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A Maria-Fumaça que circula entre São João del-Rei e Tiradentes ganhará novos horários durante o Carnaval. As saídas extras buscam atender a demanda de turistas e foliões nas tradicionais festividades das cidades históricas. O trem proporciona um passeio imperdível para quem deseja aproveitar os dias de folga viajando pela história e cultura de Minas Gerais.

A Maria Fumaça que faz o trajeto entre as cidades do Campo das Vertentes é uma das poucas locomotivas a vapor no mundo que ainda rodam em bitola de 76 cm. No passeio de 12 quilômetros, a composição, com capacidade para transportar até 280 passageiros, passa pela antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM). Cada percurso dura cerca de 50 minutos.

A rota foi inaugurada em 1881 por D. Pedro II, cruzando rios, montanhas e estações que preservam a arquitetura do século XIX. No trajeto é possível avistar belas paisagens, como o Rio das Mortes e a Serra de São José, área de preservação ambiental também conhecida como Serra de Tiradentes.

A estação de São João del-Rei é uma atração à parte. No prédio, também construído no século XIX, funciona o Museu Ferroviário inaugurado em 1981, ano do centenário da Estrada de Ferro Oeste de Minas. O acervo reúne objetos que contam a história da ferrovia no Brasil e na região, como a EFOM nº 1, a primeira locomotiva da ferrovia. Pela riqueza de materiais, o Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Oeste de Minas é um dos maiores do Brasil.

Um dos principais atrativos da região, a locomotiva a vapor roda normalmente nas sextas-feiras, sábados e domingos. Desde 2001, a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) é responsável pela manutenção e operação das estações de São João del-Rei e Tiradentes. Somente no ano passado, mais de 135 mil pessoas visitaram a estrutura histórica.

Quadro de horários

Durante o Carnaval, a locomotiva a vapor partirá de São João del-Rei e Tiradentes nos seguintes horários:

Sexta – 05/02
São João del-Rei: 10h e 15h
Tiradentes: 13h e 17h

Sábado – 06/02
São João del-Rei: 10h e 15h
Tiradentes: 13h e 17h

Domingo – 07/02
São João del-Rei: 10h, 12h, 14h e 16h
Tiradentes: 11h, 13h, 15h e 17h

Segunda-feira – 08/02
São João del-Rei: 10h, 12h, 14h e 16h
Tiradentes: 11h, 13h, 15h e 17h

Terça-feira – 09/02
São João del-Rei: 10h e 13h
Tiradentes: 11h e 14h

As tarifas do passeio custam R$ 50 somente ida e R$ 60 para ida e volta. Estudantes, crianças de 6 a 12 anos e adultos com mais 60 anos têm direito à meia entrada. Mais informações sobre a Maria Fumaça em São João del-Rei/Tiradentes: Tel. (32) 3371- 8485 / www.trilhosdeminas.com.


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Para festejar a estreia do novo episódio de uma das sagas mais importantes do cinema mundial “O Despertar da Força”, o Cine Humberto Mauro realiza maratona de Star Wars, de George Lucas. Serão mais de 12 horas de programação com os seis filmes já lançados: Episódio IV- Uma nova esperança, 1977; Episódio V- Império Contra-Ataca, 1980; Episódio VI- Retorno de Jedi, 1983; Episódio I – A Ameaça Fantasma, 1999; Episódio II- Ataque dos Clones, 2002; e Episódio III- Vingança dos Sith, 2005.

A maratona vai acontecer em três espaços: no Cine Humberto Mauro, na Sala Juvenal Dias e nos Jardins Internos do Palácio das Artes, como forma de agradar aos diferentes públicos.  No Cine Humberto Mauro, os mais puristas vão poder assistir aos filmes em ordem cronológica de produção, ou seja, do Episódio IV- Uma Nova Esperança, de 1977, ao Episódio III, Vingança dos Sith, 2005. Já na Sala Juvenal Dias, a exibição vai acontecer em ordem cronológica de acontecimentos, do Episódio I – A Ameaça Fantasma, 1999, ao Episódio VI- Retorno de Jedi, 1983. Nos Jardins Internos, serão exibidos conteúdos relacionados, como documentário e making off.

Os ingressos disponíveis vão ser distribuídos a partir das 17h do dia 10 de dezembro. Serão disponibilizados 239 lugares, 129 no Humberto Mauro e 110 na Juvenal Dias. Cada pessoa terá direito a retirar um ingresso para assistir a todas as sessões, podendo escolher entre o Cine Humberto Mauro e a Sala Juvenal Dias. Terá direito ao CAFÉ DA MANHA O DESPERTAR DA FORÇA somente quem acompanhar a saga completa no Cine Humberto Mauro ou na Sala Juvenal Dias.

Evento: Maratona Star Wars

Data: 11 de dezembro (sexta-feira) e 12 de dezembro (sábado)

Local: “, Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte

Horário: 19h da sexta, dia 11 de dezembro, até 7h do sábado, 12 de dezembro.

Entrada gratuita ingressos distribuídos no dia 10 de dezembro a partir das 17h

Classificação: 10 anos

Informações para o público: (31) 3236-7400


UNTITLED JOHN WELLS PROJECT

Pegando Fogo trás um Bradley Cooper numa versão cinematográfica de Hell’s Kitchen

Nunca se falou tanto em gastronomia no Brasil como agora. Tamanho boom pode ser visto pelos inúmeros de programas do gênero na TV, lido pelas centenas de publicações dedicadas à boa comida e vivenciado pela cartela de opções de cursos que temos por aí. Talvez por isso, Pegando Fogo (Burnt), que estreia hoje nos cinemas, caia como uma luva no paladar gosto do público.

No filme, Bradley Cooper vive o arrogante e invejável chef de cozinha, Adam Jones, que no passado viu a sua fama e credibilidade irem pelo ralo devido ao seu temperamento e ao uso de drogas. Agora, o chef corre atrás do tempo perdido, mas para isso deve reencontrar com o seu passado e ir atrás da tão sonhada, por todos os chefs, 3 estrelas do guia Michelin.

Na primeira parte de Pegando Fogo, você tem a sensação de que “já vi isso em algum lugar”. E você não está enganado. Adam Jones é a representação de um estilo de chef que a mídia impôs ao nosso dia a dia. O chef carrasco, imortalizado por Gordon Ramsay e seu Hell’s Kitchen. Como entretenimento essa tipo de personalidade dentro de uma cozinha é um deleite para olhos de quem assiste. Mas não se enganem a realidade é completamente diferente. Ela se aproxima do que se torna Adam Jones no decorrer das ações que o filme apresenta.

Pegando Fogo é como uma degustação à la carte. De cara você olha o cardápio e se estranha um pouco com aquela explosão de sugestões. Mas quando as guarnições começam a ser servidas vamos nos ambientando com aquela proposta sugerida pelo chef, neste caso, do diretor John Wells, que vai desconstruindo e reconstruindo o personagem de Bradley para que possa ser degustado pelo público.  Para contrabalancear tamanha arrogância do seu personagem principal, o filme está cercado por personagens secundários pra lá de cativantes e não menos interessantes.

UNTITLED JOHN WELLS PROJECT

Bradley Cooper pode até ser o queridinho do momento em Hollywood, mas sempre o vejo ligado no automático e seus personagens nada são do que a continuação de outro que ficou no passado. Porém, consegue segurar as rédeas das ações e momento algum deixa de ser o fio condutor do arco narrativo. E, claro, conta com a ajuda de uma inspirada Sienna Miller, fazendo Helene,  uma sous chef que não fica em nada atrás do seu mentor. Daniel Brühl, como Tony, um maitre e pau para toda obra para as loucuras de Adam e  Emma Thompson, responsável por colocar os fantasmas de Adam Jones em seus devidos lugares. Não podemos esquecer  da aparição relâmpago de Uma Thurman, fazendo uma respeitada crítica gastronômica, que deixa um gostinho de quero mais.

Pegando Fogo tem todos os elementos para ser uma diversão num final de tarde. É leve, com um humor londrino e carregado de emoção nas doses certas. Vá bem alimentado se não quiser ficar salivando durante o filme. Os pratos que passeiam pela história são a cereja do bolo. A sobremesa que fecha com chave de ouro qualquer degustação.

Por Pierre Menezes, Jornalista e Chef de Cozinha viciado em cultura pop.


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O ano de 2015 foi um bom período para o grupo Espanca!: estiveram em Tiradentes, Uberaba, Campinas e Presidente Prudente; apresentaram-se durante um fim de semana no Galpão Gamboa, no Rio de Janeiro; levaram dois espetáculos para o Festival Palco Giratório, em Porto Alegre; em São Paulo, fizeram uma intensa mostra de repertório e um Núcleo de Criação em Dramaturgia, no SESC Ipiranga; encenaram “Amores Sordos” no Chile, na Colômbia e na Via Dupla (primeiras conquistas da Platô); além de “O Líquido Tátil”. A sede do Itaú Cultural, em São Paulo recebeu a estreia do “Real” – novo projeto do grupo. Em Belo Horizonte, o grupo se apresentou no Verão Arte Contemporânea – VAC, encenaram um espetáculo em espanhol e a montagem “Dente de Leão” no Grande Teatro do Cine Brasil; além de manter o Teatro Espanca! no centro da capital. O projeto Arte no Centro teve edital de ocupação, núcleos de criação, espetáculos, oficinas, performances, cinema, saraus e shows por 4 meses ininterruptos.

Porém, apesar das grandes alegrias que 2015 trouxe, também foi um ano de um grande baque: uma pessoa – por meio de sua empresa que prestou serviços administrativos e financeiros para o grupo Espanca! por quase 2 anos – desviou indevidamente uma quantia considerável do dinheiro reservado para realizar parte de suas atividades. Com o alarme, instalou-se um árduo processo de auditoria interna e regularização contábil da empresa, foi necessária uma contenção máxima de gastos e ainda foi preciso recorrer a um empréstimo para finalizar o ano sem paralisar os projetos em andamento.

Infelizmente, pela primeira vez, fomos traídos pelo princípio básico da confiança com o qual sempre trabalhamos, com todas as pessoas que convivemos. Depois de constatar esse problema nós tentamos conversar, dialogar e ouvir propostas até que todas as possibilidades se esgotaram. O processo segue agora o lentíssimo tempo da justiça. Temos plena segurança jurídica do que reivindicamos e decidimos encarar esse caminho em nome da verdade. Também temos um compromisso ético com a cena cultural da cidade e queremos – devemos – dizer que isso aconteceu. Financeiramente, o baque foi ainda pior pelo contexto em que estamos: a situação econômica está difícil e nossa área sente isso na pele, as políticas culturais da cidade, do estado e do país sofrem, não só com falta de recursos, mas também com estagnação, retrocessos, falta de ousadia e criatividade. Estávamos na corda bamba – como muitos que trabalham com cultura – e aí nos empurraram.”, relatam os integrantes Marcelo Castro, Gustavo Bones e Aline Vila Real.

 O grupo decidiu, então, recorrer à solidariedade da comunidade Espanca!: amigas e amigos, famílias, pessoas que acompanham as peças há 11 anos, agentes que constroem o Teatro Espanca! há meia década são convocados a ajudar a minimizar os estragos: “Decidimos que não vamos desistir. Desistir não combina com o povo de teatro, essa gente acostumada com adversidades inimagináveis, que sabe que o impossível só se concretiza coletivamente. Desistir tampouco combina com um grupo que já aprendeu que a vida, farpa de madeira intensa, é violentamente doce. Ao longo do ano que vem, pretendemos fazer algumas ações solidárias para arrecadar uma verba que nos ajude a sair do buraco e seguir normalmente com nossas atividades programadas.”, salienta Aline Vila Real.

A primeira ação proposta pelo grupo é a VAQUINHA REAL: uma curtíssima temporada do novo espetáculo em Belo Horizonte. Dias 19 e 20 de dezembro, no Galpão Cine Horto, as pessoas que queiram e tenham a possibilidade de ajudar poderão assistir às primeiras apresentações do REAL na capital mineira. Os ingressos serão vendidos antecipadamente através da plataforma Sympla por R$50,00. Também há possibilidade de fazer uma doação de R$100,00 e adquirir, além da entrada, uma coleção de livros do Espanca! com os textos das 4 peças escritas por Grace Passô e encenadas pelo grupo. Sobre os valores, o grupo salienta: “Sabemos que o preço é salgado, não praticamos esses valores normalmente, é um caso de exceção. Mas esta foi a forma que encontramos de realizar uma campanha solidária oferecendo o que temos: teatro e coletividade. Quem quiser ver o REAL e anda sem condições de nos ajudar agora, é só esperar um pouquinho: no começo do próximo ano faremos uma temporada em BH com ingressos baratinhos.”.

Em 2016

Para o começo do ano, o Espanca! deseja fazer novas apresentações do espetáculo REAL em Belo Horizonte. Em fevereiro, o grupo apresenta DENTE DE LEÃO na Campanha de Popularização, seguido de uma turnê por Florianópolis e Curitiba. Também pretendem criar PASSAARÃO em conjunto com o Grupo Pigmalião Escultura Que Mexe – o primeiro espetáculo de rua do grupo será inspirado na história da rua Aarão Reis, que abriga o teatro Espanca! Também farão um nova edição dos Núcleos de Criação. Além do desejo de circular pelo país com o espetáculo REAL. Paralelamente, serão lançada ações como esta para quitar o empréstimo realizado pelo grupo.

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REAL

Um linchamento, um atropelamento, uma chacina policial e um movimento grevista. A mais nova criação do grupo Espanca! reúne 4 peças curtas distintas, inspiradas em acontecimentos reais que pertencem à memória recente das cidades brasileiras. Apresentadas em sequência na mesma noite, estas obras compõem uma espécie de “revista política” sobre o país. Inquérito, de Diogo Liberano, teve a direção de Gustavo Bones. O Todo E As Partes, escrito por Roberto Alvim e dirigido por Eduardo Félix, utiliza princípios do teatro de bonecos. Parada Serpentina partiu de imagens, estudos de movimentos e é fruto da criação coletiva deste elenco. Marcelo Castro é o diretor de Maré, escrito por Márcio Abreu. A direção geral do projeto é assinada por Gustavo Bones e Marcelo Castro, que integram o grupo Espanca! junto com a produtora Aline Vila Real. A equipe de criação é composta por diversos parceiros do grupo que assumem diferentes funções em cada uma das peças, que foram criadas simultaneamente. REAL estreou em São Paulo, em novembro de 2015 e fará únicas apresentações em Belo Horizonte, dias 19 e 20 de dezembro.

 

: VAQUINHA REAL: ajude o Espanca! e assista a estreia da peça em BH

19 e 20 de dezembro (sab 20h e dom 19h)

Duração: 120 min

Preço mínimo: R$50,00

Ingresso + Coleção de Livros Espanca!: R$100,00

www.sympla.com.br/grupoespanca

 

GRUPO ESPANCA!

Rua Aarão Reis, 542. Centro. Belo Horizonte, MG. CEP: 30.120-000

(31) 36577349 / 91973128

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Este mês, a revista ELLE coloca em pauta a discussão sobre o feminismo e traz um manifesto assinado por algumas das frentes mais representativas do movimento feminista atual: Clara Averbuck, do site Lugar de Mulher, Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política, Sofia Soter, editora da revista Capitolina, Helena Dias, editora da revista Azmina, Juliana de Faria, do Think Olga e o coletivo Blogueiras Negras. Juntas, elas assinam um documento que resume as principais reivindicações das mulheres, mostrando quanto se está distante de conquistas fundamentais.

As quatro capas, que chegam às bancas no dia 4, com as frases Vestida ou pelada, quero ser respeitada”, “Meu corpo, minhas regras”, “Meu decote não dá direitos” e “Minha roupa não é um convite”que marcaram diversos atos em defesa das mulheres nos últimos meses, inspiram também um editorial de moda de 12 páginas com Waleska Gorczevski, Cibele Ramm, Mahany, Gizele Oliveira e Laureen F. Completam o especial uma reportagem relacionando a moda a vários momentos históricos do feminismo, além de matérias sobre como o assunto tem repercutido entre as jovens cantoras brasileiras e as atrizes americanas, de Carey Mulligan a Viola Davis.

Incrível, não é? #juntassomosmais

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