Cinema: A Menina que Roubava Livros


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Sabe quando você vai assistir a um filme e percebe que ninguém conseguiu conter as lágrimas no final dele? “A Menina que Roubava Livros” e um desses filmes, que estreia nessa sexta-feira (31), mas o Ameixa pode conferir a pré-estreia em primeira mão, com a Espaço Z.

Baseado no livro best-seller do escritor Markus Zusak, o longa conta a história de Liesel, uma garotinha extraordinária e corajosa, que foi viver com uma família adotiva durante a Segunda Guerra, na Alemanha, em meio ao regime nazista. Ela aprende a ler, encorajada por sua nova família, e Max, um refugiado judeu, que vive escondido embaixo da escada, que se torna de suma importância na vida da menina e é quem a incentiva a ler e a escrever. No meio de tanta tristeza, Liesel acredita que seu fiel amigo Rudy as histórias de ficção dos livros eram as únicas escapatórias do caos que estava acontecendo em volta deles.

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Além da bela história, narrada por ninguém menos que a morte (sim!),  tanto a fotografia quanto o figurino não deixam a desejar. A trilha sonora de John Williams, que está sendo indicado na categoria Melhor Trilha Sonora no Oscar desse ano. Já a atriz Sophie Nélisse, intérprete de Liesel Meminger está brilhante na atuação em seu primeiro grande trabalho (o primeiro foi a comédia ” O que traz boas novas”).

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Veja o trailer:

Balsa no terraço


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Localizado em uma cobertura de um prédio antigo no centro de São Paulo, está o bar Balsa. Com um ar de casa de vó -mas de uma vó bem moderninha – o bar tem um clima bem despretensioso. Detalhes vintage, quadros variados, poltronas desencontradas que parecem se encontrar nesse, que não deixa de ser, uma bolha de ar em meio a tanto concreto. O local oferece festas que mais parecem uma reunião de amigos e palestras e encontros, que devem ser, no mínimo interessantes.

Destino mais que certo quando a São Paulo eu voltar!

Por Marina Montenegro

Via: facebook.com/balsa26

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Great Modern Masters


Mais uma série de pôsteres minimalista do Rafael Barletta.

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Para conhecer mais o trabalho dele, acesse: behance.net/barletta

BH: Mostra de curtas franceses, alemães e mineiros


As edições de dezembro do BAU {bazar de arte e utilidades} tem uma programação especial.  Nos dias 08, 15 e 22 de dezembro acontecem sessões gratuitas de curtas-metragem no Cine 104. Para a edição deste domingo (08), foi feita uma seleção de curtas franceses e alemães com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França e da da German Films – centro nacional de promoção de filmes alemães – e da AG Kurzfilm – associação alemã de curtas. Haverá também apresentação de curtas mineiros realizados em 2012 através do edital Ofícios em Belo Horizonte que registram atividades especializadas de trabalho ou meios de vida relacionadas à identidade de grupos sociais e articulados com o espaço da capital.

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BAU {bazar de arte e utilidades} é um evento de negócios autônomos e criativos que oferece  atividades que transitam entre design, moda, artesanato, gastronomia e música. A ideia da mostra é aproximar o público do universo dos curta-metragens.

:: Domingo, 08 de dezembro
Sessões às 12h, 13, 14h e 15h
Entrada gratuita com retirada de ingressos a partir das 11h
CentoeQuatro | Praça Ruy Barbosa, 104 | (31) 3222.6457
www.centoequatro.org | www.facebook.com/centoequatro

Crônica: O medo da barata sensual


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Por Rita Lopes*

 

Numa loja de departamentos pra comprar lingeries, ao chegar ao cabideiro desejado, estanquei. Uma barata enorme, facetada em tons diferentes de marrom, de antenas muito empinadas e dona de toda a arrogância do mundo, fez-me parar. Suei frio, um arrepio correu-me a coluna e eu já não sabia se era um ser humano maior do que ela ou um mero boneco sob o jugo de suas patas cabeludas.

Enquanto meu corpo físico sinalizava, destacando a palavra “medo” em neon na minha testa, meu cérebro ria de mim, gritando que aquele monstro era somente uma pequena cascuda de bueiros. Eu ouvia os dois lados, mas não conseguia me decidir sobre a qual deles obedecer. Especialmente porque a barata não se impressionava e nem se movia quando eu avançava ou lançava meus pés sobre ela, sem querer esmagá-la. Tenho mesmo asco do bicho. Ainda atordoada pela fobia, fiz nada, assim como a barata, que continuou apossando-se da melhor seção de soutiens. E de mim. Mudei de cabideiro e escolhi peças bem básicas, da cor dela, sim, aquelas de se usar em dias de semana, sem pingo de audácia de seduzir um par. Uma barata impediu que eu literalmente rasgasse a seda em sensualidade… Brochei.

Medo tem que ser tudo aquilo que te impede de entrar numa jaula de leões, não usar cinto de segurança, jogar-se sem conhecimento na bolsa de valores, passar anos sem fazer um check up, não ter reservas pra sustentar um filho ou nadar em mar de tubarões. Pro resto, um resto assim comedido, de riscos previsíveis, visão um tanto lúcida e negatividade baixa, cabe uma expressão chamada “falta de coragem”. Quantas decisões eu tomei, borrando-me de medo, pra depois constatar que aquela foi uma das 10 melhores ações da minha vida. Quantas soluções adotei pra depois verificar o quanto a minha rotina havia melhorado. E eu nunca saberia disso se não tivesse colocado em prática uma das melhores frases que eu li no Facebook em 2013: “Vai. E, se der medo, vai com medo mesmo”.

Muita coragem pra todos nós em 2014!

*A autora é jornalista, locutora e colaboradora do Ameixa Japonesa, como cronista.

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