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“Choque choque choque de amor, me dá um choque de amor…” Olha, tem uma semana que nós do Ameixa só ouvimos, cantamos e dançamos Choque de Amor, o maior sucesso da banda Chocante. Estamos falando grego? Gente, Chocante, a maior boyband brasileira de todos os tempos! Ainda assim, nada? Então vá ao cinema mais próximo para conferir o filme Chocante. Ninguém pediu, mas eles voltaram!

Criado a partir da idéia original de Pedro Neschling, com roteiro assinado por Bruno Mazzeo, Neschling, Luciana Fregolente e Rosana Ferrão, com direção de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, Chocante conta a história do reencontro de Téo (Bruno Mazzeo), Tim (Lúcio Mauro Filho), Clay (Marcus Majella) e Toni (Bruno Garcia), integrantes da boyband sucesso no começo dos anos 90 e que teve um fim inesperado deixando os fãs, principalmente Quézia (Debora Lamm), presidente do fã clube, inconformados. O retorno estrondoso inclui um novo integrante, Rod (Pedro Neschling) sob o comando do empresário Midas, Lessa (Tony Ramos, numa participação pra lá de inspirada).

A partir daí o filme faz uma sátira bem humorada do que foi a juventude brasileira no final dos anos 80, início dos 90, quando essa foi bombardeada dia sim e outro também por boybands com cantores pra lá de duvidosos que enlouqueciam as adolescentes e enriqueciam os cofres dos programas de auditório. E também com os jovens de hoje, as novas formas de interagir com os ídolos, realities shows decadentes e por aí vai. O único ponto em comum entre as gerações é que ainda para a grande maioria dos artistas falta talento, mas compensam no carisma.

O roteiro faz uma ponte inteligente sobre a geração que curtia os meninos da Chocante e a nova geração que nunca ouviu falar (exceto por algum pai saudosista). Os ‘feras das antigas’, como diria Rod, hoje vivem totalmente afastados dos holofotes. Com empregos frustrados, filhos para criarem e totalmente aéreos no que se referem às novas tecnologias, o retorno da banda pode ser um momento da redescoberta da amizade, fechar feridas e, claro, muita diversão. “Na verdade a gente sempre quis falar de amizade, de encontros, de acertar as contas com a vida. E tem também a questão da família. Fomos entendendo o que não era Chocante e fomos tirando”, explica Bruno Mazzeo.

A reconstituição de época também é um ponto alto do filme. As cenas da banda na juventude participando de programas de auditórios, camarins, quartos de hotéis dão o clima perfeito que o filme busca entre nostalgia e cafonice. Assim como a captação de imagens daquela época, que junto com o figurino de ‘palco’ da banda e a indumentária de Quézia mesmo nos dias atuais nos fazem lembrar que certas coisas devem permanecer no passado.

Chocante é um filme para se divertir e rir muito. Para os marmanjos, como nós do Ameixa, que vivemos com muita propriedade a invasão das boysbands nos anos 80 e 90, cada piadinha interna do filme era motivo para gargalhadas. Ativamos a memória e voltamos no tempo das horas dançantes, do Chacrinha, do Programa do Gugu, lembramos de amigos que nunca mais vimos e de  outros que insistem em apagar esses anos da história, bobos!

A mensagem de Chocante é que nenhuma geração foi tão cafona e tão divertida como a oitentista! Para entrarmos ainda mais no clima, criamos no Spotify uma playlist Top 10 boybands chocantes incluindo o sucesso Choque de Amor, para vocês também ficarem com esse chiclete martelando na cabeça.

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