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Cantina Piacenza: Compota de banana com cardamomo e emulsão de coco

Chegou um dos eventos que eu mais amo de gastronomia (depois do Festival de Gastronomia e Cultura Tiradentes, é claaaaro)! Em sua 9ª edição, o Restaurant Week traz desta vez a proposta da gastronomia fusion, isto é, um intercâmbio de ingredientes e sabores em um mesmo prato, além de democratizar, mais uma vez, o acesso à boa gastronomia. Esta edição acontece entre os dias 15 e 28 de setembro com 50 estabelecimentos participantes que prepararam cardápios (com direito a entrada, prato principal e sobremesa) especialmente para o festival. Cada menu será vendido ao preço fixo de R$ 37,90 + R$ 1,00 de doação para o Hospital da Baleia, total R$ 38,90 no almoço e R$ 49,90 + R$ 1,00 de doação para o Hospital da Baleia, total R$ 50,90 no jantar.

A novidade este ano é que você pode fazer a reserva gratuitamente pela internet em parceria com a Best Tables, empresa europeia de reservas online. Para saber a lista completa dos restaurantes e também conhecer uma prévia de cada prato deles, só acessar o site aqui. Listamos nossas opções preferidas na galeria que está simplesmente de ma-tar!

Fotos: Henrique Falci/divulgação

 


CCCP_AMEIXA_RECOMENDA
foto: André Fossati

Já ouviu falar no CCCP IPA WEEK? Como o nome sugere, trata-se de uma semana inteira com uma programação intensa em torno das melhores cervejas do mundo. Quem curte poderá desfrutar de workshops, mesas redondas, harmonizações e vários shows de jazz, blues, folk e rock, além de conferir a exposição “Um outro olhar sobre a cerveja”, da fotógrafa Ana Garcia, fica em cartaz na casa durante a semana.

Para abrir a programação, nesta segunda (1º) terá um “workchope” sobre as produções da cervejas IPA (India Pale Ale) com sorteio de equipamentos e insumos. Confira a programação:

1°/09 – Dia do homebrewer, com “workchope” da ACERVA Mineira sobre a produção de IPA e

sorteio de equipamentos e insumos. Sem entrada.

02/09 – Mesa redonda sobre IPAs, com Marco Falcone (Falke Bier), Fabiana Arreguy (Academia

Sommelier) e José Felipe Carneiro (Wals), e show com CCCP Jazz Club. Entrada R$15 (sem

entrada até às 20h)

03/09 – Harmonização dirigida de IPAs com a confraria CONFECE e show com o duo de folk

Route 66. Entrada R$15 (sem entrada até às 20h)

04/09 – Harmonização dirigida de IPAs com a confraria Cheers e os DJs do Clube do LP,

comandando o som. Entrada R$20 (sem entrada até às 20h)

05/09 – IPA Week Night. Um dia para degustar IPAs e encontrar com os amigos. Show com os

mexicanos da banda Los Mind Lagunas (Blues e Funk). Entrada R$30 (sem entrada até às 20h)

06/09 – Festa de Encerramento, com o rock da banda Keen. Entrada R$30.

 

Confira a programação completa no cultclubcinepub.com.br


Entre os dias 01 a 27 de setembro, Belo Horizonte e Nova Lima receberão a segunda edição do circuito Beer Chef Brasil, um evento com o intuito de ser uma experiência gastronômica dedicada às cervejas artesanais brasileiras.

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Serão, ao todo, 13 bares participantes, cada um com um prato cuidadosamente elaborado para harmonizar com uma cerveja artesanal nacional. Todas as harmonizações foram desenvolvidas por chefs e sommeliers de cerveja e serão servidas em combos,que incluem o prato e a cerveja escolhida, com valores variando entre R$ 35,00 a R$ 45,00.

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Além do circuito em si, o Beer Chef Brasil 2014 contará com workshops temáticos relacionados a cerveja e gastronomia, o que pode ser uma boa opção para aqueles que estão iniciando suas experiências no universo das cervejas especiais.

Os bares participantes são:

 

Como eu já falei aqui no Ameixa Japonesa, as harmonizações envolvendo cervejas são sempre experiências incríveis, inclusive com maiores possibilidades de combinações se compararmos com o vinho.

É um evento que vale a pena ser prestigiado, principalmente por aqueles que buscam ser surpreendidos por harmonizações de dar água na boca.

Saúde, galera, e bom apetite.

*Johnnie Lustoza é diretor, roteirista audiovisual e blogueiro do portal Destino Cervejeiro . Em sua coluna quinzenal no Ameixa Japonesa fala sobre cervoturismo e também dá boas dicas para os amantes da cerveja.


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Tá de dieta mas sonha em comer pizza toda noite? Calma! Seus problemas acabaram, rs. Pensando no cardápio de quem vive na maromba, a Pizzaria do Cardoso, tradiciolíssima no bairro Santa Tereza, teve uma brilhante ideia e criou dois sabores de pizza com ingredientes menos calóricos e ricos em proteínas, indispensáveis para quem quer secar a barriguinha.

Por lá é possível experimentar a Pizza Fitness que leva muçarela de búfala, alho poró, brócolis, alho, quinoa e pimenta biquinho, como uma opção mais leve.

foto: Mariela Guimarães
foto: Mariela Guimarães

Para algo que dá mais “sustança”, a dica é a Pizza Maromba que possui recheio muçarela de búfala, frango desfiado, quinoa, tomate cereja, orégano e…batata doce roxa, ingrediente preferido para quem pratica musculação.

foto: Mariela Guimarães
foto: Mariela Guimarães

Para não cair em tentação na hora de escolher a bebida, a Pizzaria do Cardoso também investiu em duas opões de sucos saudáveis. O Suco Verde (abacaxi, água de coco, manjericão e hortelã) e Beterraba com Laranja.

O Ameixa experimentou e aprovou =) Ficamos dividas, na verdade. Enquanto a Mônica amou a Fitness, que vai pimenta biquinho, achei a combinação de frango com a batata doce incrível, mesmo sendo em uma pizza, rs.  Quanto as duas novas opções de suco, o verde, que leva água de coco é ma-ra-vi-lho-so!

Pizzaria Parada do Cardoso
Endereço: Rua Dores do Indaiá, 409 – Santa Tereza
Reservas: (31) 3468-0525
Delivery: (31) 3461 4798
Horário de funcionamento: segunda-feira a quarta-feira, das 18h às 0h; de quinta-feira a sábado, das 18h às 2h; aos domingos, da 12h às 0h.


É pouco provável que alguma pessoa que tenha se interessado por cervejas artesanais e especiais não tenha se deparado com o termo “cervejas trapistas”. É pouco provável também que, ao se deparar com esse termo, a pessoa não tenha se interessado em saber o que é uma cerveja trapista. E depois que descobrimos do que se trata, é impossível não se tornar um fã dessas que são consideradas umas das melhores cervejas do mundo.

Alguns rótulos de cervejas trapistas
Alguns rótulos de cervejas trapistas

As cervejas trapistas são cervejas produzidas em alguns mosteiros da Ordem Trapista, ou Ordem Cistercienses Reformados de Estrita Observância, que é uma congregação derivada da Ordem de Císter e segue a regra de São Bento “ora et labora” (orar e trabalhar). O nome trapista é derivado do mosteiro de Notre-Dame de La Trappe, na Normandia, que foi reconstruído no final do século XIX.

Mosteiro trapista de Engelszell
Mosteiro trapista de Engelszell

Nem todos os mosteiros trapistas são produtores de cerveja, mas todos produzem alguma coisa que lhes dê subsistência, produtos como pães, biscoitos e queijos. De todos os 171 mosteiros trapistas existentes no mundo, apenas 11 produzem cerveja, dos quais 10 estão localizados na Europa e 1 nos Estados Unidos.

Monges trapistas supervisionando a produção das cervejas Spencer na Abadia de Abadia de St. Joseph
Monges trapistas supervisionando a produção das cervejas Spencer na Abadia de Abadia de St. Joseph

A tradição de fabricação de cerveja em mosteiros é de longa data e remonta ao início do século IX. Muitos mosteiros fabricavam cerveja porque ela fazia parte da alimentação dos seus monges e, por ser líquido, era o um dos poucos alimentos que podiam ser ingeridos por esses monges em seus longos períodos de jejum. Parte da produção era oferecida aos peregrinos e penitentes que procuravam esses mosteiros, ou abadias. Com esse advento, a cerveja ficou conhecida como pão líquido e atingiu um status de respeito nos mosteiros e entre os fiéis, por isso vemos muitos rótulos de cervejas, principalmente europeias, fazendo menção a santos, templos ou algo que tenha alguma simbologia religiosa.

Muitas abadias conservaram sua longa tradição em produzir boas cervejas e essa tradição não se perdeu nos mosteiros trapistas, que são sustentados hoje pela produção de sua cerveja ou de seus outros produtos. Como essa ordem não busca enriquecimento, parte do lucro obtido com as vendas é destinada aos gastos com a vida no mosteiro e o restante é doado para instituições ou obras de caridade.

O uso do nome “trapista” é exclusivo desses mosteiros e teve essa confirmação em 1962, tendo se tornado exclusiva com o intuito de proteger e apoiar tais mosteiros, tanto que para uma cerveja ser considerada trapista, ela deve ser produzida em um mosteiro trapista, pelos monges ou sob a supervisão deles e que a maior parte dos lucros seja aplicada em inciativas que tenham fins sociais. Cumprindo esses requisitos, que são rigidamente respeitados e fiscalizados, a cerveja recebe o direito de portar o selo trapista em suas garrafas e rótulos. Com isso, pode-se dizer que uma cerveja trapista é uma cerveja de abadia, mas nem todas as cervejas de abadia são trapistas.

Selo trapista

As 11 cervejarias (abadias) trapistas são:

BÉLGICA: Westmalle(Abadia Trapista de Westmalle); Westvleteren(Abadia de Saint-SixteSixtus); Chimay (Abadia de Scourmount); Rochefort (Abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy); Orval(Abadia de Notre-Dame d’Orval) e; Achel (Abadia de Notre-Dame de Saint-BenoîtAchelseKluis).

HOLANDA: La Trappe (Abadia Onze-Lieve-Vrouw van Koningshoeven) e; Zundert(Abadia Maria Toevlucht), que recebeu seu selo em dezembro de 2013.

ÁUSTRIA: StiftEngelszell (Abadia de Engelszell).

FRANÇA: MontdesCats (Abadia Sainte Marie duMontdesCats).

ESTADOS UNIDOS: Spencer (Abadia de St. Joseph).
Nos fim das contas, o termo trapista não significa um “estilo” de cerveja, mas o termo quer dizer que essa cerveja tem história. E muito mais do que uma história, a cerveja têm personalidade e se mantém fiel às suas tradições, o que confere às cervejas trapistas um rigoroso controle de qualidade e uma busca pela perfeição em todos os estilos que são produzidos nessas abadias, sendo que alguns dos estilos comuns dentre as cervejas trapistas são o BelgianBlond Ale, o Dubbel, o Tripel e o Quadrupel, o qual não é bem um estilo mas sim uma designação para cervejas de estilo belga que sejam mais fortes mas que não se enquadram muito bem nos outros estilos belgas.

Tá explicado então porque muitos consideram as cervejas trapistas as melhores do mundo. E vocês, têm alguma opinião a respeito dessas cervejas?
Saúde, galera!

*Johnnie Lustoza é diretor, roteirista audiovisual e blogueiro do portal Destino Cervejeiro . Em sua coluna quinzenal no Ameixa Japonesa fala sobre cervoturismo e também dá boas dicas para os amantes da cerveja.