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No dia 22 de setembro de 2004, caía em uma remota ilha do Pacífico, o voo 815 da Oceanic Airlines. A partir de então, a vida presente, passada e futura daqueles sobreviventes modificaria de modo definitivo a maneira de assistirmos televisão.

Estamos falando de LOST, a série de J.J. Abrams, Damon Lindelof e Carlton Cuse, que contava a luta para sobreviver em uma ilha cercada de teorias e acontecimentos estranhos. Mas, LOST foi e é muito mais que uma história de mistérios. Durante seis temporadas, a série ensinou as demais e as futuras produções de como continuar viva na pauta de discussões mesmo depois que se terminava um episódio.

Tudo que vemos hoje nas séries de maiores sucessos devesse em muito ao que LOST propunha há 13 anos. Os roteiristas nos apresentaram as diversas possibilidades de contar aquelas narrativas por meio dos flashbacks, flashforwards e flash side-ways. Dessa forma, abria-se um leque de opções para que explorassem aqueles personagens e suas inúmeras histórias.

Talvez o grande legado de LOST foi tirar a televisão de nossas salas. A série não terminava ao fim dos episódios. Ela ganhava uma sobrevida nos milhares de grupos de discussões online, sites, blogs e, claro, nas mesas de boteco. Todo mundo estava falando de LOST. Todos nós queríamos saber o que significava aqueles números de loteria, a fumaça branca, a preta, a Iniciativa Dharma. Se Katie deveria ficar com Jack ou Sawyer, como que Locke voltou a andar, e de que lado ele estava. Enfim, se você não estivesse falando sobre LOST você estava com sérios problemas.

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Nunca é tarde para começar a assisti-la. É uma história atemporal, com todos os seus méritos e defeitos, como qualquer série que ultrapassa o seu limite vital por diversas questões. Assistir LOST é um exercício de como lidar com as emoções. Por mais que chega um momento que você se sinta cansado e enganado por aquelas pessoas, que aquela história toda não vai ser bem explica na sua essência, você não consegue deixar de lado. É como se a ilha também exercesse um poder sobre você e, como Jack, você sente que precisa sempre voltar a ela.

lost2Se o final decepcionou, se ficaram no ar diversas perguntas e mistérios não solucionados hoje já não importam mais. LOST não foi pensada para ser aquelas séries didáticas que entrega o bê a bá perfeito para quem a assiste. Seria impossível agradar um púbico que chegou a 24 milhões por episódio. Para cada teoria lançada no decorrer das temporadas, criava-se aqui fora mais 10 para explicá-la. Cada um de nós acompanhávamos uma história diferente baseado nos nossos “achismos”. Depois de LOST, nenhuma série conseguiu esse feito: multiplicar-se na imaginação dos fãs!

Passado sete anos do seu final, “aceito” que LOST, assim como tudo que acontece em nossas vidas, vai na máxima de que nem sempre o final é o que mais importa e, sim, a trajetória que nos leva ao The End.


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Não teve pra ninguém! A 69ª edição do Emmy Awards que premiou na noite de ontem os melhores da TV foi reinado pelas mulheres. Todas as principais categorias vencedoras tinham uma característica em comum: as historias eram sobre elas e as melhores atuações foram delas. Em tempos hipócritas e sombrios, tais vitórias são como uma luz para uma democrática discussão sobre o papel feminino na sociedade e porque tantos não entendem e não “querem” isso.

A safra de concorrentes foi uma das mais fortes dos últimos Emmy’s o que fez a banca de apostas explodir nos últimos dias. Big Little Lies, Handmaid’s Tale, VEEP e Black Mirror – San Junipero foram as grandes vitoriosas da noite nas principais categorias: melhor minissérie, série drama, série comédia e telefilme, respectivamente. E tendo o universo feminino como espinha dorsal de toda a narrativa.

biglittleliesO drama da HBO, Big Little Lies, baseado no livro homônimo de Liane Moriarty, foi a grande consagração da noite. A história sobre os dramas de mulheres de uma cidade envolvidas em um assassinato prendeu a atenção do público em seus sete episódios. Mas BLL era mais do que uma história de quem matou e quem morreu. A violência doméstica, o papel da mulher em uma sociedade machista, a forma de lidar com o sexo, filhos, casamento foram os temas que chamaram a atenção para essa história. Além do principal prêmio da noite, Big Little Lies ainda premiou Nicole Kidman como melhor atriz, Laura Dern, melhor atriz coadjuvante e Alexander Skarsgard, melhor ator coadjuvante.

handmaidestaleOutra obra aclamada pela crítica e pelo público, The Handmaid’s Tale, também baseada no livro de Margaret Atwood, também consagrou Elisabeth Moss como melhor atriz de série drama, Ann Dowd melhor atriz coadjuvante e Alexis Bledel melhor atriz convidada. A história de um mundo distópico onde as mulheres perdem seus valores na sociedade e se tornam meras procriadoras de outras famílias e, um país governado por leis oriundas de uma religião extremista fez o público pensar que talvez esse mundo não esteja tão distante, como um dia chegamos a imaginar.

veepA comédia VEEP já conhecida e queridinha do grande público. Julia Louis-Dreyfus já é veterana como vencedora de prêmios e dessa vez não foi diferente. E mesmo sendo uma comédia com um humor bem peculiar, VEEP consegue tratar de assuntos atuais e totalmente relevantes. São vários episódios que trazem uma mensagem sobre  tempo estranho que estamos vivendo e como a sociedade, cega, está lidando com diversos assuntos.

san-juniperoPara nós do Ameixa, a grande surpresa da noite foi a vitória de San Junipero, um episódio de Black Mirror que entrou na categoria telefilme por estar entre as normas da disputa. Sabemos que as histórias de Black Mirror são densas, pesadíssimas e sem muitas esperanças a cerca do futuro que nos espera. Porém, San Junipero foge dessa “regra” e nos apresenta uma história de amor, que a principio pode ser como outra qualquer, mas que, com a as novas tecnologias pode se estender ainda mais, pode-se também machucar muito mais.

Como se não bastasse tudo isso, ainda estavam no páreo atrizes consagradíssimas e que fazem valer cada minuto ganho em frente à TV para apreciarmos seus trabalhos. Estamos falando de Jessica Lange, Susan Sarandon, Viola Davis, Claire Foy, Evan Rachel Wood, Robin Wright, Carrie Coon, Felicity Hoffman, Reese Whiterspoon,  Judy Davis, Jackie Hoffman e Michelle Pfeiffer. Um conselho: assista as suas series, minisséries e filmes para a TV e não as provoque!


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Quando Narcos estreou e até o final da sua segunda temporada, todos os olhos estavam vidrados em Pablo Escobar (Wagner Moura). E não tinha como ser diferente. Afinal, um personagem tão rico e tão cheio de nuances dramáticas nos cativou imediatamente. E com o plus da interpretação, sem erros, de Wagner Moura, para o icônico senhor do Cartel de Medelín.

Pois bem, Pablo ao final da segunda temporada foi morto, como era de esperar. E a pergunta que ficou no ar foi: como Narcos será daqui adiante? Conseguirá mesmo sem essa figura tão midiática que foi e ainda é Escobar prender nossa atenção para a história que se irá contar?

Conseguiram! A terceira temporada de Narcos, que já está com todos os seus episódios disponíveis na Netflix, em termos de história e tensão é ricamente melhor que as duas primeiras e tem explicações plausíveis para isso. A nova temporada é mais pé no chão, mais realista que as duas primeiras. E a série só ganha com isso.

A figura de Pablo Escobar se mistura com o realismo fantástico colombiano e toda a sua megalomania em querer ser o mais temido, o mais rico e o mais sanguinário deixava Narcos mais com os dois pés no ficcional fantástico (ok, é uma série fictícia) do que qualquer outra proposta que o roteiro tivesse em mãos. Tinha muito de Tom & Jerry na história. Não culpa do roteiro. Culpa do seu personagem principal até então.

narcos2Sai  Medelín e entra Cali. Cali também não está para brincadeiras, mas tudo é mais pensado, mais silencioso, sem ruídos. O foco narrativo sai de uma pessoa e, a principio, para quatro, o chamado Cavalheiros de Cali: Os irmãos Gilberto (Damián Alcázar) e Miguel Rodriguez (Francisco Denis), Pacho Herrera ( Alberto Ammann) e Chepe (Pêpê Rapazote). Juntos com um propósito único e cada um desempenhando uma função Cali cresce aos olhos de todos.

A terceira temporada de Narcos se segura muito nos acordos políticos, sociais e econômicos entre o Cartel de Cali e o governo colombiano e americano. O que mostra que você pode até desmantelar uma estrutura narcotráfica, mas não se esqueça que outra já está sendo montada. Com isso em mente, Javier Peña (Pedro Pascal), é o narrador e figura central de toda a temporada. Pascal mostra que é um ótimo ator, porém, senti falta no roteiro de dar ainda mais destaque para o seu personagem. Em diversos momentos, Peña desaparece entre tantas outras figuras interessantes.

narcos3Não tenho dúvidas de que quem roubou a cena nessa terceira temporada de Narcos foi Jorge Salcedo (Matias Varela). O homem responsável por toda a segurança do Cartel de Cali trava uma luta pessoal para se desvincular do narcotráfico e episódio a cada episódio cabe a ele armar e desarmar praticamente todas as cenas de tensão da temporada. Sabemos qual será o seu fim, mas o trabalho espetacular de Matias Varela nos faz torcermos mais uma vez por um anti-herói, dessa vez na figura de Jorge Salcedo.

A terceira temporada abre e fecha com maestria a historia de Cali e já abre um rio de possibilidades para a próxima, melhor, as próximas temporadas. Peña já está ciente que não é eliminando o narcotraficante que se elimina por inteiro o narcotráfico. Essa caçada não tem fim. Outros Escobares, outros cavalheiros estão sempre aparecendo. É um sistema. E contra ele, até agora, não há um final.


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A franquia MasterchefBR é igual vicio a chocolate. Nunca enjoamos. Sendo assim, mal terminamos de lamber os pratos da 4ª edição dos amadores e, amanhã, 05 de setembro, começa a edição 2017 do MasterChefBR Profissionais. Dessa vez, 16 profissionais (8 homens e 8 mulheres) da gastronomia disputarão os prêmios e os nossos estômagos. Mesmo não participando das votações, nós aqui de fora elegemos sim os nossos preferidos.

A edição 2017 promete fortes emoções, além da disputa de egos tão mais elevados quando se trata de profissionais. Segundo a Band, uma das provas que irá agitar os competidores e as redes sócias será a de servir 250 convidados de um casamento. Considerada a prova mais difícil já feita em todas as edições.

Então estamos combinados: a partir da amanhã, às 22h30, estaremos todos ligados na Band para mais um MasterChefBR Profissionais. E que vença o melhor sabor!