Rede Sola de Dança, projeto que surgiu aqui em Belo Horizonte, lançou um projeto de financiamento coletivo para realizar sua primeira iniciativa – a Mostra Sola de Dança.
Eles se uniram com o objetivo de movimentar o mercado para danças de solo, de todas as modalidades. O núcleo gestor é formado pelos bailarinos: Priscila Patta; Italo Augusto; Lucas Medeiros; Duna Dias; Nicolle Vieira. A rede em si, atualmente, já possui mais de 25 pessoas colaboradoras e interessadas em fazer parte.
Ao conseguirem sucesso no financiamento coletivo, a Mostra Sola de Dança acontece em maio no Teatro Espanca, Belo Horizonte, e terá uma programação com espetáculos, workshop e festa.
Assista o vídeo da campanha!

Essa será a primeira iniciativa da RSD, mas eles já estão com mais planos. Querem realizar a Mostra Feminina de Dança em São Paulo; em junho de 2016 farão a 1ª Mostra de Vídeo-Dança – que inclusive está com convocatória aberta para receber trabalhos.  E no segundo semestre, pretendem iniciar ações constantes na cidade, com sessões de performances em formatos mais flexíveis, entre outros.
Suas propostas são também motivos para apoiar a campanha de crowdfunding:

1. Existem vários bailarinos e bailarinas que desenvolvem projetos de dança solo, mas o mercado não cresceu na mesma proporção. A proposta da RSD é apoiar esses artistas para que seus trabalhos possam existir, de forma profissional.

2. Enquanto um membro da rede dança, o outro produz, o outro faz a luz, o outro faz a cenografia, você assiste, e assim por diante. O que eles querem é promover uma união de saberes.

3. Dança solo pode ser contemporânea, flamenca, dança do ventre, dança popular, dança aérea, hip hop e muito mais. A ideia da RSD é unir esses estilos e artistas através de intercâmbios e trocas constantes. Sozinhos, porém muito bem acompanhados. E o público está convidado a fazer parte seja na plateia, seja nas discussões ou nas aulas. Sendo um colaborador ativo, que participa e constrói junto.

4. Qual é o lugar da dança? Eles entendem que são todos. Sejam as ruas, bares, cafés, teatros, onde for. O objetivo é atenuar essas fronteiras espaciais.

5. Eles vão incentivar o diálogo! O objetivo é unir jeitos diferentes de fazer dança.

6. A RSD vai incentivar o público a dançar, promovendo encontros pela cidade. Oferecer diversas formas de se fazer e apreciar a dança é o que se pretende. Eles querem promover a dança como um lugar de celebração, de construção de saberes, de estudos científicos e autorais, de formação cidadã, de encontro com o próprio corpo e com as pessoas.

Campanha de financiamento coletivo para a I Mostra Sola de Dança, na plataforma variavel5.com.br/projetos/mostrasola/ 

Até domingo, dia 06.05, acontece no Teatro Klauss Viana o VIVADANÇA. O festival é dedicado às linguagens da dança e seus caminhos, refletindo as inquietações artísticas e os meios de produção, diálogo e difusão que envolvem o segmento.

Dia 4 de maio, sexta-feira, 21h:

POR UM FIO – Mimulus Cia de Dança – Minas Gerais

Transpõe os bordados, escritos e amontoados de Arthur Bispo do Rosário para o emaranhado de braços e corpos que tecem a coreografia. Fios elétricos e filamentos das lâmpadas incandescentes servem de matéria-prima para a composição da obra. O grupo, dirigido pelo professor Jomar Mesquita, busca referências sobre as danças de salão, tendo o swing, rock, fox, tango, bolero, salsa, samba e chorinho como ponto de partida.

Dia 5 de maio, sábado, 21h:

AROEIRA- COM QUANTOS NÓS SE FAZ UMA ÁRVORE – Núcleo Viladança – Bahia

A ideia é estimular a plateia e convidá-la a rearrumar o espetáculo mentalmente, utilizando, inclusive, suas próprias lembranças. Concebida pela diretora, coreógrafa e professora Cristina Castro, com trilha original composta por Milton Nascimento, a montagem provoca  um mergulho num universo poético formado por imagens, luzes, cores, sombra, movimentos e sons, acionando a memória afetiva e sensações do público.

Dia 6 de maio, domingo, 17h:

DA PONTA DA LÍNGUA À PONTA DO PÉ – Núcleo Viladança – Bahia

O espetáculo, criado em 2004, já foi visto por mais de 40 mil pessoas e ganhou o reconhecimento da UNESCO. Integra um programa de formação artística para incentivar a apreciação e a educação para as artes entre crianças e adolescentes. Com direção e coreografia de Cristina Castro, os bailarinos cantam e interpretam, para contar a história de um garoto que gosta de rap e skate, mas, ao se apaixonar por uma estudante de balé, mergulha no universo da dança.

 

Ingresso: R$ 10,00 | Classificação etária: livre

*A meia entrada é vendida somente com a apresentação da carteirinha e/ou documentos de identificação no ato da compra

Via OiFuturo


A série de cartazes hoje ilustra as mais famosas cenas de dança dos filmes, em um passo a passo que dá até pra praticar em casa. Criada por Niege Alves, se chama “Dancing Plague of 1518“, por conta da popularização da dança no século 16 na França.

Claro que a cena do Pulp Fiction continua sendo a favorita!


Para quem está ou vai para Ouro Preto, hoje e amanhã acontece lá o novo espetáculo de dança contemporânea 6 Instantes de Solidão, com a bailarina Jacqueline Gimenes. Baseada nas suítes para Violoncelo de Johann Sebastian Bach, tem concepção coreográfica assinada por Rodrigo Pederneiras. Já a concepção preliminar propõe uma audição onde violoncelo e bailarina se intercambiam entre as sonoridades propostas pelo autor barroco.

Às 19h30, no Teatro Municipal de Ouro Preto – Casa da Ópera.

Aqui em BH, o espetáculo estará em cartaz agora em junho nos dias 23 (19h30), 26 (20h) e 27  (19h30), no teatro da Escola do Grupo Corpo. Depois, vai para o Rio, entre os dias 29 de julho à 1 de agosto, no teatro Poeira. O bacana é que após cada apresentação vai rolar um bate-papo com a bailarina Jacqueline Gimenes e com o violoncelista Antônio Viola sobre o processo de criação artísitca e interpretação.

Sobre a bailarina Jacqueline Gimenes

Após ter-se destacado na carreira de bailarina desenvolvida junto ao Grupo Corpo, Jacqueline Gimenes experimentou outras possibilidades criativas em parceria com inúmeros diretores em espetáculos de dança contemporânea e no teatro-dança.

Surpreendeu público e crítica em sua atuação junto aos coreógrafos Adriana Banana e Fábio Mazzoni quando pode confirmar sua plasticidade adaptativa quase sem limites. “Sua habilidade em fazer de seu corpo somente reentrâncias e saliências do escuro impacta pela precisão e densidade. O que nosso olhar tateia são somente partes recortadas de um objeto-corpo que a escuridão vai construindo com tipos distintos de sombras”, salienta Helena katz.

A bailarina intérprete acredita que este momento é apropriado para expor o resultado do processo vivenciado durante sua carreira, além de poder retomar uma parceria iniciada há treze anos com o coreógrafo Rodrigo Pederneiras – cujas coreografias são sempre um inominável desafio, pois não se limitam apenas a uma linguagem de movimento, tão original, da qual já seria o bastante. As obras coreográficas de Pederneiras são sempre uma aventura em meio ao caminho, às idéias que são a alma de suas criações.

O desafio de interpretar através de um solo com música ao vivo é imenso, pois cada movimento que Pedereneiras cria é como se fossem as notas da própria partitura, sendo assim, o diálogo entre músico e bailarina é vibrante e intenso.

Foto: Naty Torres
FICHA TÉCNICA
bailarina JACQUELINE GIMENES
coreografia e direção RODRIGO PEDERNEIRAS
músico ANTONIO VIOLA
assist. de coreografia ANA PAULA CANÇADO
iluminador PEDRO PEDERNEIRAS
assistente de iluminação ANA ARAÚJO
coordenação de produção SHEILA KATZ
produção executiva CLÁUDIA COUTO
gestão cultural CRISTIANI PAPINI E VALÉRIA AMORIM
registro fotográfico NATY TORRES
figurino JANAINA CASTRO
desenvolvimento figurino ANA VAZ
design gráfico GUILISEARA DESIGN
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