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Estreia hoje nos cinemas de BH, o filme Corpo e Alma, da diretora húngara, Ildikó Enyedi. Na história, Maria (Alexandra Borbély) e Endre (Morcsányi Géza) são colegas de trabalho em um abatedouro. Ambos traçam características que os afastam da sociedade e descobrem em diversos diálogos que sonham as mesmas coisas durante o sono. A partir daí decidem tornar realidade os sonhos no mundo real.

A diretora Ildikó Enyedi busca por meio do roteiro de Corpo e Alma traçar um paralelo entre sonho e realidade para contar uma história de amor entre duas pessoas que possuem uma visível e incomoda falta de traquejo social. Endre, não quer mais viver um novo amor por acreditar que a solidão o protege das dores emocionais e físicas que um relacionamento pode trazer. Já Maria, nem admite tal possibilidade, uma vez que criou uma barreira entre ela e o restante do mundo.

Pois bem, usando a metáfora dos sonhos, ambos se encontram nele como animais e isso faz toda diferença. Uma vez assumindo a personalidade de um cervo e um veado, Maria e Endre estão isentos de se submeterem às normas sociais que somos obrigados a seguirmos para o convívio em sociedade. Sendo animais, o relacionamento é mais seco, áspero e direto.
Porém, quando decidem levarem para o plano real o relacionamento que possuem nos sonhos, as coisas não serão fáceis. Ambos precisam primeiro se inserir de alguma forma na sociedade, conviverem com suas dores passadas, aprenderem a comunicar, a falar, tocar, olhar e sentir os seus sentimentos e os dos outros.

A narrativa é extremamente lenta. Diversas tomadas silenciosas, principalmente no plano dos sonhos, o que pode causar um desconforto no público, pois tudo demora a acontecer. Se Corpo e Alma fosse uma oitava acima em agilidade seria uma obra completa. Um roteiro criativo que infelizmente se torna um sonífero e um entediante entretenimento.

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