Quando fiquei sabendo do Festival Fartura, logo imaginei que seria uma tentativa excelente de trazer para BH um pouco daquela delícia que é o Festival de Gastronomia e Cultura de Tiradentes, que sou fã de carteirinha desde sempre. O evento, que aconteceu no último fim de semana (27 e 28 de setembro) conseguiu reunir na praça José Mendes Júnior (local excelente para se fazer eventos como este, inclusive) coisas incríveis. E não digo só pela infinidade de comidas deliciosas (para de fartar, claro), atrações musicais ótimas e palestras e aulas para quem ama esse universo da gastronomia. O clima era excelente e, claro, trouxe à cidade uma opção que com certeza agradou muita gente que queria uma nova programação para o fim de semana. No meu caso, deixou meu domingo com cara de quero mais. Minha opinião não poderia ser diferente do que vi nas redes sociais: podia ter sempre.

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Sempre aprovei a ideia de trazer restaurantes de outros lugares do Brasil para que a gente experimente coisas diferentes em um só lugar e a preços acessíveis (R$ 6 a R$ 25). É por isso que fiquei até confusa do que queria comer primeiro, rs. O Fartura trouxe doze chefs convidados de vários estados e com restaurantes incrível que criaram pratos especialmente para o evento – de se comer rezando. Além disso, teve também stands com comidinhas e produtos típicos de várias regiões do Brasil. Adorei o da jabuticaba de Sabará (sempre vou ao Festival da Jabuticaba que acontece por lá) e o astro, com certeza, foi o Bolo de Rolo, de Recife, recheado de goiabada, que não bastou eu ter levado um pra casa como ter passado umas 20 vezes para degustar um pedacinho, rs!

Nada como compartilhar esses melhores momentos gastronômicos com vocês e que fez meu domingo ficar mais delícia e, de fato, decretou o meu relacionamento sério com o Festival. Aguardamos mais Fartura em breve (e que não demore, por favor). =)

Para petiscar, pastel de angu (a-m-o) com carne de sol do restaurante Dona Lucinha (BH/MG). Pimentinha na medida! 

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Pastel de feira, típico de paulista, da pastelaria do Kyoto. Experimentei o de queijo (meu sabor preferido) e, de quebra, do de doce de leite. E o mais incrível: sequíssimo! Nem manchou a mão de gordura! Já o costelão de Tiradentes foi a atração principal. Ficou disponível do meio-dia até oito da noite com fila enorme. Não experimentei mas o cheiro e o visual estavam incríveis.

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O mais bacana dessa paella é que ela fez parte da “Cozinha ao Vivo”, ou seja, você vê o preparo e depois experimenta. Não comi porque sou extremamente alérgica a camarões mas foi um dos pratos mais lindos que já vi. Como diz minha amiga Suellen Tobler, do blog Cidade dos Bares, ela estava simétrica e perfeita. Concordo!

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Barreado é uma carne que cozinha durante 14 horas na panela de barro, ou seja, é tão macia que desmanchava na boca. O toque da Mara, do restaurante Tordesilhas (São Paulo), com banana da terra ficou perfeito – sem mencionar o cuidado de fazer uma banana quientinha na hora pra acompanhar o prato.
fartura_4Já tinha experimentado em Tiradentes um jantar inesquecível de delícia do Thomas Troigros (pra quem não sabe, filho do Claude, ambos comandam o restaurante Olympe, em SP) e adorei a experiencia do prato servido em versão “barraquinha”. O toque do prato com farofa panko ficou incrível!

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Delícia esse prato com purê de cará. Bom, eu amo cará desde quando minha mãe me obrigada a comer com feijão pra dar “sustança e crescer feliz” então não tive nada do que reclamar.

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Obrigada Fartura. BH agradece. E obrigada Suellen, que salvou nas fotos com o celular que acabou a bateria, rs!

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