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Antes de apresentar a série Game of Thrones eu tenho que te alertar: assista aos episódios quando você não estiver com a cabeça em mais nada, pois esse é um enredo que vai exigir 100% do seu foco e atenção. Do contrário, você periga de fazer igual a Mônica de Paula e dormir durante os capítulos, perdendo uma história fantástica.

Game of Thrones entrou, no dia 31 de março, em sua terceira temporada. Se você ainda não viu, a dica é comprar box de DVD, baixar, mandar cartinha pro Netflix pedindo a série ou o que quer que seja para assistir as duas temporadas anteriores, porque vale muito a pena – e, sem elas, você não vai entender bulhufas do que está no ar pela TV. A série conta a história mágica (no sentido fantástico da palavra) dos sete reinos de Westeros, com sete famílias problemáticas, birrentas e cheias de gana no intuito de se degladiarem.

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A família mais legal da série (e, nem por isso, menos problemática) é a família Stark, que se não te pegar pelo laço com a hombridade e a inteligência de seus membros, certamente irá te encantar pela beleza dos homens Stark – a começar pelo patriarca, Ned Stark, interpretado pelo charmosíssimo Sean Bean, o Boromir de O Senhor dos Anéis.

Os nomes em Westeros são muito difíceis de memorizar, e a série é cheia de personagens complexos – daí a necessidade de você se deixar imergir completamente em Game of Thrones, sem muita chance de distração. Mas fique atento a nomes como Jon Snow, Arya Stark, Tyrion Lannister e Daeneris Targeryan. Não vou nem te falar para prestar atenção no nome de Joffrey, porque ele com certeza se fará lembrado na sua memória.

Se você gosta de histórias com pegada medieval, entre acontecimentos supernaturais e dragões, e tem uma caidinha básica por cenas de guerra e luta bem produzidas, Game of Thrones é a série para você. Atual “menina dos olhos” da HBO, a série (que surgiu através dos livros de George R.R. Martin, de mesmo nome) promete muito melhorar a cada temporada. A julgar pelos livros, história para isso tem.

E um elenco qualificado – e cheio de estrelas – é o que não vai faltar para quem ousar conhecer Westeros.

Quer saber mais de GoT? Visite a categoria da série no Sérieterapia! 

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Laís Menini é comunicóloga, “cervejóloga” e divide seu tempo livre entre o trabalho e as 43 séries que assiste. É criadora do Sérieterapia, onde compartilha seus desabafos sobre séries, livros, filmes e trilhas sonoras.


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Imagine que, andando pela vida, você encontre alguém especial – tão especial que é com essa pessoa que você vai se casar e formar uma família. E vocês são tão especiais juntos que você vai querer contar para seus filhos, com riqueza de pessoas, sobre como conheceu seu par. E o caminho que percorreu até esse grande acontecimento se tornar real. E que sua vida tenha sido tão intensa e cheia de surpresas que você demore alguns anos para chegar ao ponto de como conheceu esse alguém especial. Demore, basicamente, nove temporadas.

Esse é o mote de How I Met Your Mother, uma série que eu amo e que vai me deixar órfã no exato momento em que acabar (os produtores já disseram que a última temporada é em 2014). How I Met conta a história de Ted Mosby (Josh Radnor), um jovem arquiteto de Nova York, que resolve contar aos filhos adolescentes a história sobre como ele conheceu a matriarca da família. Nas aventuras da narrativa, que começa em 2005, ele tem a companhia de Lily (Alyson Hannigan, de American Pie), Marshall (Jason Segel, de Eu Te Amo, Cara), Robin (Cobie Smulders, que participou de Os Vingadores) e Barney (Neil Patrick Harris, um dos bambambans da atual TV.

Um dos pontos fortes da série é que é muito difícil de se cansar dela; praticamente impossível. Com o decorrer das temporadas (que você vai querer devorar de uma só vez) você se esquece que existe um objetivo para aquilo, que é contar para as crianças como Ted conheceu a mãe deles. Mas isso não quer dizer que você vai perder totalmente o foco: o caso é que o grupo principal de atores são ótimas escadas para as deixas do protagonista, e você vai se sentir tocado a partilhar não só da vida de Ted, mas também do resto da galera.

Causei polêmica em um post uma vez dizendo que How I Met Your Mother era melhor que FRIENDS. Eu acho. O espectador se sente muito mais parte da Nova York de Mosby e cia. do que de Rachel e Ross. Enquanto FRIENDS é uma ótima comédia, marcando época e fazendo a gente rir o tempo inteiro, How I Met Your Mother pegou o vácuo deixado pela série e colocou no ar uma proposta diferente: é comédia, mas você nem sempre vai se rolar no chão de rir. Algumas vezes vai sorrir, outras se emocionar e, em outras, vai procurar desesperadamente pelos lenços de papel mais próximos.

Faz o seguinte: assista a primeira temporada, tente tirar as frases do Barney da cabeça e depois faça um apanhado das coisas legais que aconteceram em How I Met Your Mother. Não posso saber se vai fazer seu estilo ou se você vai continuar assistindo, mas uma coisa eu posso te garantir sobre a aventura de se deliciar com essa série: “it’s gonna be legen – wait for it – dary”!

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Laís Menini é comunicóloga, “cervejóloga” e divide seu tempo livre entre o trabalho e as 43 séries que assiste. É criadora do Sérieterapia, onde compartilha seus desabafos sobre séries, livros, filmes e trilhas sonoras.


St Paticks Day

Pra quem já foi à Irlanda, descrever o país é algo meio impossível. E é mais impossível ainda quando você já esteve em Dublin em pleno dia de St. Patrick’s, uma verdadeira experiência antropológica que merece repetição. Imagine o nosso 7 de setembro, só que sem a seriedade e com muita bebida envolvida. O dia de São Patrício, 17 de março, é o grande feriado da Irlanda, mas só de estar em Dublin nesse dia você já entende a magnitude de todo o contexto.

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Se você ainda não foi à Irlanda, vá. O país é inesquecível. E se você já está de viagem marcada, aí vão cinco dicas do que fazer por lá, seja no dia de St. Patrick ou não. Mesmo porque a Irlanda é festa e cerveja praticamente o ano todo.

Veja “PS: Eu te Amo”: Antes de sair, no vôo ou até quando já tiver chegado à Irlanda, trate de ver esse filme, se ainda não viu. Ele vai te inspirar muito em lugares que você pode conhecer no país, e a melhor parte é que todos os cenários existem de verdade – inclusive o bar que Hillary Swank frequenta durante a história.

Beba Guinness: Quem vai à Irlanda é praticamente obrigado a beber a cerveja local mais famosa do mundo. Mas isso também não te impede de degustar o whisky Jameson ou o licor Bailey’s, que é uma delícia e parece Sonho de Valsa com álcool. Se misturar tudo, tem um Irish Car Bomb – mas lembre-se de não pedir esse drink nos bares, já que o nome é um pouco “ofensivo” aos irlandeses.

Visite os Cliffs of Moher: As pedras gigantescas à beira-mar, o forte em forma de castelinho e a viagem de oito horas para ir e voltar do Cliffs of Moher valem muito a pena, e não deve custar mais de 100 euros pela Paddywagon, uma empresa de tours irlandesa. O cenário é lindo e pelo caminho a gente visita vários vilarejos e construções seculares. Tente não se emocionar com o “cemitério de crianças”, que fica próximo a um pequeno vilarejo, no meio do nada.

Vá ao The Temple Bar: Você já sabe que Irlanda é terra de Guinness, mas nem por isso é necessário ficar só nela. Vá à rua do Temple Bar, onde está localizada a grande maioria dos pubs de Dublin, e experimente um drink do verdadeiro absinto ou uma garrafa de Desperados: cerveja + tequila + cachaça. Recomendo o bar The Porter House, principalmente no dia do irlandês tocando violão (acho que é às quintas) e Czech Inn, para o absinto.

Guarde moedas: Essa é uma dica importante, principalmente se você estiver chegando à Irlanda: nos ônibus urbanos o motorista jamais terá troco, e só aceitam moedas. Então a dica é: chegou no aeroporto, coma alguma coisa e peça encarecidamente para o vendedor que lhe dê o troco em moedas. Nunca se esqueça de tê-las sempre na bolsa

Cliffs of Moher

Por último, mas não menos importante: leve máquina fotográfica de boa resolução, porque você não vai querer perder nenhum pixel de lembrança dessa viagem inesquecível. Se animar ir mesmo à Irlanda, pode me chamar. A última vez que estive lá foi em março de 2011 e não dá para descrever o tantão de saudade que sinto daquele lugar! Ah, e se for sair hoje (17 de março), aqui ou em Dublin, use verde! E feliz dia de St. Patrick a todos!

Laís Menini é comunicóloga, “cervejóloga” e divide seu tempo livre entre o trabalho e as 43 séries que assiste. É criadora do Sérieterapia, onde compartilha seus desabafos sobre séries, livros, filmes e trilhas sonoras.