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Quando Narcos estreou e até o final da sua segunda temporada, todos os olhos estavam vidrados em Pablo Escobar (Wagner Moura). E não tinha como ser diferente. Afinal, um personagem tão rico e tão cheio de nuances dramáticas nos cativou imediatamente. E com o plus da interpretação, sem erros, de Wagner Moura, para o icônico senhor do Cartel de Medelín.

Pois bem, Pablo ao final da segunda temporada foi morto, como era de esperar. E a pergunta que ficou no ar foi: como Narcos será daqui adiante? Conseguirá mesmo sem essa figura tão midiática que foi e ainda é Escobar prender nossa atenção para a história que se irá contar?

Conseguiram! A terceira temporada de Narcos, que já está com todos os seus episódios disponíveis na Netflix, em termos de história e tensão é ricamente melhor que as duas primeiras e tem explicações plausíveis para isso. A nova temporada é mais pé no chão, mais realista que as duas primeiras. E a série só ganha com isso.

A figura de Pablo Escobar se mistura com o realismo fantástico colombiano e toda a sua megalomania em querer ser o mais temido, o mais rico e o mais sanguinário deixava Narcos mais com os dois pés no ficcional fantástico (ok, é uma série fictícia) do que qualquer outra proposta que o roteiro tivesse em mãos. Tinha muito de Tom & Jerry na história. Não culpa do roteiro. Culpa do seu personagem principal até então.

narcos2Sai  Medelín e entra Cali. Cali também não está para brincadeiras, mas tudo é mais pensado, mais silencioso, sem ruídos. O foco narrativo sai de uma pessoa e, a principio, para quatro, o chamado Cavalheiros de Cali: Os irmãos Gilberto (Damián Alcázar) e Miguel Rodriguez (Francisco Denis), Pacho Herrera ( Alberto Ammann) e Chepe (Pêpê Rapazote). Juntos com um propósito único e cada um desempenhando uma função Cali cresce aos olhos de todos.

A terceira temporada de Narcos se segura muito nos acordos políticos, sociais e econômicos entre o Cartel de Cali e o governo colombiano e americano. O que mostra que você pode até desmantelar uma estrutura narcotráfica, mas não se esqueça que outra já está sendo montada. Com isso em mente, Javier Peña (Pedro Pascal), é o narrador e figura central de toda a temporada. Pascal mostra que é um ótimo ator, porém, senti falta no roteiro de dar ainda mais destaque para o seu personagem. Em diversos momentos, Peña desaparece entre tantas outras figuras interessantes.

narcos3Não tenho dúvidas de que quem roubou a cena nessa terceira temporada de Narcos foi Jorge Salcedo (Matias Varela). O homem responsável por toda a segurança do Cartel de Cali trava uma luta pessoal para se desvincular do narcotráfico e episódio a cada episódio cabe a ele armar e desarmar praticamente todas as cenas de tensão da temporada. Sabemos qual será o seu fim, mas o trabalho espetacular de Matias Varela nos faz torcermos mais uma vez por um anti-herói, dessa vez na figura de Jorge Salcedo.

A terceira temporada abre e fecha com maestria a historia de Cali e já abre um rio de possibilidades para a próxima, melhor, as próximas temporadas. Peña já está ciente que não é eliminando o narcotraficante que se elimina por inteiro o narcotráfico. Essa caçada não tem fim. Outros Escobares, outros cavalheiros estão sempre aparecendo. É um sistema. E contra ele, até agora, não há um final.


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O final de semana foi de maratona de Stranger Things, da Netflix, para muita gente gerando uma enxurrada de posts sobre a série. Acredite nos comentários que tem visto por aí, Stranger Things é mesmo uma delícia!

A produção dos irmãos Matt e Ross Duffer se passa nos anos 80 e é recheada de referências (boas referências!) do cinema da época. A história se passa em Hawkins, interior de Indiana, onde um menino história desaparece misteriosamente. Sua mãe (Winona Ryder) pede às autoridades locais o início das investigações do desaparecimento, que vai revelar uma série de mistérios envolvendo experimentos ultrassecretos do governo, forças sobrenaturais aterrorizantes e uma garotinha muito estranha.

Mais oito motivos para assistir Stranger Things agora:

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tem “turminha da pesada”…

stranger-things-bikesandando de bike. tão et-minha-casa.

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tem a winona ryder <3

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uma garotinha que aparece do nada

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tem a ala high school

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acontecimentos sobrenaturais de dar medinho. ui!

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e tem uma trilha sonora mara! segura o link. brigada. de nada!


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Se você é fã de seriado, já deve ter ouvido falar nela, se é fã de quadrinhos, com certeza ouviu. Personagem tema da mais nova produção original do Netflix e velha conhecida dos leitores da Marvel – editora responsável pela criação do Homem-Aranha e dos X Men, entre vários outros super-heróis– Jessica Jones chegou com tudo ao universo online. A heroína, que teve sua primeira aparição em 2001 na série de HQ Alias, saiu das páginas das revistas direto para a tela do computador, em uma adaptação da própria Marvel, em parceria com o Netflix e a Rede ABC.
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Mas não se engane, Jessica Jones não é a típica heroína dos quadrinhos. Fugindo da imagem sensual imortalizada por clássicos como A Mulher Maravilha, ela está mais para a realidade do bom e velho jeans surrado, camiseta e uma ocasional jaqueta de couro. No seriado, a personagem é uma heroína moderna – mais feminista do que feminina – bem mais atual e muito menos sexista do que a sua versão em desenho.
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Cheia de conflitos, dramas pessoais e questões existenciais, Jessica - interpretada por Krysten Ritter (a Jane, de Breaking Bad) – é uma detetive particular durona, sombria e destemida que costuma afogar as mágoas em um copo (garrafa!) de whisky.  Dotada de super poderes, ela é capaz de saltar metros de altura sem esforço e levantar toneladas com as próprias mãos. Características imprescindíveis para vencer a luta contra seu arqui -inimigo, o controlador de mentes, Kilgrave (David Tennant, conhecido por seu papel como Doctor Who). Com o nome de Homem Púrpura, ele já faz parte da história de outro personagem da Marvel que também ganhou seu próprio seriado no Netflix, O Demolidor.
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Como o Universo Marvel é riquíssimo e cheio de heróis, essa interseção entre as histórias já era de se esperar e tende só a aumentar. Prepare-se para reconhecer outros personagens dos quadrinhos no enredo, como (o gato) Luke Cage (Mike Colter), dono de um bar em Hell’s Kitchen com quem Jessica acaba se envolvendo. Sim, como mulher moderna que é, Jessica encontra tempo para salvar o mundo, trabalhar e amar. E é bom ver uma mulher no comando no universo machista dos super-heróis, só para variar, viu?

Se você estava procurando uma nova série para se viciar, encontrou. Mas se prepare para sofrer a angustia da espera pela segunda temporada, ainda sem previsão de estreia.

 

 

por Bárbara Prado, colunista que aparece de vez em quando por aqui, mas esperamos que em 2016 ela apareça SEMPRE. <3