Em nossa última conversa, deixei um dever de casa: descobrir a uva preferida de vocês. Descobriram? Sim? Oba, então quero saber! Compartilhem comigo! Quem ainda não descobriu, pode continuar degustando até apurarem o paladar… nas próximas semanas daremos dicas de degustação.

Finalizei nosso bate-papo passado, prometendo explicar um pouco da conservação do vinho e desmitificar lendas sobre champanhes, espumantes e afins.

Então vamos lá!

ana salles

Sempre que entrarem em um estabelecimento para comprar vinhos, observem algumas características básicas que o lugar deve apresentar:

A primeira é o cuidado com os vinhos e a segunda é o atendimento. Eles devem ter profissionais com conhecimento satisfatório para auxiliar os clientes em suas escolhas.

A terceira e última característica é a boa variedade da carta de vinhos com qualidade e preços adequados ao tipo de vinho.

 Ah, é importante que você possua, em casa, o mesmo cuidado que a loja tem ao armazenar os vinhos, observando o seguinte:

- Posição das garrafas: elas devem estar sempre na horizontal, para evitar o ressecamento das rolhas. Essa posição possibilita a entrada de oxigênio e, consequentemente, oxidação do vinho.

- Incidência de luz: quanto mais escuro o ambiente, melhor.  A luz excessiva causa degradação na cor e no sabor.

- Vibrações: evite-as, pois elas desestabilizam o vinho.

- Climatização – são três:

  • Ventilação: é necessária a renovação de ar no ambiente para a prevenção contra bolores e cheiros desagradáveis.
  • Umidade: a ideal é próxima a 70%.
  • Temperatura: quanto maior, mais acelerado é o envelhecimento do vinho. O melhor é mantê-los numa temperatura constante de aproximadamente 15ºC.

- Organização: colocar os vinhos por região, tipo e estilo, usando etiquetas. Essas ações facilitam a manutenção, consumo e reposição do estoque.

vinho e livrosExiste mais filosofia em uma garrafa de vinho do que em todos os livros.” (Pasteur)

Ah! Descobri através do autor, Manuel Beato, que a famosa máxima, “quanto mais velho o vinho, melhor”, é um erro. Segundo ele, como organismo vivo, o vinho tem um ciclo de existência – o chamado “vinho de guarda” é aquele que evolui com o tempo, atingindo a maturidade, para em seguida, entrar em um período de decadência até chegar à morte. Esse período varia de vinho para vinho, de garrafa para garrafa.

Hoje, grande parte dos vinhos é para consumo rápido, não sendo necessário guardá-los. Podemos concluir, então, contrariando o mito, que quanto mais jovem, melhor o vinho.

champagne“Champagne é o único vinho que dá brilho aos olhos sem ruborizar a face.”  (Madame de Parabère)

Quando se trata de datas e ocasiões especiais, vem logo à cabeça: champanhe (ou em francês champagne)! Não há nada mais requintado que a bebida descrita por Dom Pérignon na frase: “parece que estou bebendo estrelas”. (em um próximo papo conto a história dele).

Pois bem, leitores! Serei breve e objetiva: primeiro é preciso saber a diferença entre champanhe e espumante.

Espumantes

Apesar de estar sempre conotada à França e à região de Champagne, os espumantes vêm ganhando expressão em várias regiões do nosso país, e surpreendem pela sua elevada qualidade. Um vinho espumante de qualidade pode substituir os tradicionais aperitivos e acompanhar uma belíssima refeição.

Champanhes

É uma denominação de origem imposta pela União Europeia, ou seja, só os vinhos produzidos na região de Champagne (na França) podem ter esse nome. A região de Champagne é caracterizada por um equilíbrio climatérico que confere ao vinho da região uma peculiar aptidão para ser base de vinhos espumantes. As baixas temperaturas do outono e o gélido inverno da região contribuem para um amadurecimento lento dos frutos, conferindo a eles elevada acidez – importante para o processo lento de envelhecimento do vinho mais sensual do mundo. As uvas utilizadas em Champagne são exclusivamente das castas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay.

E falando em champanhe, tem um poema popular francês que acho bem divertido, compartilho com vocês!

 champagnes

“Priere du Bordelais”

Prece do Bordalês

Mon Dieu…

(Meu Deus…)

Donnez moi la santé pour longtemps

(Dê-me a saúde por muito tempo)
De l’amour de temps en temps

(Amor de vez em quando)
Du boulot, pas trop souvent

(Trabalho, não muito assíduo)

Mais du Bordeaux tout les temps

(Mas Bordeaux todo o tempo)

 

Colinha “antivergonha”: asti, prosecco ou champagne?

Champagne: denominação de origem imposta pela Comunidade Européia. Só os espumantes dessa região da França (que produz anualmente cerca de 200 milhões de garrafas) podem ter essa denominação.

Espumante: nome “genérico”, utilizado para todo vinho espumante fermentado duas vezes.

Asti: denominação de origem imposta pela Comunidade Européia. Só os espumantes dessa região da Itália têm esse nome. Normalmente têm baixo teor alcoólico e são mais doces.

Prosecco: é um tipo de uva semiaromática, normalmente utilizada nos espumantes Asti. O prosecco pode ser feito em qualquer lugar, afinal, esse é o nome da uva.

Cava: denominação de origem imposta pela Comunidade Européia. Só os espumantes da região espanhola da Catalunha.

O que de melhor você encontra nas prateleiras: Moët & Chandon Brut Imperial, Cuvée Dom Pérignon, Taittinger, Pol Roger, Salon, Cuvée Lanson, Gosset, Piper-Heidsieck, Krug, Duval Leroy, Ruinart, Bollinger, Veuve Clicquot Ponsardin, La Grande Dame.

Entre os produtos nacionais, destacam-se: Chandon, Dal Pizzoll, Salton, Cave Geisse, Miolo, Casa Valduga e De Greville.

vinhoAh, não poderia deixar de dar uma dica de um vinho. No carnaval degustei o El Sueno, um vinho bom, com preço interessante e leve como a noite deve ser!

Então, até o próximo post, pessoal!

Salut!

Ana Flávia é Relações Públicas, curte moda e cinema, tem um relacionamento sério com o Vinho e um pezinho no marketing e outro na cozinha.


As semanas que precedem a premiação do Oscar servem como uma verdadeira corrida para as pessoas apaixonadas pelo cinema. Digo isso porque instaura-se obrigação tácita de assistir a todos os filmes que concorrem à estatueta.

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Acontece que só na categoria de melhor filme são nove. Contando todos, a soma chega a cerca de 45 filmes a serem assistidos. Muitos filmes, pouco tempo e exibição tardia nas salas brasileiras prejudica a quem quer assistir a maioria dos longas.

Mas por que essa ânsia para assistir a maioria dos filmes? Eu acho que o Oscar é como se fosse um jogo de futebol dos amantes da sétima arte. E como só acontece uma vez por ano e os times só aparecem para o campeonato meses antes da final, há menos tempo para decorar os nomes dos jogadores, conhecer as contratações e o que acontece nos bastidores dos clubes.

Dica off-Oscar: O brutal “De coração aberto:, com Juliette Binoche.

E, principalmente, sem conhecer os times não tem como torcer, opinar ou criticar. Acho que é por isso que existe essa corrida para assistir aos filmes do Oscar. Infelizmente não cheguei até o final da jornada e assisti apenas a alguns: Argo, Les Miserables, Anna Karenina, DJango, Lincoln, The Impossible, Moonrise Kingdom, No e Skyfall.

Indico todos esses filmes, mas agora prefiro terminar o texto indicando um que não vi mas foi muito elogiado por todos que conversei e que leva o nome de um sentimento conhecido por qualquer torcedor: “Amour”.

Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.


“Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.” Essa célebre frase inicia o livro Anna Kariênina, de Liev Tolstói, um dos clássicos da literatura mundial. Prova disso é a quantidade de adaptações que o livro já ganhou para os cinemas: cinco. E a mais recente chega ao cinemas do Brasil neste mês.

A história de Anna Kariênina – a forma Anna Karenina também pode ser vista de acordo com a tradução – relata a vida da personagem quando vive relação extraconjugal em uma Rússia Czarista rica, aristocrata e bela, assim como Anna.

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Mas, as 800 páginas da última versão traduzida para o português, pela editora Cosac & Naify, nunca poderiam ser descritas em apenas uma frase. A narrativa do escritor russo vai além e trata de temas como propriedades de terra, relações com os trabalhadores, educação, casamento e teorias de Spencer, Laslle, Darwin e Schopenhauer sempre encabeçadas por Liévin. Contudo é a história de Anna que ganha destaque, em parte, pela coragem da vaidosa heroína em colocar a felicidade à frente de obrigações sociais.

 O livro é incrível. Os leitores pacientes se depararão com uma forma de escrita que te faz adentrar não somente na relações, mas perceber as nuances dos personagens por meio de simples gestos visuais, como um olhar.

 Para dar conta de toda essa complexidade, o diretor Joe Wright chamou nomes conhecidos do cinema. Veja abaixo a lista dos atores que interpretam os personagens principais.

personagens-Anna-Karenina

And the Oscar goes to…

 Como todo bom filme de época, o figurino é parte fundamental pois ajuda a dar credibilidade às cenas e transportar o espectador para outro tempo. Em Anna Keriênina, a responsável pelo figurino foi Jacqueline Durran que caprichou e já teve seu trabalho reconhecido quando o filme foi indicado ao Oscar 2013 pelo figurino. Além do talento da designer, com certeza os 2 milhões em joias da joalheria Channel também ajudaram.

 O figurino foi tão bem aceito que ganhou até uma exposição só para ele. Quem estiver em Londres, pode conferir a mostra do figurino do filme até o dia 04 de abril.

anna karenina - exposição

 

Críticas

 Apesar de já ter estreado em Londres e Nova Iorque em 2012, a adaptação chega à maioria dos cinemas do mundo neste mês e já levanta diferentes opiniões entre os críticos. Alguns deles, como o jornalista Ben Heineman, é assertivo em sua crítica “Read the book, skip the movie” (Leia o livro, pule o filme, em tradução livre) assim como o artigo do site português Publico que afirma que os russos ficaram irritados com a versão do filme.  No site Gazeta Russa você poderá ver boas críticas ao filme e também conhecer um pouca da histórias das versões para o cinema que já foram feitas do livro.

 Para nós, resta esperar até o dia 15 de fevereiro, data que o filme estreia no Brasil e para tirar as próprias conclusões.  Mas desde já, como leitor recente da obra, posso afirmar que é impossível recriar todas sutilezas narradas no livro, mas a essência é, ao contrário, passível dessa recriação.

 

“Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.”


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E começou hoje o grande circo do NY Fashion Week! Muito trabalho no backstage para que o show da moda saia perfeito.

É muito divertido, porque as pessoas chegam no Lincoln Center com os mais diferentes outfits, todos querendo o seu minuto de fama. Às vezes engraçados, outras elegantes, outros hilários, alguns deselegantes. Cabelos de todas as cores e acessórios marcantes. Vale tudo nesse show. É bom enfatizar que poucos fazem muito dinheiro no evento – a maioria trabalha como voluntários, como eu, com os mais diferentes objetivos. Alguns querem melhorar seu currículo, outros fazer contatos, aprender, mostrar sua performance e quem sabe ganhar um emprego. E por aí vai… Mesmo as modelos, algumas trabalham em troca de uma peça de roupa e para estar presentes nas passarelas, pois, desta oportunidade, outras poderão acontecer.

Mas enfim, estar no backstage de maravilhosos desfiles é sempre bom, principalmente quando o designer é um ícone, como por exemplo, Oscar De La Renta, meu preferido.

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NY FASHION WEEK 2013

 

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Andrea Fraguas, colaboradora do Ameixa, é consultora de imagem e está numa temporada nova iorquina.