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Quem gosta de uma feira, aí? Eu adoro! Seja feira de comida, de flores, de badulaques, rs. Todas! Em BH, as feiras fazem parte da nossa rotina e dos nossos hábitos culturais. Parece que todo mundo tem uma feirinha predileta que frequenta e indica: aquela perto de casa, aquela para encontrar com os amigos, aquela para experimentar novos sabores, aquela do achado incrível… bom, seja por qual for o motivo, o fato é que a gente adora uma feira.

Por causa da importância desse hábito cultural, a cidade passa a ganha o projeto “Dia de Feira”, que tem como objetivo promover, incentivar e divulgar a cultura de feiras de Belo Horizonte.

Nesse primeiro ano, o projeto realizará ações, como o oferecimento de programações artísticas e de melhorias estruturais, em duas feiras de BH: a Feira Tom Jobim (também conhecida como Feirinha do Arnaldo), famosa pelas comidas e bebidas típicas e por agregar também uma Feira de Antiguidades; e a Feira da Silva Lobo, que reúne centenas de barracas de arte e artesanato na região oeste da cidade. Segundo a PBH, cada feira atrai cerca 4 mil pessoas semanalmente.

Por isso, criou-se um mapa de todas as feiras da cidade nas redes sociais com a produção de “conteúdos sobre as histórias das feiras, dos feirantes, dos frequentadores e muito mais! A temática é riquíssima e dialoga com a memória e o patrimônio da nossa cidade”, conta Isadora Moema, da agência Ananás, responsável pela comunicação do projeto.
Conheça o projeto e saiba como participar: www.diadefeira.online

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“Heróis: Uma Pausa Para David” é um espetáculo idealizado, escrito e dirigido por Paulo Azevedo e interpretado e colaborado pela atriz Samira Ávila (ambos fundadores e ex integrantes do premiado Grupo Espanca!). Inspirado livremente nas muitas vidas e músicas de David Bowie, David Gilmour, Bob Dylan e outros astros da cultura rock dos anos 70, a montagem toca a sensibilidade do espectador ao abordar valores submersos no cotidiano contemporâneo, como a busca da identidade, a anestesia dos afetos e o respeito pelas diferenças.

David é um astro do rock no auge da fama.Está esgotado pelas demandas de ser um mito.No caminho para mais um ensaio com sua banda, ele depara com uma formiga. Esse encontro inesperado provoca uma crise. Entre as tentativas de seguir em frente, ele cria breves pausas para realizar seus desejos mais íntimos. O roteiro original cria um panorama do rock dos anos 70 com lendárias canções de David Bowie, Lou Reed, Rolling Stones, Pink Floyd, entre outros. Com isso, aborda o tempo como matéria vital e questiona os mitos em torno do artista, sob o olhar perspicaz de um homem esgotado pela busca de uma razão para seguir em frente. Exposto ao seu próprio cansaço nos bastidores, David expõe questões como “Por que eu levo esse tempo?”, “Em que momento eu crio?”, “Por que as pessoas admiram um artista?” e “Vale a pena ser um herói?”.

SERVIÇO

Heróis: Uma Pausa Para David

Até 07 de Março

Horário: 20h

CCBB – BH – Praça da Liberdade

Mais informações aqui!

E já que falamos de David Bowie, deixo aqui a homenagem que o Brit Awards 2016 fez a ele com direito a apresentação da Lorde:


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A Maria-Fumaça que circula entre São João del-Rei e Tiradentes ganhará novos horários durante o Carnaval. As saídas extras buscam atender a demanda de turistas e foliões nas tradicionais festividades das cidades históricas. O trem proporciona um passeio imperdível para quem deseja aproveitar os dias de folga viajando pela história e cultura de Minas Gerais.

A Maria Fumaça que faz o trajeto entre as cidades do Campo das Vertentes é uma das poucas locomotivas a vapor no mundo que ainda rodam em bitola de 76 cm. No passeio de 12 quilômetros, a composição, com capacidade para transportar até 280 passageiros, passa pela antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM). Cada percurso dura cerca de 50 minutos.

A rota foi inaugurada em 1881 por D. Pedro II, cruzando rios, montanhas e estações que preservam a arquitetura do século XIX. No trajeto é possível avistar belas paisagens, como o Rio das Mortes e a Serra de São José, área de preservação ambiental também conhecida como Serra de Tiradentes.

A estação de São João del-Rei é uma atração à parte. No prédio, também construído no século XIX, funciona o Museu Ferroviário inaugurado em 1981, ano do centenário da Estrada de Ferro Oeste de Minas. O acervo reúne objetos que contam a história da ferrovia no Brasil e na região, como a EFOM nº 1, a primeira locomotiva da ferrovia. Pela riqueza de materiais, o Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Oeste de Minas é um dos maiores do Brasil.

Um dos principais atrativos da região, a locomotiva a vapor roda normalmente nas sextas-feiras, sábados e domingos. Desde 2001, a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) é responsável pela manutenção e operação das estações de São João del-Rei e Tiradentes. Somente no ano passado, mais de 135 mil pessoas visitaram a estrutura histórica.

Quadro de horários

Durante o Carnaval, a locomotiva a vapor partirá de São João del-Rei e Tiradentes nos seguintes horários:

Sexta – 05/02
São João del-Rei: 10h e 15h
Tiradentes: 13h e 17h

Sábado – 06/02
São João del-Rei: 10h e 15h
Tiradentes: 13h e 17h

Domingo – 07/02
São João del-Rei: 10h, 12h, 14h e 16h
Tiradentes: 11h, 13h, 15h e 17h

Segunda-feira – 08/02
São João del-Rei: 10h, 12h, 14h e 16h
Tiradentes: 11h, 13h, 15h e 17h

Terça-feira – 09/02
São João del-Rei: 10h e 13h
Tiradentes: 11h e 14h

As tarifas do passeio custam R$ 50 somente ida e R$ 60 para ida e volta. Estudantes, crianças de 6 a 12 anos e adultos com mais 60 anos têm direito à meia entrada. Mais informações sobre a Maria Fumaça em São João del-Rei/Tiradentes: Tel. (32) 3371- 8485 / www.trilhosdeminas.com.


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Para festejar a estreia do novo episódio de uma das sagas mais importantes do cinema mundial “O Despertar da Força”, o Cine Humberto Mauro realiza maratona de Star Wars, de George Lucas. Serão mais de 12 horas de programação com os seis filmes já lançados: Episódio IV- Uma nova esperança, 1977; Episódio V- Império Contra-Ataca, 1980; Episódio VI- Retorno de Jedi, 1983; Episódio I – A Ameaça Fantasma, 1999; Episódio II- Ataque dos Clones, 2002; e Episódio III- Vingança dos Sith, 2005.

A maratona vai acontecer em três espaços: no Cine Humberto Mauro, na Sala Juvenal Dias e nos Jardins Internos do Palácio das Artes, como forma de agradar aos diferentes públicos.  No Cine Humberto Mauro, os mais puristas vão poder assistir aos filmes em ordem cronológica de produção, ou seja, do Episódio IV- Uma Nova Esperança, de 1977, ao Episódio III, Vingança dos Sith, 2005. Já na Sala Juvenal Dias, a exibição vai acontecer em ordem cronológica de acontecimentos, do Episódio I – A Ameaça Fantasma, 1999, ao Episódio VI- Retorno de Jedi, 1983. Nos Jardins Internos, serão exibidos conteúdos relacionados, como documentário e making off.

Os ingressos disponíveis vão ser distribuídos a partir das 17h do dia 10 de dezembro. Serão disponibilizados 239 lugares, 129 no Humberto Mauro e 110 na Juvenal Dias. Cada pessoa terá direito a retirar um ingresso para assistir a todas as sessões, podendo escolher entre o Cine Humberto Mauro e a Sala Juvenal Dias. Terá direito ao CAFÉ DA MANHA O DESPERTAR DA FORÇA somente quem acompanhar a saga completa no Cine Humberto Mauro ou na Sala Juvenal Dias.

Evento: Maratona Star Wars

Data: 11 de dezembro (sexta-feira) e 12 de dezembro (sábado)

Local: “, Av. Afonso Pena, 1537 – Centro – Belo Horizonte

Horário: 19h da sexta, dia 11 de dezembro, até 7h do sábado, 12 de dezembro.

Entrada gratuita ingressos distribuídos no dia 10 de dezembro a partir das 17h

Classificação: 10 anos

Informações para o público: (31) 3236-7400


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Pegando Fogo trás um Bradley Cooper numa versão cinematográfica de Hell’s Kitchen

Nunca se falou tanto em gastronomia no Brasil como agora. Tamanho boom pode ser visto pelos inúmeros de programas do gênero na TV, lido pelas centenas de publicações dedicadas à boa comida e vivenciado pela cartela de opções de cursos que temos por aí. Talvez por isso, Pegando Fogo (Burnt), que estreia hoje nos cinemas, caia como uma luva no paladar gosto do público.

No filme, Bradley Cooper vive o arrogante e invejável chef de cozinha, Adam Jones, que no passado viu a sua fama e credibilidade irem pelo ralo devido ao seu temperamento e ao uso de drogas. Agora, o chef corre atrás do tempo perdido, mas para isso deve reencontrar com o seu passado e ir atrás da tão sonhada, por todos os chefs, 3 estrelas do guia Michelin.

Na primeira parte de Pegando Fogo, você tem a sensação de que “já vi isso em algum lugar”. E você não está enganado. Adam Jones é a representação de um estilo de chef que a mídia impôs ao nosso dia a dia. O chef carrasco, imortalizado por Gordon Ramsay e seu Hell’s Kitchen. Como entretenimento essa tipo de personalidade dentro de uma cozinha é um deleite para olhos de quem assiste. Mas não se enganem a realidade é completamente diferente. Ela se aproxima do que se torna Adam Jones no decorrer das ações que o filme apresenta.

Pegando Fogo é como uma degustação à la carte. De cara você olha o cardápio e se estranha um pouco com aquela explosão de sugestões. Mas quando as guarnições começam a ser servidas vamos nos ambientando com aquela proposta sugerida pelo chef, neste caso, do diretor John Wells, que vai desconstruindo e reconstruindo o personagem de Bradley para que possa ser degustado pelo público.  Para contrabalancear tamanha arrogância do seu personagem principal, o filme está cercado por personagens secundários pra lá de cativantes e não menos interessantes.

UNTITLED JOHN WELLS PROJECT

Bradley Cooper pode até ser o queridinho do momento em Hollywood, mas sempre o vejo ligado no automático e seus personagens nada são do que a continuação de outro que ficou no passado. Porém, consegue segurar as rédeas das ações e momento algum deixa de ser o fio condutor do arco narrativo. E, claro, conta com a ajuda de uma inspirada Sienna Miller, fazendo Helene,  uma sous chef que não fica em nada atrás do seu mentor. Daniel Brühl, como Tony, um maitre e pau para toda obra para as loucuras de Adam e  Emma Thompson, responsável por colocar os fantasmas de Adam Jones em seus devidos lugares. Não podemos esquecer  da aparição relâmpago de Uma Thurman, fazendo uma respeitada crítica gastronômica, que deixa um gostinho de quero mais.

Pegando Fogo tem todos os elementos para ser uma diversão num final de tarde. É leve, com um humor londrino e carregado de emoção nas doses certas. Vá bem alimentado se não quiser ficar salivando durante o filme. Os pratos que passeiam pela história são a cereja do bolo. A sobremesa que fecha com chave de ouro qualquer degustação.

Por Pierre Menezes, Jornalista e Chef de Cozinha viciado em cultura pop.