sobre a posse do pastor Marco Feliciano não deve ter facebook (ou twitter ou televisão). O deputado foi eleito presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e houve uma enchente de reclamações na rede social. Entre as mensagens que vi, a do meu amigo Samir Duarte me chamou atenção:

“24h por dia o que temos na timeline são os absurdos do Pastor Marco Feliciano. Não é possível que não tenha como fazer algo mais impactante do que só ficarmos postando as barbaridades dele nas redes sociais.”

postvinnie

Eu compartilho da opinião dele e foi ao lê-la que lembrei do filme Milk. Lançado em 2008 e ganhador do Oscar, o longa relata a vida de Harvey Milk, um ativista a favor dos direitos dos homossexuais na década de 1970, nos EUA. Se Milk vivesse hoje, tenho certeza que ele teria uma página no facebook com milhões de seguidores, mas acho que ele a teria apenas como mais uma das ferramentas para lutar por seus ideais e objetivos, não seria a única. O filme me faz crer que há sim maneiras de fazer algo mais impactante, mas que, em sua maioria, requerem sair da zona de conforto. É preciso levantar e legitimar o seu desejo de outra forma que compartilhando informações em redes sociais. E Milk é uma prova de que é possível fazer isso, sem facebook.

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Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.

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