Foto – Fabiola Volponi

Fivo (Felipe Volponi) é um artista plástico de Belo Horizonte que está com uma belíssima exposição de pinturas e instalações chamada JARDINS, na Casa do Baile, na Pampulha, até o dia 21 de outubro, com entrada gratuita. Ele é o artista destaque da atualidade na cena artística da capital mineira. Atencioso, acessível e bem-humorado, Fivo recebeu na Casa do Baile a Ameixa Japonesa para um papo descontraído no qual ele contou sobre sua arte, carreira e exposição. É só chegar e descobrir mais sobre o Fivo e seus Jardins.

ACEITAÇÃO DO PÚBLICO

Passaram mais de 900 pessoas na Casa Do Baile para ver a exposição Jardins. “O feedback está bem positivo”, disse Fivo extremamente contente.

Famosos também têm se encantado pela arte do Fivo, como Bethy Lagardère (socialite e ex-modelo de sucesso),  Olivier Anquier (chef de cozinha e apresentador de tv), Pedro Andrade (apresentador de TV no Brasil e nos Estados Unidos), Déa Lúcia Amaral (mãe do ator Paulo Gustavo) e muitos outros.

COMO TUDO COMEÇOU

A arte na vida do Fivo começo quando criança. Ele foi ator de musical, fez comerciais de TV e já teve banda de rock. Nesta fase ele arriscava alguns desenhos. No entanto, era apenas um hobby. Virou profissão quando notou que as pessoas estavam interessadas e notando algo de diferente no que ele fazia. Fez faculdade de Design de Interiores, idealizava sua profissão nos Campanas, irmãos reconhecidos mundialmente por seus design-art em móveis. Seus sonhos tomaram outros rumos.

INSPIRAÇÕES

Todas suas inspirações afloram em torno de suas emoções. A principal inspiração do Fivo é a sua avó, Julia Volponi, que sempre esteve envolvida com arte, tocando piano e pintando. Emocionado, Fivo contou que sua avó desenvolveu câncer. Para retribuir os cuidados que sua avó sempre teve com ele, largou os estudos e o estágio para dedicar-se a ela, por 7 meses. Neste período, em meio a noites e dias sem dormir, ele começou a pintar. Isto aconteceu de forma natural e o incentivou a estudar sobre a arte. Fivo é um artista nato e autodidata. Identificou neste período os artistas, obras e traços que mais o interessavam. Começou a estudá-los e a experimentar seus próprios traços. Fivo pintou uma Vênus ao seu modo. Da Vênus surgiu a sua assinatura. Usou recortes e estampas na sua tela. As estampas pintadas são inspiradas nas vezes em que via sua avó costurando. Ali sentiu que tinha jeito para a pintura. Dos grandes artistas, suas inspirações e admirações vêm de Cândido Portinari e Yara Tupinambá.

COMO O FIVO DEFINE SUA ARTE

“Eu não sei. Eu não acho que minha arte deva ser rotulada”, disse o Fivo. Uma característica que prova isto é a falta de data em suas obras. Se as pessoas definirem suas obras como Pop Art ou qualquer outra definição, ele aceita. O que ele mais preza e afirma como uma  definição de sua arte é a identificação da pessoa com sua arte. É a pessoa ver a sua obra e se identificar naquele contexto, naqueles traços, naquelas histórias pintadas.

Fivo escolhe a pintura como a melhor forma de arte para se definir.

EXPOSIÇÃO JARDINS

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JARDINS é a terceira exposição do artista Fivo. A atual exposição é composta por pinturas de jardins que ele vivenciou das pessoas que já passaram por sua vida. São telas inspiradas no jardim da avó, das tias, da professora, de amigos e até mesmo um inspirado em Star wars, jardim que ele idealizou e no qual gostaria de ter estado. São 10 jardins em 10 telas, 2 réplicas de telas do seu próprio trabalho, que foram vendidas mas se fazem necessárias para completar a exposição, e uma instalação. A instalação constitui-se de várias esculturas pequenas que formam um jardim.

É notório nos trabalhos da exposição o uso da cor prata nos contornos de cada elemento retratado. Fivo contou que é um fio de emoção, que é a retratação da sua memória, que leva aquilo para o surreal, como uma ideia, como a alma da lembrança.

A escolha da Casa do Baile para expor suas obras deveu-se à estreita relação dos Jardins com o visual da Lagoa da Pampulha e com o próprio jardim do espaço. Ainda, Fivo privilegia uma opção de se ver arte fora dos nichos Centro e Savassi.

PREFERIDAS PELO FIVO

Sem pensar muito, Fivo escolhe a tela “Jardim de Lino e Noca”, seus bisavós, como preferida. Ele não a considera a mais bonita, mas a considera muito especial. Motivo pelo qual é a única que ele não venderá. Ele escolheu a tela “Jardim de Ione” como a obra que melhor expressa o seu trabalho.

 

PRÓXIMA EXPOSIÇÃO EM 2018

Intitulada como “Erat Olim”, que significa “era uma vez” em latim, Fivo mostrará o universo dos contos de fadas. Fivo promete uma exposição interativa. Além de ver as obras, as pessoas poderão tocar e até mesmo conversar com algumas delas. A exposição “Erat Olim” ainda não tem data definida, mas Fivo afirma que está trabalhando no novo projeto e que em 2018 todos poderão desfrutá-lo.

Seus trabalhos estão à venda e caso a pessoa se identifique com uma pintura e queira comprá-la, basta entrar em contato com o próprio Fivo nas suas redes sociais, e buscar o trabalho ao final da exposição.

SERVIÇO:

Exposição Jardins

Até dia 21 de outubro

Artista: Fivo

Contato do Fivo: perfil do instagram @fivolponi

Onde: Casa do Baile

Endereço: Av. Otacílio Negrão de Lima, 751 – Pampulha, Belo Horizonte

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h.

ENTRADA GRATUITA

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