St Paticks Day

Pra quem já foi à Irlanda, descrever o país é algo meio impossível. E é mais impossível ainda quando você já esteve em Dublin em pleno dia de St. Patrick’s, uma verdadeira experiência antropológica que merece repetição. Imagine o nosso 7 de setembro, só que sem a seriedade e com muita bebida envolvida. O dia de São Patrício, 17 de março, é o grande feriado da Irlanda, mas só de estar em Dublin nesse dia você já entende a magnitude de todo o contexto.

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Se você ainda não foi à Irlanda, vá. O país é inesquecível. E se você já está de viagem marcada, aí vão cinco dicas do que fazer por lá, seja no dia de St. Patrick ou não. Mesmo porque a Irlanda é festa e cerveja praticamente o ano todo.

Veja “PS: Eu te Amo”: Antes de sair, no vôo ou até quando já tiver chegado à Irlanda, trate de ver esse filme, se ainda não viu. Ele vai te inspirar muito em lugares que você pode conhecer no país, e a melhor parte é que todos os cenários existem de verdade – inclusive o bar que Hillary Swank frequenta durante a história.

Beba Guinness: Quem vai à Irlanda é praticamente obrigado a beber a cerveja local mais famosa do mundo. Mas isso também não te impede de degustar o whisky Jameson ou o licor Bailey’s, que é uma delícia e parece Sonho de Valsa com álcool. Se misturar tudo, tem um Irish Car Bomb – mas lembre-se de não pedir esse drink nos bares, já que o nome é um pouco “ofensivo” aos irlandeses.

Visite os Cliffs of Moher: As pedras gigantescas à beira-mar, o forte em forma de castelinho e a viagem de oito horas para ir e voltar do Cliffs of Moher valem muito a pena, e não deve custar mais de 100 euros pela Paddywagon, uma empresa de tours irlandesa. O cenário é lindo e pelo caminho a gente visita vários vilarejos e construções seculares. Tente não se emocionar com o “cemitério de crianças”, que fica próximo a um pequeno vilarejo, no meio do nada.

Vá ao The Temple Bar: Você já sabe que Irlanda é terra de Guinness, mas nem por isso é necessário ficar só nela. Vá à rua do Temple Bar, onde está localizada a grande maioria dos pubs de Dublin, e experimente um drink do verdadeiro absinto ou uma garrafa de Desperados: cerveja + tequila + cachaça. Recomendo o bar The Porter House, principalmente no dia do irlandês tocando violão (acho que é às quintas) e Czech Inn, para o absinto.

Guarde moedas: Essa é uma dica importante, principalmente se você estiver chegando à Irlanda: nos ônibus urbanos o motorista jamais terá troco, e só aceitam moedas. Então a dica é: chegou no aeroporto, coma alguma coisa e peça encarecidamente para o vendedor que lhe dê o troco em moedas. Nunca se esqueça de tê-las sempre na bolsa

Cliffs of Moher

Por último, mas não menos importante: leve máquina fotográfica de boa resolução, porque você não vai querer perder nenhum pixel de lembrança dessa viagem inesquecível. Se animar ir mesmo à Irlanda, pode me chamar. A última vez que estive lá foi em março de 2011 e não dá para descrever o tantão de saudade que sinto daquele lugar! Ah, e se for sair hoje (17 de março), aqui ou em Dublin, use verde! E feliz dia de St. Patrick a todos!

Laís Menini é comunicóloga, “cervejóloga” e divide seu tempo livre entre o trabalho e as 43 séries que assiste. É criadora do Sérieterapia, onde compartilha seus desabafos sobre séries, livros, filmes e trilhas sonoras.


vinho“Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno. Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno, o paraíso deve estar vazio”. Omar Khayan (Poeta, matemático e astrônomo Iraniano – 1130)

Olá Pessoal! Tudo bem? Vocês andam apreciando a bebida-motivo dos nossos papos? Quero saber das experiências, as preferências. Contem-me tudo! Como prometi, hoje vamos falar de degustação, como apreciar cada gole do vinho. E claro, teremos no final, nossa dica (hoje com receita de um prato simples e delicioso). Para falarmos de degustação, Manoel Beato diz que é necessário saber um pouco sobre as famílias do vinho, que vão além dos brancos e tintos. Dentro dessas duas categorias há vários estilos, cada qual com sua identidade.

Vinho Branco vivo, seco, leve: são vinhos refrescantes, graças a sua acidez e delicadeza.
Vinho Branco aromático ou floral, seco ou meio doce: vinhos com buquê floral e frutado, boa acidez e final persistente.
Vinho branco, seco, porém perfumado: marcadamente seco, com acidez viva. Sua casta mais difundida é a Sauvignon Blanc.

Ah! Um momento. Vamos lembrar o que significa casta: na enologia, são os aromas transmitidos ao vinho pelas uvas que lhe deram origem e é possível identificar as castas com que foram produzidos através da degustação. Agora sim podemos prosseguir:

Vinho Rosado: há bons vinhos rosados em todo o mundo.
Vinho espumante: um ótimo espumante é vivo, firme e gracioso, podendo ser mais ou menos complexo.
Vinho tinto leve, pouco tânico: são vinhos para serem tomados bem jovens.
Vinhos tintos encorpados e concentrados: são vinhos robustos como os grandes tintos franceses.
Vinho doce, suave ou espumante meio doce: suntuosos e opulentos, são vinhos de colheita tardia, às vezes, atingidos pela chamada “podridão nobre” – fungos “nobres” que atacam a uva.
Vinhos fortificados, secos e meio doces: vinhos muito secos. Com muito buquê e fortificados são grandes aperitivos.
Vinhos fortificados, doces: vinhos licorosos, tintos ou brancos, com graduação alcoólica mais elevada.
Bom, enfim, chegamos ao assunto de hoje: a degustação. Vamos aprender as percepções gustativas da língua:
Salgado – na parte lateral da língua.
Doce – na ponta da língua.
Ácido – nas bordas superiores da língua.
Amargo – na parte posterior da língua.

vinho2“O gole é o gol, mas quão saborosas podem ser as jogadas que o antecedem” – Manoel Beato.

Degustar para o prazer é usufruir de cada fase da degustação. Podemos nos deliciar com o olhar, depois com o olfato e finalmente beber o vinho. Como disse o enólogo francês Ribéreau Gayon, degustar é provar com atenção, analisando vários aspectos da bebida. A cor do vinho tem de ser límpida e com brilho, livre de sedimentos ou substâncias que possam turvar o vinho. Os reflexos acastanhados são sinais de envelhecimento para o tinto.

COR = limpidez, tonalidade, reflexos, densidade, brilho.
Quanto mais envelhecido o vinho tinto, sua cor será marrom, atijolado, alaranjado, acastanhado.
Quanto mais jovem o vinho tinto, sua cor será rubi, framboesa, púrpura.
Quanto mais envelhecido o vinho branco, sua cor será âmbar, amarelo-ouro, amarelo-verde
Quanto mais jovem o vinho branco, sua cor será amarelo-palha, amarelo-pálido.

vinhos“No que se refere a vinho, sempre recomendo que se joguem fora tabelas de safras e manuais investindo num saca-rolhas. Vinho se conhece mesmo é bebendo!” Alexis Lichine

Passos da degustação, segundo Manoel Baeto:

1- Nariz: após sentir os primeiros aromas do vinho com o copo estático, fazem-se movimentos de rotação para que entre ar e, assim, os cheiros se ressaltem e o vinho se “abra” ao olfato. Para que os aromas se desprendam do copo, a temperatura de serviço é muito importante: se o vinho estiver muito frio, eles não são percebidos; se estiver muito quente, eles se dispersarão rapidamente.
2 – Na boca: após avaliar a cor e os aromas do vinho, parte-se para a análise gustativa: coloca-se na boca, aspiras-se levemente o ar e movimenta-se o vinho, fazendo com que ele atinja toda a boca. Nesse momento, percebe-se tanto os sabores básicos da língua, quanto o gosto retronasal (que é a percepção olfativa indireta sentida através da boca e que demonstra esse intercâmbio).

Agora que vocês estão prontos para degustar um vinho, quero que me contem as suas experiências. O que sentiram durante, quais os sabores, aromas e o que este exame lhe proporcionou. Quero saber!

dica

E como não poderia faltar, nossa dica de hoje é um vinho chileno, muito saboroso: ele é jovem, pouco leve, bastante expressivo no olfato, no paladar um frutado recheado de taninos e frescor divino – De Martino Reserva 347 Vineyards Syrah.

WineCard-300“Cozinho com vinho. Às vezes até o uso na receita”. W.C. Fields

Nossa receita de hoje é Risoto de Alho Poró!

INGREDIENTES
500g de arroz arbóreo (arroz próprio para risoto)
200g Alho Poró picadinho
100g de queijo parmesão ralado
2 colheres de manteiga (bem cheias)
½ litro de vinho branco seco
2 tabletes de caldo de legumes ou de carne diluídos em 1litro de água
Sal a gosto
Cheiro verde a gosto.

MODO DE PREPARO
Em uma panela, coloque a manteiga e o arroz arbóreo. Em seguida, acrescente o vinho e deixe que o vinho evapore mexendo sempre para não grudar no fundo da panela. Feito isso, acrescente o caldo de legumes aos poucos – lembrando que o caldo já deverá estar bem quente. Acrescente o caldo até que o arroz esteja bem cozido. Para finalizar, coloque o alho poró e acerte o sal – cuidado com o sal, porque o queijo já vem salgado. Feito isso, acrescente o queijo parmesão, decore com cheiro verde a gosto e sirva ainda bem quente.

Bon Appétit!

No próximo bate-papo, vamos falar da harmonização do vinho com a comida! Sallut!!

Ana Flávia é Relações Públicas, curte moda e cinema, tem um relacionamento sério com o Vinho e um pezinho no marketing e outro na cozinha.


A semana passou e quem não viu o monte de posts sobre a posse do pastor Marco Feliciano não deve ter facebook (ou twitter ou televisão). O deputado foi eleito presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e houve uma enchente de reclamações na rede social. Entre as mensagens que vi, a do meu amigo Samir Duarte me chamou atenção:

“24h por dia o que temos na timeline são os absurdos do Pastor Marco Feliciano. Não é possível que não tenha como fazer algo mais impactante do que só ficarmos postando as barbaridades dele nas redes sociais.”

postvinnie

Eu compartilho da opinião dele e foi ao lê-la que lembrei do filme Milk. Lançado em 2008 e ganhador do Oscar, o longa relata a vida de Harvey Milk, um ativista a favor dos direitos dos homossexuais na década de 1970, nos EUA. Se Milk vivesse hoje, tenho certeza que ele teria uma página no facebook com milhões de seguidores, mas acho que ele a teria apenas como mais uma das ferramentas para lutar por seus ideais e objetivos, não seria a única. O filme me faz crer que há sim maneiras de fazer algo mais impactante, mas que, em sua maioria, requerem sair da zona de conforto. É preciso levantar e legitimar o seu desejo de outra forma que compartilhando informações em redes sociais. E Milk é uma prova de que é possível fazer isso, sem facebook.

Ainda não assistiu à Milk? Clique aqui e baixe por torrent.

Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.


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É isso! Para participar do processo de seleção e saber mais informações, é só nos escrever: contato@ameixajaponesa.com.br com o título “Vagas Colaboradores”, enviando também o seu currículo e contando para a gente “Por que você quer escrever para o Ameixa Japonesa”. Estamos ansiosas para descobrir novos talentos na área de comunicação.


Acho que listas de filmes são boas por dois motivos: para te guiar e para você discordar. Baseado nessa premissa, postarei mensalmente listas dos mais diversos temas de filmes, como os melhores para chorar, para assistir a dois, aqueles que a gente diz para todo mundo que a fotografia é linda, mas na verdade só assiste por causa do ator/atriz e por aí vai.

A primeira lista é de filmes sobre casamento. Por isso, não vai faltar arroz, lenço, festas e muito drama. Afinal casamento de filme que é casamento de filme tem que ter choro, um barraco ou até mesmo um funeral.

 

1) Quatro casamentos e um funeral (1993) | Clássico britânico

Hugh Grant está novinho neste filme e interpreta um solteirão convicto que, junto com sua turma, vai a diversos casamentos. Ele se apaixona por uma mulher americana e vê sua vida mudar por causa deste sentimento. Em meio a tudo isso, muita confusão com o ácido humor britânico.

 

2) O casamento de Rachel (2008) | Drama

Voltar a uma realidade que te faça se sentir rejeitada por seus vícios é muito complicado. Ainda mais quando você está voltando de um período de reabilitação para o casamento de sua irmã. Essa é a história de Kym, vivida pela recém ganhadora do Oscar, Anne Hathaway.

 

3) Missão Madrinha de Casamento (2011) | Para rir

Dar gargalhadas em filmes vem ficando cada vez mais raro, não acha? O que sempre ajuda é ter ex-atores de Saturday Night Live no elenco como Kristen Wiig. Ela protagoniza o besteirol que é bem honesto no que se propõe: te fazer rir.

 

4) Casamento de meu melhor amigo (1997) | Clássico americano

O “Casamento de meu melhor amigo” tem todos os ingredientes de uma comédia romântica, porém o principal deles está ao contrário: o casal não se odeia no início e se apaixona no final, como de costume. Será essa a grande sacada do filme?

 

5) Sex and the City (2008) | Pena que fizeram o segundo

Nova Iorque não foi mais a mesma depois de Sex and the City. As desventuras de Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda foram para telonas quatro anos depois do fim da série para contar a história do casamento de Carrie e Big com muito glamour, sofrimento e histórias paralelas. Mesmo previsível, o filme levou mais um gostinho do finado seriado aos fãs de todo o mundo.

 

Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.