Entrevista Evolução Francesa: Leo Amaral


Depois de conhecer pessoalmente todo mundo no Rio, vamos fazer agora um “especial entrevistas” com os blogueiros que fazem parte, junto com o Ameixa, da Evolução Francesa. É a oportunidade para todo mundo conhecer melhor o trabalho dos evolucionistas Lacoste, que, de cada capital do Brasil, representam a moda, música e arte através de seu trabalho. O primeiro é o querido Leo Amaral, jornalista de Salvador que é autor do blog Cool in the Heat e escreve para o portal Oi Moda.

Ameixa: Qual foi a ideia que te motivou a criar seu blog?

Leo: Queria muito expressar minhas opiniões e interesses sobre a moda masculina. Era um tema que me atraia e atrai muito. Acredito que falar sobre moda masculina contribui para a construção de uma cultura de moda, porque precisamos disso, tratar esse universo com o mesmo interesse e respeito que a moda feminina recebe.

Ele é também o seu trabalho principal? Caso não seja, qual a sua profissão atualmente?

Atualmente o blog é o meu portifólio! Ele tem me ajudado a receber propostas de parcerias e colaborações – me dedico bastante a ele, mas ainda não vivo exclusivamente dele. Espero que ele me ajude a conseguir trabalhos maiores, porque é nesse ambiente criativo que gosto de trabalhar, pesquisa de tendências, consultoria de imagem, jornalismo e produção de moda.

O que você acha desse crescimento desenfreado das publicações de moda da internet?

Revela que a moda está se tornando mais acessível e democrática, mas também leva à publicação de materiais com pouco conteúdo e sem nenhuma relevância, que por algum fator acabam ganhando popularidade.

Quais os critérios que você utiliza na escolha daquilo que considera bacana postar?

Sempre levo em consideração aquilo que me atrai pessoalmente e que também possa interessar o leitor. Tem sempre que ter algo que acrescente ou inspire, pelo menos acredito que seja assim. Tento equilibrar entre novidades, entrevistas, objetos de consumo e textos sobre tendências.

Leo, como você avalia a moda brasileira atual?

A moda brasileira está em plena ascensão e amadurecimento. Em busca de uma identidade que a represente, por isso tem recebido tanta atenção internacional, porque gradualmente começa a revelar talentos que criam além das influências europeias, como a Amapô e a Neon, por exemplo. O que desejaria mais para a moda brasileira era uma imprensa independente, menos enclausurada em pequenos grupos de amigos e representada por mais regiões do país.

Pra finalizar: Sobre a parceria com a Lacoste, qual sua opinião sobre a campanha Evolução Francesa? Algum comentário sobre a viagem, sobre os seus posts para o blog do projeto…

Estou muito feliz com a parceria com a Lacoste. Espero que a campanha Evolução Francesa contribua para renovar a imagem da grife francesa no Brasil. A viagem foi muito agradável e me permitiu conhecer pessoas maravilhosas, o que talvez não ocorresse tão rápido. Quero que meus posts revelem um outro lado do cenário cultural de Salvador, mais cosmopolita e urbano. É nisso que tenho focado.

Entrevista por Lorena Martins

Entrevista da semana: Manu Romano


Arquiteta que virou estilista. Brasileira que faz moda para a cidade de Barcelona. Manu Romano, uma das responsáveis pela marca Sugar Rush, contou para o Ameixa, dentre outras coisas, sobre sua trajetória e as diferenças entre o fazer moda aqui e lá fora.

Ameixa: Manu, sua primeira formação é na arquitetura. Como você chegou ao mundo da moda?

Manu: Eu sempre quis estudar moda, mas quando fiz vestibular não tinha faculdade na área em Belo Horizonte. Fiz um teste vocacional e eu sabia que queria alguma coisa relacionada à estética, então resolvi optar pela arquitetura. Acho que ela me deu um campo bem bacana, porque tem tudo a ver com dimensões e texturas. Quando estava no segundo ano, abriu a faculdade de moda mas eu não quis abandonar meu curso, preferi me formar. Depois fiz pós-graduação em moda e, mais tarde, o mestrado.

Como surgiu a Sugar Rush?

Surgiu de um projeto final que tivemos que fazer no mestrado, que era desenvolver uma marca e uma coleção em cima dela.

E de onde veio o nome?

O nome Sugar Rush veio depois de muitas tentativas, a gente queria uma coisa que misturasse o universo kitsch e bizarro. Depois de pensar muito, viemos com a ideia de mesclar coisas de avós, de brechós, coisas super passadas de moda, até bregas. Primeiro veio o nome Yaya Pop. Yaya em castelhano é um apelido para avó, tipo vovó. Depois resolvemos mudar, preferimos um tema de chocolate. Queríamos volume e achamos que o tema do chocolate e dos doces nos daria isso. Depois de todas essas mesclas, chegamos finalmente no nome Sugar Rush – algo como corrida do açúcar, e na coleção Kitsch and Bizarre - bizarro e passado na moda. Uma moda diferente, vanguardista.

Quais são suas principais influências?

O surrealismo pop, que é uma tendência super bacana, as coisas antigas, plástico, por aí.

Sugar Rush é totalmente vanguarda. Quem você considera público alvo da marca?

O público alvo, no começo, imaginamos que seriam pessoas estranhas, como a gente, nossos amigos. Mas aí vimos que o público começou a crescer e que haviam mais pessoas estranhas e bizarras do que a gente imaginava, rs. E deu certo! A coleção ficou super bacana e tem um público que gostou muito.

Como funciona esse processo no Brasil?

Desde que voltei ao Brasil, para a Sugar Rush eu só desenvolvi três modelos de roupas, mas decidimos que fica muito caro mandar para a Espanha. Então ficou definido que a parte das roupas seria feita lá e a dos acessórios aqui. Fiquei responsável por toda essa parte dos acessórios.

Você mora no Brasil enquanto Carolina e Laura estão na Espanha. Quais são as principais dificuldades?

As dificuldades maiores são mais por conta do fuso horário, são cinco horas a mais em Barcelona. Mas a internet facilita muito as coisas, com Skype e Messenger é praticamente como estar no mesmo lugar. Então a gente pensa, as três juntas, em um conceito e desenvolvemos a partir dele. Acabou que ficou bem mais fácil depois que a gente separou essa parte de vestuário na Espanha e acessórios aqui, no Brasil.

Há diferença entre o acessório que você produz para ser vendido aqui e o voltado para a Europa?

É a mesma linha, mas o acessório daqui é digamos, um pouco mais discreto. Nem tão discreto assim porque a Sugar Rush nunca é discreta, mas é sim um pouco mais contido e usável do que o que vai para lá. O de lá é mais editorial, mais figurino.

Seguindo a lógica dos estilistas brasileiros que consagram seu nome aqui e depois tentam os mercados de fora: Você se vê fazendo meio que um caminho inverso?

Acho que sim, mas as coisas foram acontecendo naturalmente. É claro que eu queria fazer sucesso primeiro aqui e depois ir para lá. Mas aconteceu o contrário, o que acho ótimo, na verdade, bem melhor no meu caso.

Você acha que é mais fácil no Brasil depois de já estabelecida na Europa?

Eu acho que não. É mais fácil entrar na Europa depois de se estabelecer no Brasil do que o contrário, pelo público europeu mesmo. Eles são muito mais abertos às novidades e às coisas daqui do que somos com as coisas de lá.

Como você avalia a moda brasileira atual?

Acho que há muitos estilistas bacanas no Brasil, mas a moda brasileira está imitando e copiando muito o que tem lá fora e não sei se isso é tão bom assim. Acho que o pessoal aqui tem um certo medo de ousar, o que gera mesmice, padrões. Também visualizo um quê vulgar na moda de rua: peças curtas, transparentes, decotadas…

Por Lorena Martins e João Henrique Eugênio

Finalizando o MTP


O Minas Trend já passou, mas a gente ainda tem um material bem bacana para publicar. A Lorena Martins, nossa colaboradora, entrevistou o consultor de moda do evento, Carlos Pazetto, e fez fotos de looks que circularam por lá. Aliás, queremos agradecer muito aos colaboradores do Ameixa, que fizeram um ótimo trabalho no MTP – o Coletivo Contorno, o jornalista Sebah Rinaldi, info hunter da Lilian Pacce, e a Lorena. O Ameixa só tem a elogiar o trabalho de cada profissional mineiro que se empenhou no evento, e o melhor, o crescimento e reconhecimento foram extremamente perceptíveis!

Ameixa: Qual é a sua avaliação final sobre o Minas Trend Preview em relação ao conteúdo,  desfiles, feira e etc?

Pazetto: Olha, vou falar alguns dados importantes: o Minas Trend teve um acréscimo de vendas de 30%; 15 mil pessoas frequentaram o evento durante os três dias; 400 a 500 milhões de reais em faturamentos de negócios; 32 desfiles, 90 modelos, 27 top models; uma equipe de cabelo e maquiagem de 60 pessoas; equipe de produção com 25 profissionais; sala de desfiles com mais de 500 lugares. Foi a primeira vez que eu fiz, e o evento foi um sucesso muito grande, estou indo embora para São Paulo feliz. Os resultados foram excepcionalmente surpreendentes.

Você tem uma visão geral muito boa sobre a moda brasileira. Como você avalia particularmente a moda em Minas Gerais?

Minas é muito forte em moda e sempre foi. O criador mineiro é extremamente criativo e tem um talento que eu chamo de tátil, tudo dele é construído como se fosse meio alta-costura, tudo muito manual. Então, Minas já tem um grande espaço reservado na moda brasileira, muito maior, por exemplo, que Salvador e Porto Alegre. É o eixo Rio-São Paulo e Minas Gerais, essa é a verdade, aliás, eu acho que não existe um eixo Rio-São Paulo, mas uma triangulação de moda – os estilistas de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, exatamente pela grande quantidade e volume de informação e acontecimentos. A moda mineira continua exercitando, mas ela precisa ter mais ímpetos criativos e sinto que precisa ter uma renovação nos novos talentos.

O que você acha desse crescimento desenfreado das publicações de moda, como blogs e sites não só de estudantes de moda, mas de pessoas que gostam e querem publicar seus looks preferidos e coisas do tipo?

H0je em dia existe essa tendência mundial de excesso de informações que é impulsionada pela internet. A facilidade em se conectar com milhões de pessoas aumenta a vontade de comunicar-se com o mundo, acho que é um fenômeno natural. Se te dão um canal de comunicação e você tem o que falar para o mundo, você fala de meio ambiente, de moda, você fala de tudo, de erotismo, pornografia… tem tudo na internet, sendo bom ou ruim. Eu acho que a gente tem que ter um pouco de critério porque não adianta você fazer um blog e não ir atrás de conteúdo, só ir atrás do superficial. Tudo o que você coloca dentro de um blog tem que ser verdadeiro, tem que nascer do seu desejo por conteúdo e tem que ter responsabilidade, porque aquela informação que você está publicando pode ser disseminada por milhões de pessoas. Não adianta você sair por aí colocando qualquer coisa num blog, não adianta ir trabalhando com informações que você não conferiu. Então eu acho isso legal sim, é só uma movimentação um pouco assustadora por enquanto porque já existem muitos, mas vai existir um filtro natural que vem com a análise da qualidade do conteúdo.

Por Lorena Martins e João Henrique Eugênio

Aline Ribeiro – Cavalera

Silvia Monteira – Isla

Bolsas Isla

Stand Luiza Barcelos

Daniela Lima – Luiza Barcelos

Glico – Frau Bordan

Lalá – Lalá Roupas e Acessórios

Rafaela Cervantes – C&A

Pedro Henrique

Lea – Chouchou

Entrevista Luiza Barcelos


Quando visitamos a fábrica da Luiza Barcelos aqui em Belo Horizonte, ficamos encantadas com o trabalho desenvolvido pela marca, e deu vontade de saber um pouco mais, desde o início do processo até a relação da Luiza com os blogs de moda e mídias atuais.

1) Quando você começou a se identificar com moda?

Sempre gostei de aprontar minhas roupas. Quando era pequena, fazia minhas produções, com combinações exageradas, sem deixar mamãe dar palpite. Na adolescência, meu estilo era do New Wave pra cima. Já na faculdade [de decoração, na Fuma, hoje UEMG], me interessei muito por estética. Na mesma época, comecei a ajudar a estilista da fábrica, até mamãe decidir que eu é que tinha que ser a estilista. Isso foi há mais ou menos 20 anos.

2) Como é o processo de produção de uma coleção? Você participa de todas as etapas?

Lançamos duas coleções por ano, e o processo de criação começa por uma pesquisa, que é contínua, feita desde sempre, desde a primeira coleção que criei, e também no meu dia a dia. Mas tem uma pesquisa sistemática também, feita nos arquivos da Luiza Barcelos, para definir o tema, que, há cinco coleções, tem sido relacionado ao momento estratégico da empresa.

Faço os desenhos, junto com uma equipe de cinco assistentes, e eles são enviados para nosso centro tecnológico, lá em Campo Bom (RS). Em seguida vem o calce, etapa em que eu quase refaço os modelos, desenhando curvas bem femininas em cima das maquetes, um design que é o diferencial dos sapatos Luiza Barcelos.

Quando as maquetes voltam do Sul corrigidas, colocamos as combinações de cores, uma etapa muito trabalhosa, em que trabalhamos com materiais exclusivos. A última etapa é a confecção das amostras, em ateliês de parceiros, de onde elas saem diretamente para as feiras. Depois das vendas, as amostras retornam ao Sul para que sejam feitas as escalas e depois voltam pra BH, para a fabricação dos produtos que vão pras lojas. Participo de todas essas etapas da criação, incluindo ainda o marketing, pensando nas nossas campanhas, ações de mídia e de relacionamento com consumidores e lojistas.

3) Você considera as tendências internacionais na hora de criar as peças da coleção?

Acompanho os bureaux de tendências de comportamento, mas, em 21 anos de marca, percebemos que construímos uma história própria que nos orienta. Temos uma clientela que tem uma relação com essa história e é muito importante considerarmos seus desejos e suas expectativas em relação à marca.

4) Na coleção de inverno, “Concreto”, qual foi a sua inspiração?

No verão 2009, resgatamos as duas décadas da marca e nossas peças mais icônicas, na coleção Décadas de Luiza. Continuamos esse processo de auto-conhecimento na coleção seguinte, Essências de Luiza. Então, nos voltamos para o futuro, na coleção Sonhos de Luiza. No inverno 2010, nos inspiramos na inauguração da nossa primeira loja, uma grande realização, e lançamos Concreto de Luiza. Para o verão 2011, estamos lançando no Minas Trend Preview, Blindados de Luiza, com sapatos e bolsas protegidos para serem mostrados, como em um museu de arte ou em um jardim de tesouros.

5) A marca “Luiza Barcelos” existe há quanto tempo? Quais foram as suas maiores conquistas nesse período?

A marca foi criada há 21 anos e estas duas décadas no mercado, com consumidoras fieis, já são um grande feito de mamãe, dona Dorinha. Temos conquistas diárias. No campo das feiras, começamos nas paralelas, fomos para as oficiais e há mais de dez anos chegamos às internacionais – na Mican, em Milão, participamos de um estande só para convidados, chamado Visitors. Os produtos Luiza Barcelos também estão sempre presentes em editoriais de moda nacionais e estrangeiros. E uma conquista muito especial foi a inauguração de nossa loja, em 2009.


6) Como você analisa o cenário mineiro da moda e a geração dos novos estilistas da moda hoje em dia?

Um diferencial dos novos estilistas é que vêm de cursos de moda locais. Acompanho os estagiários e recentemente, num esforço de aproximar mercado e escola, tive a ideia do concurso Sete Dias de Luiza, que espero aprimorar e repetir. Os cursos que têm surgido nos últimos anos e os próprios estudantes ainda estão muito voltados para vestuário. Uma formação voltada para calçados ainda pode ser explorada.

7) Qual a diferença de fazer moda aqui em Belo Horizonte e em outros locais, como Rio de Janeiro e São Paulo?

Na área de calçados, BH sempre foi um pólo, junto com o Sul, onde temos nosso centro tecnológico. E temos orgulho porque foi o sindicato calçadista que deu origem ao Minas Trend Preview. Antes de existir o evento, a Luiza Barcelos sempre fez preview por conta própria aqui em Belo Horizonte. No início, quando não tínhamos show-room, recebíamos compradores do Brasil inteiro em um hotel. Quando esteve à frente do sindicato, meu irmão, Luiz, começou a reunir as fábricas para um evento conjunto e, finalmente, veio o apoio da Fiemg, que deu origem ao MTP.

É comum vermos estilistas brasileiros consagrarem seu nome aqui e depois tentarem os mercados de fora. Você acha que no Brasil ainda não há muito espaço para a moda?

Gostaria de destacar uma tendência oposta. As marcas internacionais de luxo estão interessadas no Brasil, abrindo lojas aqui, ajudando a consolidar um mercado interno de alto padrão. Além disso, as indústrias locais estão se profissionalizando, o mercado também, a exemplo das semanas de moda e do próprio Minas Trend Preview. A moda brasileira está tomando um caminho certo, mas precisa se mostrar mais no exterior. Em todos os aspectos, o Brasil começa a se ver diferente, com mais auto-estima, e precisa explorar bem isso lá fora.

9) Hoje, já existem muitos cursos de moda. Você acha que isso contribui para o interesse do jovem no assunto ou o fato de existir esta demanda banalizou um pouco os cursos especializados nesta área?

O ajuste entre escolas e mercado é algo que leva um certo tempo. Pode-se dizer que aqui em Belo Horizonte, os cursos ainda são recentes. Mas é fato que existe uma demanda enorme por bons profissionais de design em geral, não apenas de moda. E o caminho para um aprimoramento verdadeiro é uma parceria entre as duas partes.

10) Qual é seu estilista preferido?

Bottega Veneta! É clássico, eterno, chique e, principalmente, muito versátil. Você fica bem vestida do dia até a noite. Também gosto de Chloé, Prada e Miu Miu.

11) Qual é a sua mensagem para quem deseja trabalhar com moda e está começando?

Trabalhar com moda é um desafio diário, então, é preciso ter garra, força de vontade e persistência.

12) Hoje a gente percebe a expansão dos blogs de moda, e uma de suas coleções foi protagonizada pela blogueira Cris Guerra. Como você analisa a importância desses espaços virtuais para divulgar a moda? E como foi a escolha de uma blogueira para ilustrar a sua coleção ao invés de uma modelo?

Por serem páginas pessoais, ainda que alguns sejam feitos de forma muito profissional, os blogs têm o mérito de tratar a moda de forma mais real, como as pessoas comuns usam em seu dia a dia. E é exatamente dessa forma que vemos nossas consumidoras. Por isso, mantenho um blog desde 2008. Para nossa marca, o blog representa uma proximidade com as consumidoras da Luiza Barcelos e com outras blogueiras. Acontece uma verdadeira conversa, ainda que virtual, na troca de comentários, por meio da qual conheço essas mulheres de uma forma muito mais real e não em números, pois elas me contam seus sonhos, suas histórias de vida, expõe suas dúvidas de moda, perguntam sobre as lojas… Em relação à parceria com a Cris Guerra, fomos a primeira marca a apostar no Hoje vou assim. No dia em que o blog da Cris entrou no ar, eu dei a ela a ideia de colocar o crédito das marcas, pra gente poder saber de onde é quando gosta de algo. Fizemos parceria com a Cris porque ela é uma consumidora de verdade da Luiza Barcelos. Como ela já usava Luiza, passei a presenteá-la com produtos nossos, como faço até hoje. A parceria cresceu e a Cris ilustrou as campanhas das coleções Décadas e Sonhos de Luiza, para o verão 2009 e para o verão 2010, respectivamente, representando mulheres reais, comuns, mas muito especiais, não é?

Entrevista por Lorena Martins

E para quem acompanhou o concurso, a vencedora foi a Carolina Olimpio, estudante de design de moda da Una. Ela passou sete dias trabalhando com a Luiza, em pleno pré-lançamento de verão no Minas Trend Preview! Em segundo lugar, Ellen Martins, e em terceiro, a dupla Camila Leles e Paula Rabelo – as três alunas da Fumec. Os vídeos foram avaliados por três dos principais stylists de BH: Mariana Sucupira, Juliano Sá e Thiago Leão. Leia mais sobre o concurso e a Luiza Barcelos em geral aqui no blog da marca.

Ameixa na Luiza Barcelos  =)


Entrevista + Sorteio


Já ouviu falar da Opposé? Fiquei conhecendo a marca através da Clarisse, que, junto com o namorado, José, produz os acessórios – anéis, brincos, colares e pingentes. A Cris Guerra, do Hoje Vou Assim, é fã de carteirinha e já postou váaarias fotos com as peças do casal. Pelo site também dá pra ir no blog e na loja virtual, além dele funcionar como uma rádio ótima! O que eu mais gostei é que além de lindos os acessórios também são versáteis, dá pra usar do trabalho à festa. O Ameixa conversou com a Clarisse, olha só:

1) Clarisse, você nos disse anteriormente que já passou pelo turismo e gastronomia, e o José pela engenharia eletrônica e música. Como foi a união de tantas vertentes até chegar à moda e no conceito da Opposé?

O José continua na engenharia, porém é um empresário nato. A gastronomia vai ficar eternamente na minha vida, afinal, cozinhar também é arte. E acredito que a música e a gastronomia estão diretamente ligadas à moda: são três segmentos artísticos que tiveram uma evolução grandiosa nos últimos anos, no sentido de hoje fazerem parte, definitivamente, do cotidiano das pessoas. Acho que demorou pra que isso acontecesse. Claro que sempre houve uma atenção pra tudo isso, mas hoje o mundo está vivenciando de forma mais sólida essas maravilhas, felizmente. O gosto pela moda é comum entre nós dois. E a Opposé nada mais é que o cotidiano das pessoas em forma de acessórios.

2) E o nome Opposé, o que significa e como surgiu?

A nossa preocupação sempre foi em criar um nome que fosse bonito de se ler e gostoso de se ouvir, começamos desse princípio. O significado naquele momento era irrelevante – é claro que existindo um bom senso de não colocar um nome que fosse completamente fora do contexto ou de mau gosto. Não adianta ter um belo significado se não for agradável pra quem está se relacionando com ele ou com a marca propriamente dita. “Opposé” em francês significa “se opor”, “oposto”, que acabou pra nós ligando o nome à originalidade que estávamos procurando.

3) Como você define a marca? E quais são as suas principais influências no processo criativo de uma peça?

Uma definição prática da Opposé seria qualidade e originalidade. Temos como principais influências o nosso cotidiano e a vida das pessoas. Como não se influenciar hoje por filmes, músicas, pela moda e por tudo que o mundo tem vivido? As pessoas que vão usar nossas peças tem que se identificar com elas plenamente, por meio de influências naturais. Não precisa ir muito longe num processo criativo de uma peça…

4) Vocês consideram as tendências internacionais na hora de criar as peças?

Não gosto muito da palavra tendência. Prefiro a palavra democracia – a moda hoje está mais democrática que nunca. E sempre que falo isso causa uma certa polêmica. Estamos acompanhando tudo, mas não que isso seja fator decisivo pra nós, somos dois amantes tímidos da moda. Ainda estamos nos acostumando com tanta revolução, tantos nomes e estilos criados em tão pouco tempo. A moda está evoluindo cada vez mais, reconhecemos a importância dela lá fora , é referência pra todos nós. Mas, no nosso caso, como já havia dito, o que nos faz criar é o cotidiano.

5) Quem você considera público alvo da marca?

Essa pergunta tem uma resposta feliz. O retorno que tivemos em relação às nossas peças me deu a liberdade de não ter um público alvo. Fomos recebidos e elogiados por todas as idades, sexos e classes sociais. Portanto, não criamos pra determinado grupo de pessoas e sim pra todos os tipos. Isso dá uma sensação muito boa de liberdade e de missão cumprida. Sem me gabar, acho que saber agradar a todos é gentil e inteligente ao mesmo tempo. E olha, não é fácil, não!

6) Há quanto tempo existe há marca? E quais foram as suas maiores conquistas nesse tempo?

Consideramos a Opposé desde de 12 de junho de 2009. É uma data marcada por decisões e volta por cima, um dia marcante na nossa pequena trajetória. A maior conquista foi a aceitação imediata das pessoas, que significa o reconhecimento do nosso trabalho. E agora, os progressos da nossa produção e a definição da nossa equipe de trabalho, que gosto de chamar de parceiros.

7) Clarisse, já vimos várias peças da Opposé compondo os figurinos diários da blogueira Cris Guerra, do Hoje Vou Assim. Com tantos blogs especializados em moda hoje na rede, você acha que esses espaços virtuais são importantes no âmbito da moda e também na divulgação de trabalhos?

Claro. É onde eu bato na tecla da moda democrática. Isso é sensacional. Hoje felizmente todas as pessoas tem acesso à moda. As revistas especializadas são caríssimas – aliás um dos meus vícios, ainda sou mais à favor do palpável . Por outro lado, navega-se gratuitamente por deliciosos blogs de moda onde vamos desde grandes inspirações pra nos vestir à um passo-a-passo de maquiagem. Podemos hoje assistir a desfiles inteiros pela internet. A moda hoje é pra todos, isso é motivo pra comemorar, fazemos moda com muito e pouco dinheiro. E outra coisa que me fascina é o carinho e o cuidado que as responsáveis por esses espaços tem com os leitores. A cada post, a cada atualização, sinto a vontade de passar as informações com precisão, e de fazer uma crítica cuidadosa e que some coisas bacanas. E sem contar a oportunidade levada à pessoas que estão começando, como nós.

Pra finalizar, fala pra gente um pouco sobre os projetos futuros da marca!

Bom, a Opposé é composta pela impulsão de uma mulher e a cautela de um homem, rs. É um misto de projetos e sonhos. Mas inicialmente, somando Clarisse + José, temos a intenção de lançar duas coleções temáticas por ano, claro que com novidades intercaladas a esses lançamentos. Pra 2010 saem agora no final de abril peças com o tema “Alice no país das maravilhas”, que é uma coleção menor por ser a primeira. E se tudo correr bem, já consolidando esse projeto, lançaremos no segundo semestre a coleção “Lady Gaga”. Ou seja, 2010 vai ser o ano pra Opposé de duas meninas e duas mulheres. Mas os projetos não param por aí…

Entrevista por Lorena Martins

Gostaram? E agora que vocês conhecem mais sobre a marca vem a parte ótima: Vamos sortear três peças da Opposé! São dois brincos (prata e cobre) e um colar de lacinhos (prata). O resultado sai na próxima terça, dia 04 de maio, então nome, email e cidade onde mora nos comentários! Ah, e como sempre enviaremos pelo correio pra quem não mora em BH.

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