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Se você é fã de seriado, já deve ter ouvido falar nela, se é fã de quadrinhos, com certeza ouviu. Personagem tema da mais nova produção original do Netflix e velha conhecida dos leitores da Marvel – editora responsável pela criação do Homem-Aranha e dos X Men, entre vários outros super-heróis– Jessica Jones chegou com tudo ao universo online. A heroína, que teve sua primeira aparição em 2001 na série de HQ Alias, saiu das páginas das revistas direto para a tela do computador, em uma adaptação da própria Marvel, em parceria com o Netflix e a Rede ABC.
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Mas não se engane, Jessica Jones não é a típica heroína dos quadrinhos. Fugindo da imagem sensual imortalizada por clássicos como A Mulher Maravilha, ela está mais para a realidade do bom e velho jeans surrado, camiseta e uma ocasional jaqueta de couro. No seriado, a personagem é uma heroína moderna – mais feminista do que feminina – bem mais atual e muito menos sexista do que a sua versão em desenho.
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Cheia de conflitos, dramas pessoais e questões existenciais, Jessica - interpretada por Krysten Ritter (a Jane, de Breaking Bad) – é uma detetive particular durona, sombria e destemida que costuma afogar as mágoas em um copo (garrafa!) de whisky.  Dotada de super poderes, ela é capaz de saltar metros de altura sem esforço e levantar toneladas com as próprias mãos. Características imprescindíveis para vencer a luta contra seu arqui -inimigo, o controlador de mentes, Kilgrave (David Tennant, conhecido por seu papel como Doctor Who). Com o nome de Homem Púrpura, ele já faz parte da história de outro personagem da Marvel que também ganhou seu próprio seriado no Netflix, O Demolidor.
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Como o Universo Marvel é riquíssimo e cheio de heróis, essa interseção entre as histórias já era de se esperar e tende só a aumentar. Prepare-se para reconhecer outros personagens dos quadrinhos no enredo, como (o gato) Luke Cage (Mike Colter), dono de um bar em Hell’s Kitchen com quem Jessica acaba se envolvendo. Sim, como mulher moderna que é, Jessica encontra tempo para salvar o mundo, trabalhar e amar. E é bom ver uma mulher no comando no universo machista dos super-heróis, só para variar, viu?

Se você estava procurando uma nova série para se viciar, encontrou. Mas se prepare para sofrer a angustia da espera pela segunda temporada, ainda sem previsão de estreia.

 

 

por Bárbara Prado, colunista que aparece de vez em quando por aqui, mas esperamos que em 2016 ela apareça SEMPRE. <3

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