Danielle Brooks, que interpreta a Taystee em Orange is the New Black, criou uma coleção cápsula para a marca Universal Standard.

Segundo a atriz, os looks  foram inspirados em roupas que ela realmente desejaria no seu próprio armário. Os valores das peças variam entre 110 a 190 dólares. Para conferir a coleção completa, clique aqui!

Danielle-Brooks-moda-plus-size

Danielle-Brooks-moda-plus-size-2


orange-pilotNão faz muito tempo que conversei com um amigo sobre como as fases da vida podem facilmente ser medidas pelas temporadas de séries. Veja Friends, por exemplo, foram 10 temporadas, ou seja, 10 anos. Lembro que na quarta eu fiz intercâmbio; que na sexta eu formava na faculdade e por aí vai. Ao mesmo tempo ficou claro que estávamos ficando mais velhos sob a luz do televisor ou da tela do computador. E mais velho geralmente significa mais exigente.

Por isso que nos últimos anos diminuí drasticamente o número de seriados que assisto. Mantenho os antigos que talvez hoje não começaria – como Grey’s Anotomy – e raramente começo um novo. Mas recentemente fiquei surpreso ao devorar a primeira temporada de Orange Is The New Black em três dias. Produzida pela Netflix, a trama começa com a história de Piper (Taylor Schilling) uma ex-lésbica(?) que se entregou por um crime e ficará presa durante 15 meses em uma instituição federal. Ela está noiva de Larry (Jason Biggs) que dá grande suporte para ela para enfrentar esta fase. A partir daí, a prisão e as diversas detentas – e suas respectivas histórias – entram em cena.

Cada um dos personagens surge no seriado ligado a um ou mais assuntos polêmicos. Tem a ex-viciada em drogas lésbica com problemas de relacionamento com a mãe, a russa chefe de cozinha superprotetora, o chefe de polícia que persegue gays e teve um casamento encomendado… Cada uma dessas histórias é mostrada aos poucos, em cortes bem feitos, que contribuem para plantar aquela sementinha de curiosidade desde o primeiro episódio.

oinb-alex

orange-pornstache

orange-transexual

Ao contrário da maioria dos seriados norte-americanos, notei uma preocupação por parte dos diretores em apresentar todas as facetas da personalidade dos personagens. Por exemplo, não significa que por ser bom, o noivo é ingênuo nem que só atitudes nobres partem da “protagonista indefesa”. Assim, os personagens são apresentados mostrando o quão vulnerável é a forma que nos portamos ou as decisões que tomamos frente forças exteriores como traição ou ameaça de morte. No mais, recomendo fortemente que o seriado seja visto. Não acho que seja o melhor dos últimos tempos, mas é sim um daqueles que quebra a barreira de exigência que os anos vão erguendo.

Ah, já ia me esquecendo de um detalhe importante: a música de entrada é “You´ve got time” da Regina Spektor.

Apaixonado pela profissão que escolheu, Vinícius Lacerda é jornalista e acredita que literatura e cinema são, além de entretenimento, uma prazeroso meio de autoconhecimento.