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Finalmente estréia hoje em circuito nacional, Call Me By Your Name (Me Chame Pelo Seu Nome), do italiano Luca Guadagnino. O filme recebeu criticas positivas por todos os festivais que se apresentou e começou 2018 com indicações ao Globo de Ouro, Critics Choices e ao que tudo indica será lembrado também no Oscar desse ano.

Baseado no romance de André Aciman, Call Me By Your Name nos leva para o verão de 83 ao norte da Itália para contar a história de Elio (Timothée Chalamet), um adolescente de 17 anos, filho de um professor de cultura Greco-romana ( Michael Stuhlbarg) que sempre recebe em sua casa de verão estudantes do mundo todo. Em 83, os Perlman’s recebem Oliver (Armie Hammer), a personificação da beleza grega que atrai imediatamente todos os olhares da casa, principalmente a de Elio.

A direção de Guadagnino poderia seguir por dois caminhos e transformar Call Me By Your Name num filme melodramático e direcionado apenas ao público gay. Por sorte e também graças ao roteiro de James Ivory, o filme está longe de ser meramente classificado como apenas uma história homoafetiva. Call Me By Your Name é muito mais que isso.

Trata-se de um filme de descobertas da adolescência, mas sem rótulos, preconceitos ou medos. Até porque, Elio foi criado em uma família multicultural onde esses questionamentos não caberiam. Elio e Oliver se colocam como objetos de desejo um do outro assim que se conhecem. O ponto de partida é a admiração mutua entre eles. E a curiosidade em conhecer mais, em experimentar mais um do outro, um pelo outro, só aumenta no decorrer do bucólico mas colorido verão de 83.

Como na maioria dos filmes que retratam um relacionamento homoafetivo, em Call Me By Your Name a sexualidade não é a questão principal da discussão. Ela é sim um meio para falarmos sobre desejos, admiração e um encantamento extremamente erótico. E ela toca cada um de uma forma diferente, o que faz que o desenrolar dessa história possa parecer um pouco triste, mas que no fundo não é ou será.

Oliver, assim como qualquer estudante dedicado, estuda com delicadeza seu objeto de estudo, o aproxima do seu mundo, o guarda em memória com amor. Mas o deixa lá, no perfeitamente “intacto” e retoma sua história real. Já Elio, aprende com seu objeto de estudo e desejo que toda decisão inevitavelmente vem acompanhada de muito prazer e também de dor e, que as descobertas estão apenas começando.

Call Me By Your Name é um filme de sensibilidade honesta para falar de sentimentos. Não cai no senso comum e não apela para recursos dramáticos. É delicado com seus personagens e seus desejos revelados ou ocultos. É um olhar maduro sobre os ritos de passagem que todos nós estamos sujeitos em qualquer momento das nossas vidas. Basta estarmos abertos a isso.


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Uma das promessas de filmes de terror/suspense para o ano de 2018 é o filme Sobrenatural – A Última Chave. Com estreia para esta quinta-feira (18/01), este quarto capítulo da franquia Insidious mostra mais um episódio na vida da investigadora paranormal Elise Rainer (Lin Shaye). Passado dessa vez no ano de 2010, o filme conta sobre a volta de Elise para a casa em que morava quando criança para enfrentar seus primeiros demônios.

Sobrenatural é considerada uma das mais bem sucedidas franquias de suspense da década. E mesmo em seu quarto filme ainda se mostra com muito fôlego. O encontro de Elise com os demônios de sua infância, na casa em que foi criada, pode criar uma expectativa do fim da era Sobrenatural. Entretanto, o roteiro bem apresentado, envolvente e maduro vai contra o óbvio que todos os outros filmes trouxeram e traz sinais de que a história poderá continuar.

Um bom diferencial deste filme em relação aos anteriores é a agilidade da história. O filme é mais rápido. As cenas de sustos não são longas. É mérito do casamento de um bom roteiro (rápido e direto, exatamente como deve ser nos dias de hoje) e uma direção com cenas curtas e objetivas. Nada daquelas cenas que fazem o espectador pensar: mas por que não fizeram isto? Até porque o filme é de 2017 e se passa em 2010, ano do lançamento do primeiro filme da franquia. Como o acesso a filmes deste gênero é mais fácil hoje em dia, é preciso mostrar uma novidade. Ponto pra este filme.

Outro diferencial é a personagem Elise mais séria, ainda que ao lado dos propensos caçadores de fantasmas, digo, ajudantes da Elise, Tucker (Angus Sampson) e Specs (Leigh Whannell). Ficou somente para eles o tom de comédia deste suspense. O filme ganhou mais credibilidade por isto. Saiu daquele formato anterior de: temos um demônio, vamos chamar Elise e seus ajudantes desajeitados.

Para quem não viu nenhum dos filmes anteriores, não se preocupe. O filme é muito redondo. Em nenhum momento você ficará perdido na história. Para os fãs destes filmes, fiquem tranquilos, pois há referências aos filmes anteriores, só que de forma mais sutil. As cenas dos anteriores que aparecem são muito bem explicadas para o coleguinha que não assistiu às histórias anteriores.

Podem correr para os cinemas já que este filme já chegou honrando o gênero. E deixo a responsabilidade para vocês de concluírem se  terminará com A Última Chave.

 


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A pluralidade do Festival Planeta Brasil combina perfeitamente com uma das suas atrações. A cantora brasileira Iza e sua voz que passeia por diversos ritmos como o pop, R&B, standards do jazz e por aí vai prometem marcar presença no próximo dia 27 de janeiro, na esplanada do Mineirão.

Carioca, Iza pode ser definida como uma cantora pop com estética internacional, porém com conteúdo nacional. Ou seja, ela se inspira em artistas internacionais que fazem a cabeça da nova geração, mas consegue amarrar essas referências com a sua brasilidade. Afinal, ela construiu sua reputação artística subindo vídeos na internet, mais especificamente interpretando músicas de Sam Smith, Major Lazer, Adele, Demi Lovato, Prince…

Tudo começou quando Iza– publicitária formada, com experiências trabalhando com edição de vídeos e marketing – resolveu largar tudo e apostar na carreira de cantora. O vídeo em que mescla “Flawless” (Beyoncé) com “Rude Boy” (Rihanna), o primeiro da série, hoje soma quase 300 mil visualizações. No total, seu canal oficial no YouTube está batendo na casa de um milhão de views.

Depois disso veio o sucesso do singleQuem Sabe Sou Eu”, que fez parte da trilha sonora da novela “Rock Story”. A cantora é queridinha das trilhas sonoras, onde soltou a voz para a regravação do standard “Fly Me To The Moon” na série “Nada Será Como Antes” e recentemente “I Put A Spell On You”, na trilha da novela “Pega Pega”. O seu atual single de trabalho é “Pesadão” em parceria com, Marcelo Falcão. Com produção de Sérgio Santos, o single imprime a pluralidade musical de Iza, transitando entre o R&B, pop e batidas de reggae.

“Quando você é uma cantora pop, você é muito mais do que a sua música. É preciso se comunicar como um todo. Vai do discurso até como você se veste.” Iza diz isso com a maturidade de quem parece ter décadas de estrada. Com essa consciência, ela conseguiu construir uma sólida base de fãs e chamar a atenção de formadores de opinião. E sempre com total controle de seus passos. “No mercado pop, você é encarada como um produto. Para que não haja algum mal-entendido, você precisa dizer para o mercado quem você é”, finaliza.

7º Planeta Brasil

A experiência desta edição será ainda maior e melhor, com mais música, mais diversidade, mais arte. Em seu line-up nomes como, Phoenix, Soja, O Rappa (último show em Belo Horizonte), Vintage Culture, Anavitória, Gabriel, o Pensador (25 anos de carreira), além de encontros inéditos entre Criolo e Mano Brow; Gabriel Elias e Mariana Nolasco; Oriente e Iza; Maneva e Tati Portella. Serão cinco palcos (Norte, Sul, HowDeep Stage, Locals Only Stage, Palco Exclusivo Camarote Land Spirit), mais de 30 atrações nacionais e internacionais, 40 mil m², food market, lounges e espaço de arte. Para compra de ingressos estão disponíveis três setores: Pista, Pista Premium e Camarote Land Spirit Open Bar Premium. As vendas são pelo site www.sympla.com/planetabrasil.

Outras informações pelo www.instagram.com/festivalplanetabrasil.

Serviço:

7ª edição Festival Planeta Brasil – Belo Horizonte / MG;

Dia 27 de janeiro, Esplanada do Mineirão (Portão Sul);

5 palcos, +30 atrações nacionais e internacionais, 40 mil m², Food Market;

Ingressos a partir de R$120

www.sympla.com/planetabrasil