Festa-Chilena-2017

 

Chi Chi lê lê…Viva Chile!

Já estava mais que na hora de BH ter a sua festa chilena! As festas peruanas, francesas, italianas já entraram para o calendário da cidade e nada mais justo, que a comunidade chilena da capital se juntasse para mostrar aos mineiros o melhor da cultura do seu país.

Segundo dados do Consulado do Chile, moram em Belo Horizonte mais de 300 chilenos (em Minas Gerais chegam a quase 1000) desempenhando as mais diversas profissões. Eles já se reúnem anualmente para celebrar a independência do Chile (18/09), uma das mais tradicionais e esperadas festas do país. Agora querem que a cidade que os acolhe tão bem celebrem juntos com eles essa data tão importante.

“Nós chilenos, como comunidade, vínhamos a alguns anos, comemorando nossas festas pátrias de maneira privada, mantendo sempre presente a idéia de, um dia, oferecer uma festa para a comunidade Belo Horizontina e mostrar o quão rica é a nossa cultura, motivo pelo qual nos empenhamos para tornar possível esta festa aberta à toda comunidade”, conta Carolina Pizarro, uma das organizadoras da festa.

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A festa que acontecerá na Rua Tomé de Sousa, entre as ruas Rio Grande do Norte e Av. Getúlio Vargas, de 11h às 20h, contará com 20 barraquinhas de comidas, bebidas e artesanato chileno e um palco com apresentações de músicos e bandas chilenas e grupos de danças típicas. No cardápio os tradicionais anticuchos (carne no espetinho), choripanes (pão com linguiça), alfajores e chilenitos prometem conquistar o paladar dos mineiros. Para refrescar, não podia faltar o famoso Terremoto, bebida típica feita com vinho adocicado, pipeno e sorvete de abacaxi.

“Queremos compartilhar tudo o que Chile tem de bom com nossa amada Belo Horizonte. Este seria um convite para trazer os chilenos que vivem em BH e região, com suas famílias, amigos e simpatizantes do Chile. Viver um dia cheio de alegria, comer refeições deliciosas, ouvindo e dançando canções tradicionais. Nossa ideia é fazer deste evento uma tradição para os próximos anos, em BH, pois o Chile sendo um país tão próximo e tão querido e requerido pelos brasileiros não pode continuar ficando fora deste costume, o que ajudaria a contribuir para o turismo regional”, finaliza Osvaldo Castro, fotógrafo e também um dos organizadores da festa.

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Estrutura

Barraquinhas gastronômicas : comidas típicas como empanadas, doces chilenos, sopaipillas, choripanes, anticuchos , sanduíches tradicionais, dentre outros.
Barraquinhas de bebidas: vinhos chilenos, pisco, cervejas artesanais, terremotos, refrigerantes e água.
Barraquinhas extras: empresas de turismos e escolas de idiomas.
Barraquinhas de artesanato: As barraquinhas contará com artistas muitos talentosos que trabalham diversos tipos de artesanatos como jóias em prata, instrumentos musicais, couro, tecidos, etc.
Palco: Diversos músicos chilenos e latino-americanos com muita musicas típicas , como a  cuecas, cumbias  e boleros para animar todos os convidados. Além das apresentações de danças típicas, concursos e a presença de DJs.

Serviço
Primeira Festa Chilena em BH
Data:
16 de setembro de 2017
Horário: 11h às 20h
Local: Rua Tomé de Sousa, entre as ruas Rio Grande do Norte e Av. Getúlio Vargas – Savassi

Ingressos: 1kg de alimento não-perecível. Entrada sujeita à lotação do local


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“Estão comendo o mundo pelas beiradas / roendo tudo, quase não sobra nada”. Como boa parte da obra da Nação Zumbi, os primeiros versos de Um Sonho, lançada no último álbum da banda em 2015, estão à frente de seu tempo. Visionária, prevê o mundo em decadência que hoje habitamos. Um mundo de Trumps e Temers. Quase não sobra nada. Pelo menos não a quem mais precisa.

Sim, este é um texto panfletário. Não é culpa do Ameixa Japonesa, que simplesmente encomendou uma cobertura do show da Nação durante o festival Vibra, na última sexta-feira (1/09), em Belo Horizonte. Eu é que estou subvertendo o tema.

Afinal, ainda é preciso dizer algo sobre a imensa qualidade musical do grupo pernambucano? Não será eu, mero escrevinhador torto, que irá balizar isso. Todos já sabem que se trata da melhor banda nacional desde Os Mutantes. Todos já sabem que suas músicas ganham acentos mais pesados e animados nos shows.

O que realmente importa neste momento é um outro lado da Nação. O do posicionamento político. Uma das poucas bandas a dar a cara tapa nesse sentido. E o fizeram no passado, tanto em letras como “...é o povo na arte, é arte no povo. E não o povo na arte, de quem faz arte com o povo…”, como também em atitudes recentes, como a do guitarrista Lúcio Maia mandando um “Fora Temer” na transmissão ao vivo do encerramento das Olimpíadas do Rio.

Não é nada fácil se expor desta forma, se posicionar. Quebrar o protocolo é o que apenas 1% dos artistas fazem e o que 99% dos “artistas” evitam. Porque as consequências dessa atitude geralmente são ficar de fora de grandes eventos culturais e divulgações de forma geral. E para manter até mesmo a força criativa da Nação, certamente eles não podem se curvar. Artista que liga mais para opinião pública do que para o próprio talento não é artista.

O show do Vibra foi até mais contido em termos de discurso do que normalmente ocorre nas apresentações da banda – claro que não faltou o já, infelizmente, clássico “Fora Temer” puxado pela banda. Também foi uma das poucas apresentações que assisti da Nação – talvez a única, se a memória não me passou uma rasteira – em que não tocaram Da Lama ao Caos, um hino à revolta, a trilha sonora da não aceitação das mazelas.

Claro, assim como disse anteriormente, eles não devem satisfação a ninguém e como bons artistas devem fazer o que bem entender. Mas espero que não desistam nunca de cantar a luta nossa de todos os dias. Pois sempre representaram muito bem a todos nós, brasileiros desta incrível Nação.

Por Alisson Villa


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Circuito Forum é realizado mensalmente no Museu da Moda e tem o intuito de dar voz a profissionais de destaque em vários segmentos. Os temas variam conforme cada edição e o escolhido para o mês de setembro é “A MODA, O DESIGN E A CIDADE

No dia 06 de setembro, entre 9h e 13h, o Museu da Moda será cenário de um bate papo, em parceria com a Casa Cor. O diretor de Conteúdo, Eduardo Faleiro, a diretora de Marketing, Luísa Jordá Poblet, dividirão o palco com a jornalista de Moda, Natália Dornellas, para debater o tema “A Moda, o Design e a Cidade”. Ana Helena Miranda, também jornalista de Moda, com amplo know how em Design de Interiores pelos anos que esteve à frente da renomada revista Habitat, fará, em um primeiro momento, uma introdução do tema com uma palestra. O Circuito Forum conta com o apoio da Fundação Municipal de Cultura.

A troca de experiências foi o que moveu a loja Forum DiamondMall a criar o Ciruito Forum para a população belorizontina. Trata-se de um canal para dar voz a pessoas de destaque, temas relevantes, além de debater assuntos que são do interesse grande parte da comunidade.

Sobre o Museu da Moda (MUMO)

O Museu da Moda de Belo Horizonte pretende aperfeiçoar as iniciativas já vitoriosas e ampliar a execução de novos instrumentos para a produção da moda, proporcionando novos critérios e diferentes perspectivas mercadológicas de economia criativa, desenvolvimento cultural, inclusão social, atividade artística, cidadania e valorização do patrimônio e memória de Belo Horizonte. O museu se propõe a trabalhar a moda na capital mineira em diálogo com o que acontece no Brasil, no mundo e com as mais variadas propostas culturais e artísticas, pois a moda é uma área que permite as mais diversas interconexões. Dessa forma, são dois polos aglutinadores e irradiadores: Museu e Moda.

Serviço:

Data: 06/09/2017
Horário: 09h às 13h
Local: MUMO – R. da Bahia, 1149 – Centro
Entrada: Gratuita.


Colaboração P.S.

colunistx Ameixa Japonesa

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A primeira morada é Madonna é a suite D. Carlos, a maior do Hotel Pestana Palace. Tem decoração palaciana e pisos de madeira do século XIX, elementos únicos deste Monumento Nacional. O quarto conta com cama de casal e duas salas de estar e um terraço de 33 metros quadrados com vista para o Rio Tejo e para os magníficos jardins do Palácio.

Fontes dão conta de que nossa titia já está morando em Lisboa, mas sem seu entourage de filhos. Lola princesinha e Rocco rebeldezinho fazem a linha “sou independente” e seguem morando nos EUA e na Inglaterra, respectivamente.

Logisticamente, a capital portuguesa é mais interessante para nossa Rainha. Ela está no meio do caminho, por assim dizer, entre o Reino Unido (lar de Rocco) e o Malaui (lar de David, Mercy e das gêmeas). Tudo indica que o grande motivador da mudança foi a vontade de David Banda jogar futebol em um time profissional. O que deve acontecer com o fim do verão no hemisfério norte.

Será que vamos ver Madonna batendo perna pelo Bairro Alto? Ou se jogando nos pastéis de Belém? É possível gravar algum fado para o próximo álbum? Pouco provável. De mais certo mesmo é a possibilidade de titia se engraçar com algum nativo lusitano. Ela já o fez. Sempre é bom lembrar a beleza que é o modelo português Kevin Sampaio, que já prestou atendimento à nossa majestade. Eu ficaria satisfeitx de ver um feat. com o cantor Diogo Piçarra. Uma espécie de Justin Bieber lusitano wannabe. Bora ligar pra TAP e reservar nosso voo?


 

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*Por: Maria Inácia Nascimento

Estréia, no próximo dia 7,“Uma Mulher Fantástica”, de Sebastian Lelio (Gloria/2013). O longa chileno (1h44) já aterrissa em solo brasileiro com dois prêmios conquistados em Berlim – Teddy Award, de melhor filme LGBT e o Urso de Prata, para melhor roteiro. O filme conta a saga de uma mulher transexual que para se despedir de seu companheiro que sofre uma morte súbita, encontra os entraves diante de uma sociedade que ainda não aceita as diversidades.

A narrativa de Uma Mulher Fantástica começa um pouco lenta, demora a prender o expectador. Sua trilha também não traz nada muito especial – exceto pelas cenas em que a personagem principal Marina Vidal (Daniela Veja) nos encanta com seu timbre lírico. Sua primeira aparição na telona ainda é tímida e discreta, cantando em um bar. Mas, será no decorrer das cenas e das situações em que vive diariamente, que sua garra, coragem e determinação se destacam e conquistam.

Marina  é uma garçonete e aspirante a cantora. Tem poucos amigos e um relacionamento sério com Orlando (Francisco Reyes). Depois de comemorarem o aniversário dela e planejarem uma viagem romântica juntos, o namorado sofre um aneurisma e morre no hospital. A partir deste dia, a vida de Marina é completamente abalada. Ela sofre humilhações e precisa lidar com o ódio e as desconfianças da família de Orlando, da polícia e até dos médicos que o atenderam naquela noite.

As cenas são chocantes e revoltantes como, por exemplo, quando o filho do namorado a pressiona para saber se ela realizou a cirurgia de mudança de sexo. Ou quando o médico não sabe como a chama e pergunta se Marina seria apenas um apelido. Na delegacia, ela passa por uma constrangedora revista. E, ainda, vive embates com a ex-esposa de Orlando, que a denomina aberração e quimera.

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A atriz transexual Daniela Vega interpreta com dignidade e segurança. De maneira linear, ela nos surpreende positivamente nos momentos mais complexos e que requerem maior frieza. Lelio, por sua vez, conduz o tema de maneira delicada, criando diálogos intensos e sufocantes.

Fica difícil engolir a realidade agressiva vivida por tantas Marinas. Dentre as cenas fortes de humilhações e perseguições, o filme deixa a mensagem de perseverança e resiliência incansáveis dos transexuais. A sensação, ao sair da sala de cinema, é a de que precisamos falar sobre Marina.

Um pouco mais de:
Sebastián Lelio: Gloria (2013); La Sagrada Familia (2005).
Daniela Vega: La Visita (2014).
Temas Relacionados: Tomboy (2011); Transamérica (2004); Clube de Compras Dallas (2013).