A proposta do casal americano Katy e Matt Blum é “um olhar sobre corpos reais e beleza real em nosso mundo”. As mulheres que participaram do projeto seguem dois requisitos: nunca foram modelos e tem mais de 21 anos. foram fotografadas em suas próprias casas – com pouca ou nenhuma maquiagem – para garantir maior naturalidade nas fotos. O The Nu Project, em sete anos, registrou mais de 150 mulheres , já passou pelo Brasil e segue buscando novas voluntárias!

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Mais fotos no site do projeto: www.thenuproject.com


“A descabelada da vizinha jogou o lixo na rua de novo!”. Entre os tantos adjetivos dedicados  à figura feminina, esse certamente é dos mais ofensivos, especialmente na era atual. A mulher das cavernas, com seu desalinhado penteado, parece ter sido a única na humanidade a aceitar o frizz como um atributo, coisa natural.  Até Eva, na genialidade das cores de Michelangelo, ostenta uma bela cabeleira de modelo, aveludada e digna da fêmea mais famosa do mundo.

É verdade que ícones da beleza excêntrica, como Janis Joplin, Tina Turner, Cindy Lauper e Elza Soares, escolheram o eriçado radical e deram-se muitíssimo bem. Mas opções à parte, a maioria das mulheres de hoje delira e se joga pelo bom comportamento de seus mais de 100 mil fios capilares. E não pode haver mais ou menos nesta história de impressionar Sansão: a moldura tem que ser impecável, high-tech, sem penugem que se atreva a levantar-se. Que esses cabelos não se assustem, que não se banhem no mar, que não amem ninguém debaixo de chuva, que não fiquem longe de seu melhor amigo e protetor, o cabelereiro! Não, isso nunca! E mesmo quem aceita, como mãe zelosa, a versão anelada, quer que seus cachos tenham no mínimo a humilde aparência de anéis de ouro. Anjinho barroco, ok, serve…

Graças à ciência, para a infinidade de tipos de fios e níveis de aflições, há uma finidade, porém muito extensa, de produtos e processos que atuam como milagrosas terapias. Como já dizia a minha tia, a cosmética nasceu mesmo para reparar os descuidos da genética. E não são poucos os casos em que essas alucinógenas invenções substituem o calmante, amansam TPMs, amenizam menopausas e felicitam maridos. Mulher penteada é mulher feliz! (E isso, provavelmente, Freud não explicaria.)

Nessa lista de primeira linhagem figuram não somente shampoos, cremes, escovas inovadoras e progressivas, mas algo que se pode chamar de mágica.  Feitiço puro de salão, cujos resultados poucas meninas, moças e matronas se negam, afinal, ninguém quer retoque artificial de photoshop, nem frizz condenando-se no vídeo de formatura. Ninguém quer acordar dando susto em bebê, nem ser diferente da linda moça da propaganda.  Eu, tu, ela: queremos lisura, brilho, planície!

É o tempo da magia capilar! Então, bora lá girls. Vamos poupar a vizinha…

Por Rita Lopes

A Rita é jornalista, redatora, revisora…e além de querida,  é nossa nova colaboradora. Seja bem-vinda, Rita!