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Eu sempre fui a favor da moda ser bem democrática e ser um artifício para que a pessoa mostre sua personalidade e faça com que se sinta confortável também. Um modo de expressão. Há algum tempo eu me permiti usar camisetões (que parecem vestidos) e peças um pouco mais ousadas. Não fiz nada disso por “estar na moda”, mas porque eu vi e gostei, provei e me senti bem, e isso deveria ser feito por todo mundo. Se você tem vontade de usar determinada peça ou acessório, não se sinta preso e experimente. Se isso te fizer feliz, que ótimo, siga com isso e vai buscar seu pote de ouro no fim do túnel.

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Eu sou muito seguro do que eu visto e como eu visto. Não tenho preocupação alguma de alguém me ver de camisetão ou de saia e achar que eu estou vestindo um vestido ou achar que estou vestido como mulher. Essa concepção é algo que a sociedade faz da minha vestimenta, mas que eu não penso da mesma forma. Também porque a minha opinião sobre o chamado “free gender” ou gênero fluido (como está conhecido no Brasil) é muito transparente: eu sou a favor de vestir peças que eu me sinto bem, sem me importar se a sociedade vai achar que a peça poderia pertencer ao guarda-roupas masculino ou feminino.

Marcas como a LED, do estilista Célio Dias (que já foi mostrado aqui a última coleção SLASH 1), são exemplos de marcas que já começaram a trabalhar essa não distinção de gêneros.

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Falando mais especificamente da saia, eu fico super feliz em vê-las em desfiles como do Marc Jacobs e João Pimenta (SPFW). Marc Jacobs é um grande usuário de saia já tem tempo. A peça voltou com tudo agora com esse papo de “free gender” e eu espero ver as ruas cheias de caras utilizando essa peça, que cá entre nós, é super bonita e veste bem, além de dar muito estilo ao look. É confortável, fresca, dá para utilizar como sobreposição, são vários os benefícios que você pode ter com uma saia no armário. Em outras culturas são peças usadas por homens, como o famoso “kilt” na Escócia.

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Em seu último desfile de Primevera/Verão 16/17, o designer Igor Dadona (que participa há algum tempo do line up da Casa de Criadores) fez uma coleção maravilhosa inspirada em uniformes escolares do mundo todo. Ele trabalhou o conceito dizendo que os uniformes escolares são a primeira divisão de gênero que as pessoas tem na vida. E ele não deixa de estar errado. Pelo contrário. Seu desfile trouxe peças bem fluidas, saias pregueadas, parcas, sobreposições… enfim, foi lindo de se ver.

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Foto por: Marcelo Soubhia / Fotosite
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Foto por: Marcelo Soubhia / Fotosite

E então… você tem vontade ou coragem para experimentar? Conta pra gente nos comentários.

Célio Alves tem 23 anos, é fotógrafo de moda e retrato. Cinéfilo, ama tecnologia, sushi, pipoca e Heineken. Ah, e escreve aqui no Ameixa sobre moda masculina, é claro! (@celiooalves)


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Já pensou em fazer a barba como antigamente? Sentado em uma cadeira no estilo anos 20, com navalha, direito à massagem w um mega cuidado com a cabeleira? Pois é, isso vem se tornando realidade no Brasil há algum tempo e chegou em BH também. O clube Il Capo é uma espécie de “Clube do Bolinha”, onde os garotos maduros vão para fazer barba, cabelo e bigode e, ainda, comer um delicioso sanduíche, tomar aquela cerva gelada e, porque não, finalizar a noite com uma rodada de poker ou algum game bacana? A Il Capo, que fica localizada na Rua Fernandes Tourinho, 1.057, no Funcionários, e é o novo ponto de encontro dos barbudos.

Lá você vai encontrar uma barbearia, que preza pela tradição e pela modernidade em uma mescla de conceitos para o melhor atendimento possível. O espaço oferece um speed shop, onde pode se encontrar produtos exclusivos para quem gosta de motocicletas, uma hamburgueria, restaurante, o ambiente funciona como um pub, com boa música, jogos, sinuca, vegas night (com torneios de poker), clube do tabaco… Enfim, são várias opções em um só local.

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Eu fui até lá e a barbergirl, Debora Baker, fez minha barba, corte de cabelo e um baita penteado. Nunca tinha feito a barba na navalha, e digo a vocês que é uma sensação maravilhosa e acho que todos os homens deveriam experimentar, até os que tem pouca barba, como eu. Dá para sentir a diferença de fazer com gilete ou com máquina, você consegue sentir a pele da face mais lisa e suave, tirando a massagem facial que a Debora faz com o creme. Gostei muito do resultado. Então vocês agora tem um novo point para visitar, tomar uma boa cerveja, com uma boa música e ainda cuidar da cabeleira de uma forma especial.

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Fotos: Héctory Gottschalg

Célio Alves tem 23 anos, é fotógrafo de moda e retrato. Cinéfilo, ama tecnologia, sushi, pipoca e Heineken. Ah, e escreve aqui no Ameixa sobre moda masculina, é claro! (@celiooalves)


Algumas pessoas aceitam muito bem essa tradição de se vestir com alguma peça branca para o réveillon, outras não. Eu sou um adepto das cores neutras. Sempre tive muito apreço por peças brancas, pretas e cinzas. Para mim, a virada de ano, é um momento de reflexão, de auto-estima elevada, de mudanças, novos ares, novas metas e é um momento para que possamos dar um novo “start” em nossas vidas.

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Se você vai passar o réveillon na praia ou em alguma cidade pequena com um clima mais tropical, uma roupa mais folgada, com alguma calça em algodão, ou uma bermuda de sarja ou linho e uma boa camiseta lisa ou uma camisa de botão (abotoada até o colarinho ou não), podem ser uma boa pedida.

A cor branca é pura, é suave, combina com tudo e transmite tranquilidade e paz (que é o que ela representa realmente nesta ocasião de fim de ano). 

Pensando nisso tudo e no meu amor pelas festas de fim de ano, trouxe um painel de inspirações para que os meninos que seguem o Ameixa, possam se inspirar e fazer o look que mais lhe deixar confortável, afinal de contas, depois de meia-noite é que a festa começa de verdade. Porém, sem perder o estilo.

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Usar a barra da calça dobrada está super em alta e valoriza o look, principalmente se estiver com um sapato ou tênis de cano baixo. A gola polo mais decotada combinada com um colar + relógio + anéis e uma calça mais justa, pode trazer um ar mais sério ao look. Experimente levantar a gola também, o resultado pode ficar bem bacana e ajuda a dar mais atitude ainda ao look.
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Se sua pegada é o minimalismo e a alfaiataria, dê preferência aos shapes retos.
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Se quiser ousar um pouco é só combinar seu look com uma estampa um pouco mais chamativa. Pode ser uma bolsa, um casaco, uma bermuda ou até mesmo um sapato ou chapéu. Deixe sua imaginação fluir. Lembra do ditado que diz que “branco e preto combinam com tudo”? então, use-o a seu favor.
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E não menos importante, a pegada street que rodeia todo o nosso dia-a-dia. Peças largas e com tecidos mais leves dão um conforto a mais pro seu passeio. O jeans rasgado é uma ótima dica para quem quer ousar sem ficar muito espalhafatoso com estampas e mil cores no look.

Célio Alves tem 23 anos, é fotógrafo de moda e retrato. Cinéfilo, ama tecnologia, sushi, pipoca e Heineken. Ah, e escreve aqui no Ameixa sobre moda masculina, é claro! (@celiooalves)


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Chega dessa história de que a meia é só para quando o inverno chegar ou de que a meia tem que ser apenas de cores neutras para não ficar aparecendo no sapato social. Elas podem ser usadas como ótimos acessórios na hora de compor um look. Existem vários tipos de estampas, cores e modelos por aí que podem fazer com que seu look fique super bacana e descolado.

Com calças ou com shorts, o segredo está no comprimento e na combinação das cores. As chamadas “meias invisíveis” não estão com nada, e na minha opinião, não são nada legais. Meias com comprimento alto além de estarem em alta, ficam super descoladas. 

 

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Quando usar shorts, em vez de usar meias curtas, use as mais altas para dar uma preenchida no look. O bacana é sempre tentar mesclar cores neutras no look e a meia com algum ponto de cor, ou tudo monocromático (meu preferido). Eu uso muito bota de cano médio, com shorts acima do joelho e meias até um pouco acima da canela. Funciona muito bem também com tênis (tipo vans).

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Quando usar com calça, dobre a barra da calça (ou se a calça for mais curta, nem precisa dobrar a barra) procure usar com alguma estampa. De poá, camuflada, com listras, xadrez ou apenas uma meia colorida, fica muito bacana também.

Célio Alves tem 22 anos, é fotógrafo de moda e retrato. Cinéfilo, ama tecnologia, sushi, pipoca e Heineken. Ah, e escreve aqui no Ameixa sobre moda masculina, é claro! (@celiooalves)


 

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Cavernna é resultado da expansão do trabalho do escritório de design gráfico e ilustração “Iconoclasta Studios”. O objetivo da marca é, através da arte contemporânea (gráfica e digital), trazer referências da cultura pop, arte e design para o streetwear por meio de t-shirt.

Para conhecer toda a coleção, assista o vídeo:

Gostou? Loja on-line: www.cavernna.com.br