O Brasil e o mundo merecem distrair a cabeça depois do cancelamento da Lady Gaga no Rock In Rio. Algumas sugestões musicais para afagar os corações partidos com músicas boas.

madonna-ameixa-japonesa

REBEL HEART TOUR LIVE – MADONNA - áudio da turnê mundial da dona do pop. A fatalidade do vazamento na internet do álbum de estúdio, que dá o nome da turnê, não rendeu para a rainha o devido respeito à sua nova era. Mesmo sendo um grande álbum, o lançamento de Rebel Heart rendeu um show dedicado aos seus grandes sucessos, ao invés das músicas do novo álbum. Diferente do que ela fez nas últimas turnês. Vale a pena assistir ao show.

ESCUTE: True Blue, Deeper And Deeper, Devil’s Pray, La Vie En Rose, Body Shop.

MÚSICAS PARA CANTAR JUNTO – JOTA QUEST - Toda semana a banda lança duas músicas acústicas. Desta semana tem o destaque da parceria com Milton Nascimento. Que honra! Um projeto diferente do grupo que está valendo muito a pena. Viva a música pop/rock mineira!

RESPECT – ARETHA FRANKLIN (With The Royal Philharmonic Orchestra) - Uma das músicas e vozes mais conhecidas no mundo está com uma versão belíssima e poderosa.

 

Escute também: Rainbow – Sia; o álbum Concret And Gold – Foo Fighters; the gate – Bjork.


vinil-ameixa-japonesa-03

Perguntar para uma pessoa com pouco mais de 20 anos de idade se ela conhece, ouviu, tocou um vinil, a resposta será alta e seca: NÃO. Isto porque no fim dos anos 90 o Compact Disc, CD, estava aparecendo no mercado fonográfico prometendo tecnologia e qualidade. Ali aparecia no calendário a data limite para a existência do vinil. Foi entre 1994 e 1996 que o cd começou a se popularizar no Brasil. O efeito “cd” acarretou a redução e extinção da fabricação de discos. Por isto, ele foi tratado como obsoleto, música não durável, quebra fácil, arranha fácil e muitos outros apelidos. Está enganado quem pensa que hoje em dia as pessoas vivem apenas com mídias digitais, cds, e que os amantes do vinil só compram discos antigos de lojas em galerias. O vinil está numa boa fase, obrigado.

Falar de LP é lembrar-se de bons momentos. Uma lembrança boa de ir numa loja e olhar os lançamentos. De apreciar suas capas. De ter que esperar por dias pela chegada do álbum do artista favorito. De conhecer uma música em qualidade estéreo. De gravá-lo numa fita k7. De torcer para a música não pular. De escutá-lo até furar. De ser uma mídia das mais físicas que aguçam nossos sentidos. Além da nostalgia, o vinil é de suma importância para a história da música, de artistas, filmes e até telenovelas.

vinil-ameixa-japonesa

Para quem não conhece o vinil, a música vem prensada num plástico redondo, que em contato com uma agulha produz um atrito que emite som. O disco tem até 30 cm de diâmetro, inúmeras cores, pode vir com músicas, histórias, shows. A bolacha tem dois lados, quase sempre intitulados Lado A e Lado B. Você se lembra da expressão “virar o disco”? Sim, tem que ir ao aparelho e colocar para tocar o outro lado. Suas bordas fazem um barulho que antecipa o início da primeira faixa de cada lado. Nas músicas de hoje, este barulhinho característico é bastante usado para dar aquele ar vintage. E se não tiver cuidado, este barulho no meio das músicas é sinal de que o vinil está estragado, podendo fazer a agulha pular. Os vinis foram responsáveis por levar música às rádios, às discotecas, por transformar artistas regionais em símbolos da música nacional, nos colocou em contato com materiais incríveis vindos do exterior. A paixão por vinil despertava da qualidade da música que saía da agulha.

Sem a listinha de compras, a escolha do novo vinil vinha de suas capas. A capa tinha que ser certeira. O primeiro impacto para os álbuns conhecidos e para as novidades. As capas são grandes como um quadro de parede, com belas imagens, identidades musicais. Na época áurea do vinil, por exemplo, as capas eram tão importantes para as novelas que ali apareciam modelos, atores que se destacavam, ou a identidade dos folhetins. O poder da capa era tamanho que se você vir a capa dos discos de Secos & Molhados, David Bowie, Grace Jones, Beatles, de novelas como Te Contei?, Brega & Chique, Dancin Days é como ver obras de arte de encher os olhos. As capas, hoje em dia, causam apenas um burburinho. Não têm o peso de antigamente.

Para os desavisados, afirmo que há álbuns inéditos sendo lançados em vinil. Estão sendo lançados em baixa escala, porém em crescente aceitação. Álbuns clássicos estão sendo relançados em vinil. Seu artista preferido está lançando música no Spotify, em cd e… em vinil. Tem até novela, Os Dias Eram Assim, se atrevendo a lançar a sua trilha sonora em vinil.

os-dias-eram-assim-vinil-ameixa-japonesa

A diferença para com os antigos é que a qualidade das capas atuais é bem melhor. O vinil vem mais pesado, em média com 180 g, melhorando a durabilidade e qualidade da alquimia do disco com a agulha. Os preços atuais são bem salgados. Quase sempre de R$100,00 para cima. Até mesmo os vinis antigos estão encarecendo, ou pela demanda ou pela morte/fim do artista.

Mesmo com o pretexto de serem relançados ultimamente para Dj’s ou exímios colecionadores, o que interessa é que muitas pessoas estão interessadas em ter os álbuns da atualidade em vinil. Isso vem crescendo significativamente. Algumas fábricas estão reabrindo e gravadoras no Brasil estão de olho neste mercado.

Espero que a onda do vinil cresça ainda mais. Que a volta dele venha trazer bons preços e acessibilidade a mais pessoas. Eu sou amante e tenho vários vinis. Uns compro pelas ruas da cidade, outros por meio de importação. Para mim vai além da nostalgia. Gosto de ouvir seu som, sentir um álbum nas mãos e ter o trabalho (para muitos não é trabalho algum) de trocar o lado e escolher o disco seguinte.

Obsoleto ou não, o vinil está em ascensão. Este crescimento não acabará com nenhuma mídia atual. Pelo contrário, dará mais opções em formatos musicais. Vai agradar aos ouvintes e a quem sabe movimentar as vendas de músicas que ultimamente andam com o volume baixo.

Vem aí BOLACHÃO

Ligado a este assunto, uma vez por mês falarei sobre vinil ou álbuns que largamos no passado. Temos muitos sucessos de artistas que escutamos apenas em playlist ou em coletâneas e esquecemos que suas primeiras obras têm o seu valor. Falarei da história do disco, suas canções, suas capas, vendagens, etc… Enfim: fiquem ligadinhos na minha coluna musical aqui no Ameixa Japonesa.

 

 


Como não amar esta sexta-feira cheia de lançamentos musicais? 5 artistas retornam às paradas para vocês se divertirem, abusarem do repeat, e terem um final de semana delicioso.

georgemichael

FANTASY – GEORGE MICHAEL FEAT. NILE RODGERS – Oi? Música nova de George Michael? Calma que eu explico. Esta música é uma b-side do single Freedom 90’. Claro que uma música que vem no lado B de um dos maiores clássicos do George não seria uma música ruim. A versão original foi lançada oficialmente anos depois em uma de suas coletâneas. Nile Rodgers, dono do grupo CHIC – que estará no Rock In Rio 2017 – e responsável por inúmeros sucessos da Madonna, Daft Punk, produziu e deu uma nova roupagem para música. Neste novo trabalho, as guitarras do Nile soam frescas e dão uma modernidade dançante para a canção, deixando espaço suficiente para os vocais poderosos. Delícia este encontro musical! Nile, por favor, produza um álbum completo de b-sides do George Michael. Merecemos.

angelaroro

SELVAGEM – ÂNGELA RO RO – 11 anos depois, Ângela Ro Ro volta com um álbum de músicas inéditas. Compositora e dona de uma voz grave de arrepiar, ela retornou aos estúdios para mostrar que ainda tem vigor para música. Ela abusa de ritmos diversos deixando o álbum bem divertido. ESCUTE: Selvagem; Caminho Do Bem, Parte Com O Capeta.

samsmithTOO GOOD AT GOODBYES – SAM SMITH – O maior destaque masculino da década voltou nesta sexta-feira para mostrar uma nova fase musical. Romantismo mantido no estilo musical, Sam veio dizer que ele também sabe se despedir de amores que o machucam. Quem mandou ficar cantando e obrigando o amado a ficar com você em Stay With Me? Agora tem material para adoçar os ouvidos dos fãs.

kellu

LOVE SO SOFT e MOVE YOU – KELLY CLARKSON – Outro retorno poderoso na música. Kelly não se segurou e lançou 2 canções de uma vez. Hitmaker e dona de uma voz poderosa, Kelly não costuma brincar em serviço. O single Love so Soft dançante, com uma boa quebrada funkeada. De presente para os fãs ela lançou Move You. É uma Balada forte, vocais ainda mais poderosos, sonoridade crescente, com a letra bem comovente. Não tem erro, ela voltou para agradar todos os seus fãs.

jackjohson

ALL THE LIGHT ABOVE IT TOO – JACK JOHNSON – É para saudar o pôr do sol, é praiano, é para relaxar, é para ouvir recebendo amigos em casa… Sim, este álbum é isto tudo. Uns dirão que ele não faz nada de diferente em seus lançamentos. E daí, não é minha gente? Jack Johnson tá aí para isto mesmo: lançar álbuns gostosos que nos transmite paz e nos remete a momentos gostosos. Podem aguardar muitas músicas deste disco em novelas. ESCUTE: Sunsets For Somebody Else; My Mind Is For Sale; Love Song #16, Is One Moon Enough?.

Escute também outros bons lançamentos: You’re The Best Thing About Me – U2; …Ready For It? – Taylor Swift; Up All Night – Beck, Los Angeless – St. Vincent.

 


churros1

Não sei vocês, mas é só falarem “churros” para nós do Ameixa abrimos um sorrisão daqueles. Esse doce dos deuses, que muitos nem prestavam atenção pelas ruas do centro da cidade, agora virou estrela gourmet! E que tal um festival só dedicado a eles? É isso que estará rolando no Shopping Del Rey, até domingo (10/09), com entrada gratuita. Gente, “tamu indo” !!!

Ao todo, serão 15 estandes e mais de 30 opções de churros gourmet, que variam do tradicional ao espanhol (sem recheio, finos e cortados em pedaços), acompanhados de sorvete ou milk shake. “Os mineiros amam churros e o evento é uma oportunidade para que o público possa descobrir novos sabores e combinações, que deixam a receita ainda mais saborosa”, afirma Luís Botelho, organizador do Festival.

Durante os dias de Festival do Churros, a Arena Del Rey se transformará em uma verdadeira vila gastronômica, oferecendo uma experiência completa aos visitantes. Além do prato protagonista do evento, o público poderá se deliciar com outras opções de snacks, como hambúrguer artesanal, espetinho, coxinha, milho e massas. O serviço de bar complementa o menu com bebidas variadas, cerveja, raspadinhas e drinks.

Calma que tem mais.

O Shopping  inaugurou para a criançada o Clubinho Encantado, parquinho fixo e gratuito para crianças de até 12 anos. O espaço é inspirado em uma minifloresta e conta com atividades diversas para estimular a criatividade, a descoberta de novas habilidades e a socialização dos pequenos.

parquinho

O Clubinho Encantado é uma atração para crianças de 0 a 12 anos e funcionará diariamente – de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 20h. Crianças menores de 3 anos deverão, obrigatoriamente, estar acompanhadas por seus pais ou responsáveis.

Então, a boa para o final de semana que irá alegrar toda a família é chegarem junto no Shopping Del Rey e se lambuzarem com os mais diversos churros e botarem a criançada para se divertirem no Clubinho Encantado. Lembrando que todas as entradas são gratuitas!


itacoisa2

Estréia hoje (07/09), nos cinemas da capital, IT- A Coisa (Parte I), uma nova leitura do clássico do terror literário de Stephen King. A direção e roteiro ficaram a cargo de Andrés Muschietti. O filme é um dos mais aguardados pelos fãs do gênero pela curiosidade de como o diretor iria retratar e dar uma nova roupagem a história já vista nos cinemas em 1990 e considerada uma obra prima do terror.

O enredo de IT – A Coisa,  se passa no verão de 1988, na cidade de Derry. O desaparecimento de crianças e adolescentes começa a movimentar a cidade. O mistério une sete pré-adolescentes, o grupo dos losers da escola local, já que os mesmos começam a ser perseguidos por Pennywise, um palhaço com o poder de ativar as fobias e os medos de cada um deles.

O roteiro é muito bem construído não deixando margens para fios soltos na narrativa. Apresenta os personagens de forma que não desviamos o olhar dessas histórias. Isto somado a uma excelente atuação do elenco mirim torna IT – A coisa (Parte I), mesmo com a roupagem oitentista, mais próximo da nova onda dos filmes de terror, cujo diretor é um dos responsáveis com o ótimo Mama, de 2013.

Outro ponto alto,  já citado, é a ambientação nos anos 80. Perfeitamente expressada na cenografia, fotografia, figurino e nos diálogos. A aura aventureira dos adolescentes daquela época, já retratas em diversos filmes dita o ritmo da história. Para a geração Netflix não pensem que IT – A Coisa tem muito da aclamada série Stranger Things. É justamente o contrário. A séria da plataforma online bebe e muito na fonte do clássico exibido em 1990 e também no texto de Stephen King. Inclusive um dos atores da série, Finn Wolfhard, é parte do elenco infantil, da primeira versão do filme.

itacoisa1

O bom de estarmos em 2017 e vermos um filme ambientado nos anos 80 é que os efeitos especiais são de primeira qualidade, o que torna as cenas de terror e o clímax do filme ainda muito crível e interessante. É um excelente filme. Pode-se afirmar que é um dos melhores filmes de terror da atualidade. E esclarecendo a dúvida que muitos tinham com esse filme, IT – A Coisa (Parte I), não é um remake do clássico de 1990. Entendam o porque:

IT (1990) x IT (2017)

Em 1990, Lawrence D. Cohen (roteirista) e Tommy Lee Wallace (diretor) levaram às telas de cinema a primeira versão de IT. A história retrata a segunda parte do livro de Stephen King, passados 30 anos após os acontecimentos de 1988, retratados na versão de 2017. Na primeira versão o roteiro faz uso da memória dos personagens para contar algumas partes do ocorrido no verão de 1988. Já IT- A Coisa 2017 concentra-se somente na primeira parte do livro, ou seja, apenas no desaparecimentos das crianças em 1988.

O próprio título do filme de 2017 dá indícios que teremos sim a segunda parte da história, até mesmo nos diálogos finais dos personagens podemos perceber isso. Afinal, o mistério do palhaço Pennywise é que ele retorna de 30 em 30 anos para se alimentar dos medos dos adolescentes de Derry. É esperar para vermos.

Um pouco mais de:

Andrés Muschietti: Mama (2013)
Temas Relacionados: IT – A Coisa (1990); A Hora do Pesadelo (1984); Sexta-Feira 13 (1980)

Veja o vídeo comparando o trailler de IT- A Coisa 2017 x 1990

/center>