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Estréia hoje (07/09), nos cinemas da capital, IT- A Coisa (Parte I), uma nova leitura do clássico do terror literário de Stephen King. A direção e roteiro ficaram a cargo de Andrés Muschietti. O filme é um dos mais aguardados pelos fãs do gênero pela curiosidade de como o diretor iria retratar e dar uma nova roupagem a história já vista nos cinemas em 1990 e considerada uma obra prima do terror.

O enredo de IT – A Coisa,  se passa no verão de 1988, na cidade de Derry. O desaparecimento de crianças e adolescentes começa a movimentar a cidade. O mistério une sete pré-adolescentes, o grupo dos losers da escola local, já que os mesmos começam a ser perseguidos por Pennywise, um palhaço com o poder de ativar as fobias e os medos de cada um deles.

O roteiro é muito bem construído não deixando margens para fios soltos na narrativa. Apresenta os personagens de forma que não desviamos o olhar dessas histórias. Isto somado a uma excelente atuação do elenco mirim torna IT – A coisa (Parte I), mesmo com a roupagem oitentista, mais próximo da nova onda dos filmes de terror, cujo diretor é um dos responsáveis com o ótimo Mama, de 2013.

Outro ponto alto,  já citado, é a ambientação nos anos 80. Perfeitamente expressada na cenografia, fotografia, figurino e nos diálogos. A aura aventureira dos adolescentes daquela época, já retratas em diversos filmes dita o ritmo da história. Para a geração Netflix não pensem que IT – A Coisa tem muito da aclamada série Stranger Things. É justamente o contrário. A séria da plataforma online bebe e muito na fonte do clássico exibido em 1990 e também no texto de Stephen King. Inclusive um dos atores da série, Finn Wolfhard, é parte do elenco infantil, da primeira versão do filme.

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O bom de estarmos em 2017 e vermos um filme ambientado nos anos 80 é que os efeitos especiais são de primeira qualidade, o que torna as cenas de terror e o clímax do filme ainda muito crível e interessante. É um excelente filme. Pode-se afirmar que é um dos melhores filmes de terror da atualidade. E esclarecendo a dúvida que muitos tinham com esse filme, IT – A Coisa (Parte I), não é um remake do clássico de 1990. Entendam o porque:

IT (1990) x IT (2017)

Em 1990, Lawrence D. Cohen (roteirista) e Tommy Lee Wallace (diretor) levaram às telas de cinema a primeira versão de IT. A história retrata a segunda parte do livro de Stephen King, passados 30 anos após os acontecimentos de 1988, retratados na versão de 2017. Na primeira versão o roteiro faz uso da memória dos personagens para contar algumas partes do ocorrido no verão de 1988. Já IT- A Coisa 2017 concentra-se somente na primeira parte do livro, ou seja, apenas no desaparecimentos das crianças em 1988.

O próprio título do filme de 2017 dá indícios que teremos sim a segunda parte da história, até mesmo nos diálogos finais dos personagens podemos perceber isso. Afinal, o mistério do palhaço Pennywise é que ele retorna de 30 em 30 anos para se alimentar dos medos dos adolescentes de Derry. É esperar para vermos.

Um pouco mais de:

Andrés Muschietti: Mama (2013)
Temas Relacionados: IT – A Coisa (1990); A Hora do Pesadelo (1984); Sexta-Feira 13 (1980)

Veja o vídeo comparando o trailler de IT- A Coisa 2017 x 1990

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