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Uma das promessas de filmes de terror/suspense para o ano de 2018 é o filme Sobrenatural – A Última Chave. Com estreia para esta quinta-feira (18/01), este quarto capítulo da franquia Insidious mostra mais um episódio na vida da investigadora paranormal Elise Rainer (Lin Shaye). Passado dessa vez no ano de 2010, o filme conta sobre a volta de Elise para a casa em que morava quando criança para enfrentar seus primeiros demônios.

Sobrenatural é considerada uma das mais bem sucedidas franquias de suspense da década. E mesmo em seu quarto filme ainda se mostra com muito fôlego. O encontro de Elise com os demônios de sua infância, na casa em que foi criada, pode criar uma expectativa do fim da era Sobrenatural. Entretanto, o roteiro bem apresentado, envolvente e maduro vai contra o óbvio que todos os outros filmes trouxeram e traz sinais de que a história poderá continuar.

Um bom diferencial deste filme em relação aos anteriores é a agilidade da história. O filme é mais rápido. As cenas de sustos não são longas. É mérito do casamento de um bom roteiro (rápido e direto, exatamente como deve ser nos dias de hoje) e uma direção com cenas curtas e objetivas. Nada daquelas cenas que fazem o espectador pensar: mas por que não fizeram isto? Até porque o filme é de 2017 e se passa em 2010, ano do lançamento do primeiro filme da franquia. Como o acesso a filmes deste gênero é mais fácil hoje em dia, é preciso mostrar uma novidade. Ponto pra este filme.

Outro diferencial é a personagem Elise mais séria, ainda que ao lado dos propensos caçadores de fantasmas, digo, ajudantes da Elise, Tucker (Angus Sampson) e Specs (Leigh Whannell). Ficou somente para eles o tom de comédia deste suspense. O filme ganhou mais credibilidade por isto. Saiu daquele formato anterior de: temos um demônio, vamos chamar Elise e seus ajudantes desajeitados.

Para quem não viu nenhum dos filmes anteriores, não se preocupe. O filme é muito redondo. Em nenhum momento você ficará perdido na história. Para os fãs destes filmes, fiquem tranquilos, pois há referências aos filmes anteriores, só que de forma mais sutil. As cenas dos anteriores que aparecem são muito bem explicadas para o coleguinha que não assistiu às histórias anteriores.

Podem correr para os cinemas já que este filme já chegou honrando o gênero. E deixo a responsabilidade para vocês de concluírem se  terminará com A Última Chave.

 


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O Destino de Uma Nação (Darkest Hour), mais novo filme de Joe Wright ( Anna Karenina; Orgulho e Preconceito), estréia hoje nos cinemas com o peso do Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Drama para Gary Oldman, conquistado no último domingo, que faz um Winston Churchill acima de qualquer suspeita.

E o filme é isso mesmo: Winston Churchill e seus primeiros meses como Primeiro-Ministro Britânico. O Destino de Uma Nação não se trata de uma biografia completa – nascimento até a morte – de Churchill, mas um recorte de um dos momentos mais importantes da história recente mundial, quando Churchill tem como primeira missão: aceitar um canhestro acordo de paz com Hitler ou se posicionar contra a avançada alemã pela Europa. Além de armar e coordenar a volta do exercito inglês que se encontra cercado pelas tropas Hitler em Durkink, França

Coincidentemente em 2017 estreou Durkink, de Christopher Nolan, que retrata esse mesmo instante histórico, porém da perspectiva das tropas britânicas. O Destino de Uma Nação concentra-se nos bastidores dessa operação e na figura mitológica de Winston Churchill que vai de persona non grata no Parlamento Britânico, inclusive até mesmo dentro seu partido, a principal, temido e admirado Primeiro-Ministro inglês e uma das figuras históricas mais lembradas.

A direção de Joe Wright é elegante. Planos, iluminação e fotografia estão em sintonia e soberbas  para retratarem o peso sóbrio que a política inglesa estava passando naquele momento. Porém peca na falta de ação, uma vez que por se basear em fatos verídicos sabemos como se deu o fim disso tudo. Então inevitavelmente os olhos se voltam para Gary Oldman e sua composição de Churchill.

Churchill, por ser uma figura tão curiosa, sempre roubou os holofotes para si. E por isso, e graças a série The Crown, fincou os pés na cultura pop contemporânea. Gary Oldman é um ator acima da média e usou de todos os artifícios dramáticos para entregar um Winston Churchill magistral. Merece todas as honras e todos os troféus que conseguir nessa trajetória de premiações.

Fica impossível em quase todos os filmes que retratam passagens históricas e personagens idens uma não romantização dos fatos. A realidade é muito mais cruel que se imagina e nem sempre, por mais que personagens e fatos sejam interessantes, a verdade nua e crua fica bem numa tela de cinema.

Dessa forma o roteiro de O Destino de Uma Nação não foge a regra e em alguns momentos há um exagero ao retratar as imperfeições de Churchill, mas nada que estrague o prazer de assistirmos a um ótimo trabalho de Gary Oldman, uma direção pomposa de Joe Wright em cima de um dos mais complexos e apaixonantes personagens da história: Winston Churchill.


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Estreia hoje nos cinemas de BH, o filme Corpo e Alma, da diretora húngara, Ildikó Enyedi. Na história, Maria (Alexandra Borbély) e Endre (Morcsányi Géza) são colegas de trabalho em um abatedouro. Ambos traçam características que os afastam da sociedade e descobrem em diversos diálogos que sonham as mesmas coisas durante o sono. A partir daí decidem tornar realidade os sonhos no mundo real.

A diretora Ildikó Enyedi busca por meio do roteiro de Corpo e Alma traçar um paralelo entre sonho e realidade para contar uma história de amor entre duas pessoas que possuem uma visível e incomoda falta de traquejo social. Endre, não quer mais viver um novo amor por acreditar que a solidão o protege das dores emocionais e físicas que um relacionamento pode trazer. Já Maria, nem admite tal possibilidade, uma vez que criou uma barreira entre ela e o restante do mundo.

Pois bem, usando a metáfora dos sonhos, ambos se encontram nele como animais e isso faz toda diferença. Uma vez assumindo a personalidade de um cervo e um veado, Maria e Endre estão isentos de se submeterem às normas sociais que somos obrigados a seguirmos para o convívio em sociedade. Sendo animais, o relacionamento é mais seco, áspero e direto.
Porém, quando decidem levarem para o plano real o relacionamento que possuem nos sonhos, as coisas não serão fáceis. Ambos precisam primeiro se inserir de alguma forma na sociedade, conviverem com suas dores passadas, aprenderem a comunicar, a falar, tocar, olhar e sentir os seus sentimentos e os dos outros.

A narrativa é extremamente lenta. Diversas tomadas silenciosas, principalmente no plano dos sonhos, o que pode causar um desconforto no público, pois tudo demora a acontecer. Se Corpo e Alma fosse uma oitava acima em agilidade seria uma obra completa. Um roteiro criativo que infelizmente se torna um sonífero e um entediante entretenimento.


TIRADENTES MG -  MOSTRA TIRADENTES  Cine Praça - Foto Leo LaraUniverso Produção

Evento abre a temporada audiovisual brasileira, em 19 de janeiro, com a pré-estreia de “Café com Canela”, que tem participação do artista no elenco, no Cine-Tenda; Mostra vai até 27 de janeiro, com programação gratuita

A busca pela legitimação na realidade aparece constantemente nos filmes brasileiros recentes e, em alguns casos, tornou-se elemento essencial para a feitura de diversas produções. Biografias, documentários de arquivo, referências à política e a acontecimentos de conhecimento público, reencenações e reconstituições, informações transmitidas pela imagem: por uma série de procedimentos, o cinema vem operando com elementos verídicos das mais distintas formas. Essa variedade de estilos e as consequências dessas escolhas na recepção crítica aos filmes é o que vai pautar a temática “Chamado Realista”, eixo central das discussões da 21a Mostra de Cinema de Tiradentes.

O primeiro grande evento do ano dedicado ao cinema brasileiro acontece na cidade histórica mineira entre os dias 19 e 27 de janeiro de 2018 e promete reunir centenas de espectadores, jornalistas, críticos, pesquisadores e professores para acompanhar a vasta programação de filmes, seminários, encontros e debates. Definido pela dupla de curadores Cleber Eduardo e Lila Foster, a temática pretende reverberar algumas conversas já iniciadas na edição 2017 da mostra. “O que estamos intitulando de ‘Chamado Realista’ é a presença de uma matriz ou de uma questão num filme em que, independente do estilo, utiliza informações e materiais da contemporaneidade, ou eventualmente da história brasileira, para sua realização”, destaca Cleber. “Isso pode acontecer numa ficção de gênero, como terror ou sci-fi, até em documentários históricos e observacionais, além de aparecer em filmes mais naturalistas, que buscam na realidade um certo subtexto de legitimação”.

Cleber tem percebido uma atenção cada vez maior, de parcela significativa dos espectadores, para que os filmes se conectem a elementos da realidade, em especial com as recentes crises políticas e sociais no Brasil e às crescentes discussões sobre representatividade e minorias. “Muitos olhares em torno dos filmes vêm se pautando pela justeza do que é visto em relação à realidade. Há uma cobrança de que as produções demonstrem vínculos com a vida e se comportem em reação às questões contemporâneas”.

Para Lila Foster, o Chamado Realista a ser tematizado na Mostra não guarda apenas características tradicionais do realismo mais reconhecido na história do cinema (com sua busca de um certo apagamento das mediações de linguagem e da representação de um olhar sobre algum aspecto da vida social), e sim o contrário. “O contemporâneo parece apontar para novas buscas estéticas de contato com o real, principalmente numa representação que traz na sua forma e estilo o desejo de uma dramaturgia – no caso da ficção, calcado no lastro da experiência de mulheres e homens”, diz a curadora. “O trabalho para chegar até essa experiência realista inclui muitas vezes métodos e perspectivas diretoriais que retiram o texto dos atores de suas vidas reais, uma combinação entre ficção e fatos da vida que se reflete no perfil naturalista de muita das atuações contemporâneas”.

No caso dos documentários, Lila destaca que “o lastro da experiência realista é muitas vezes alcançado pela observação insistente e atenta, um artifício que às vezes se vale de uma matização dos discursos prévios sobre o que se retrata, um silenciamento que somente engana, pois o gesto de ‘somente observar’ traz mais potência para a expressão do mundo social vivido”. Cleber completa: “procuramos focar e ampliar a discussão sobre as relações intercambiáveis entre cinema e vida, que em muitos filmes, peças, performances e exposições têm pressionado produtores e criadores a pensar suas estéticas a partir da vida social, de maneira menos ou mais direta, menos ou mais simbolizada”.

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Homenagem
Dialogando com a temática, a homenagem da 21a Mostra de Cinema de Tiradentes será ao ator Babu Santana. A força de sua presença e talento poderão ser conferidos já no filme de abertura, a produção baiana Café com Canela, da dupla Ary Rosa e Glenda Nicácio, a ser exibido na noite de 19 de janeiro. Babu interpreta o dentista de uma cidade do interior, num personagem bastante diferente daqueles que o tornaram conhecido a quem acompanha o cinema brasileiro nos últimos 15 anos.

A primeira aparição de Babu nas telas se deu no filme-fenômeno Cidade de Deus (2002), mas foi com Uma Onda no Ar (2002) e As Alegres Comadres (2003) que ele passou a chamar atenção. Diversos títulos se seguiram, como O Homem do Ano (2003), Quase Dois Irmãos (2004) e Estômago (2007), entre vários outros. Em 2014, Babu engordou 15kg para encarnar o cantor Tim Maia na cinebiografia homônima. “Babu foi um Tim empenhado em parecer Tim, visualmente e na performance, procurando o realismo de sua imagem, o acordo entre cinema e a vida motivadora do filme”, comenta o curador Cleber Eduardo.

A escolha por Babu Santana se deve especialmente pela trajetória singular do ator, nascido em dezembro de 1981 no Rio de Janeiro. Na maior parte dos filmes nos quais atuou, Babu fez personagens de vivências marginais ou policiais enfezados. “Quase toda sua filmografia lida com narrativas situadas em ambientes em atrito e de risco, com marcas de desigualdade social brasileira. Parte significativa de seus personagens é dura e de empenho realista”, afirma Lila Foster. Além de Café com Canela na abertura da Mostra, a homenagem inclui a exibição de outros dois longas-metragens durante a programação: Uma Onda no Ar, de Helvécio Ratton, e o inédito Bandeira de Retalhos, de Sérgio Ricardo, e ainda, uma mesa de debate com foco na trajetória pessoal e artística de Babu.

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

Acompanhe a 21ª Mostra de Cinema de Tiradentes e o programa Cinema Sem Fronteiras 2018.
Na Web: mostratiradentes.com.br No Twitter: @universoprod
No Facebook: universoproducao / mostratiradentes
No Instagram: @universoproducao
Informações pelo telefone: (31) 3282-2366


Gosto-Se-Discute-Divulgacao
O cinema brasileiro está em alta. Seja no nosso país, seja no exterior. A comédia nacional é uma das grandes responsáveis por atrair os brasileiros para o cinema na atualidade. É notória a mudança na comédia atual. Esta reciclada tem levantado a moral do gênero em todos os meios de comunicação.
Dia 09/11 estreia a comédia “Gosto Se Discute?”, com roteiro e direção de André Pellenz (Minha Mãe É Uma Peça), e, no elenco principal Kéfera Buchmann e Cássio Gabus Mendes. Paulo Miklos, Gabriel Godoy, Robson Nunes encabeçam o grande elenco.
A atriz e youtuber Kéfera (uma das principais youtubers que arrasta em suas aventuras milhões de fãs e admiradores) interpreta a personagem Cristina. A personagem tem a missão de gerir um restaurante juntamente com Augusto (Cássio Gabus) que está com seus dias contados como dono do empreendimento devido à pouca clientela.
O filme acerta ao misturar drama e um conteúdo de sequências e imagens de gastronomia. Palmas para a direção e edição do filme. Em contrapartida, o filme lida com um roteiro muito fraco. Previsível, o roteiro peca por apresentar uma comédia boba, imperceptível e com baixa intensidade. Somos salvos pelo drama.
Cássio Gabus é o grande destaque do filme. No entanto, a Kéfera se mostrou mais madura e preparada nesta obra em relação aos seus outros filmes. Motivo pelo qual ela alcança o título de destaque. As melhores partes da comédia ficaram a cargo dos atores coadjuvantes. Todos usaram perfeitamente o espaço que lhes foi dado. Dali saem os melhores momentos cômicos.
Então, não deixem de conferir nos cinemas o filme “Gosto se Discute?” Vale a pena. E como a Kéfera nos disse: vamos valorizar o cinema brasileiro.
Kéfera bateu um papo conosco. Falou de um assunto que devemos discutir.