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TIC TAC TIC TAC…
Não resistimos à febre das casas de escape em BH e participamos da experiência de desvendar os mistérios propostos numa aventura contra o tempo… E quer saber? Amamos!!!

Parecia que estávamos em um desenho do Scooby Doo, onde ele e sua turma tinham uma missão que exigia o máximo de cada um deles, tudo com muito mistério e tensão, típico de nosso desenho preferido de todos os tempos. O relógio na sala “Perdidos No Tempo”, da ExcapeHouse, a mais nova casa de diversão interativa de BH, nos avisava que aquilo ali não era para amadores. E aceitamos o desafio. A cada mistério desvendado dava para ver a adrenalina a mil nos nossos rostos.

E é o trabalho em equipe que faz toda a diferença nesses jogos. Um é mais perceptivo que o outro, que é mais atencioso que o coleguinha do lado, que por sua vez consegue organizar as ideias melhor que a amiga que, por sinal, está numa espécie de transe tamanha a concentração. É diversão garantida saindo do tradicional “buteco” com os amigos. Depois até rolou uns drinks, mas aí foi para brindar a vitória. Ou vocês acham que não íamos vencer o relógio e conseguirmos consertar a máquina do tempo? Somos profissionais, monamur.

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A ExcapeHouse conta com duas salas, a “Perdidos No Tempo” e “Contra A Máfia” e mais duas sendo construídas. Ficamos curiosos em saber o tema de cada uma delas, mas isso fica para uma próxima visita, quando as salas forem inauguradas. Os horários são agendados para a sua turma, que podem variar de 4 a 8 participantes, dependendo da sala escolhida. E se você quiser pode até comemorar seu aniversário por lá! A Excape House tem um pacote especial para aniversariantes. Já estamos aceitando convites para cantarmos parabéns trancados em uma das salas.

Para quem ficou perdido no tempo e não está entendo nada do que está acontecendo: As casas de escapes proporcionam uma experiência real e interativa, onde os jogadores são trancados em uma sala e precisam, em 60 minutos, desvendar diversos enigmas. Para isso é necessário muito raciocínio lógico, inteligência, intuição e trabalho de equipe. Essa febre mundial que saiu do virtual para nos viciarmos no real conta com mais de 2000 salas espalhadas em diversos países.

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O diferencial da ExcapeHouse é que se trata de um espaço original de BH. Não é uma franquia. Sendo assim, os enigmas propostos você só irá encontrar em suas salas. E falando em salas, elas são um charme à parte na brincadeira. A “Perdidos No Tempo” e sua impecável decoração   nos remete diretamente a um tempo passado tornando-se o sétimo participante. E o ambiente guarda uma surpresinha, que não vamos contar, claro, para quem avançar no jogo.

Agora que somos membros da “Mystery Machine” ja estamos organizando uma nova aventura na sala da Máfia. Para quem ficou curioso para fazer parte dessa brincadeira, a ExcapeHouse tem endereço na Rua Herval, 480, Serra, BH. Os contatos para  agendamento são: (31)3586-7704 + (31) 99322-6594 ou pelo site www.excapehouse.com.br



UNTITLED JOHN WELLS PROJECT

Pegando Fogo trás um Bradley Cooper numa versão cinematográfica de Hell’s Kitchen

Nunca se falou tanto em gastronomia no Brasil como agora. Tamanho boom pode ser visto pelos inúmeros de programas do gênero na TV, lido pelas centenas de publicações dedicadas à boa comida e vivenciado pela cartela de opções de cursos que temos por aí. Talvez por isso, Pegando Fogo (Burnt), que estreia hoje nos cinemas, caia como uma luva no paladar gosto do público.

No filme, Bradley Cooper vive o arrogante e invejável chef de cozinha, Adam Jones, que no passado viu a sua fama e credibilidade irem pelo ralo devido ao seu temperamento e ao uso de drogas. Agora, o chef corre atrás do tempo perdido, mas para isso deve reencontrar com o seu passado e ir atrás da tão sonhada, por todos os chefs, 3 estrelas do guia Michelin.

Na primeira parte de Pegando Fogo, você tem a sensação de que “já vi isso em algum lugar”. E você não está enganado. Adam Jones é a representação de um estilo de chef que a mídia impôs ao nosso dia a dia. O chef carrasco, imortalizado por Gordon Ramsay e seu Hell’s Kitchen. Como entretenimento essa tipo de personalidade dentro de uma cozinha é um deleite para olhos de quem assiste. Mas não se enganem a realidade é completamente diferente. Ela se aproxima do que se torna Adam Jones no decorrer das ações que o filme apresenta.

Pegando Fogo é como uma degustação à la carte. De cara você olha o cardápio e se estranha um pouco com aquela explosão de sugestões. Mas quando as guarnições começam a ser servidas vamos nos ambientando com aquela proposta sugerida pelo chef, neste caso, do diretor John Wells, que vai desconstruindo e reconstruindo o personagem de Bradley para que possa ser degustado pelo público.  Para contrabalancear tamanha arrogância do seu personagem principal, o filme está cercado por personagens secundários pra lá de cativantes e não menos interessantes.

UNTITLED JOHN WELLS PROJECT

Bradley Cooper pode até ser o queridinho do momento em Hollywood, mas sempre o vejo ligado no automático e seus personagens nada são do que a continuação de outro que ficou no passado. Porém, consegue segurar as rédeas das ações e momento algum deixa de ser o fio condutor do arco narrativo. E, claro, conta com a ajuda de uma inspirada Sienna Miller, fazendo Helene,  uma sous chef que não fica em nada atrás do seu mentor. Daniel Brühl, como Tony, um maitre e pau para toda obra para as loucuras de Adam e  Emma Thompson, responsável por colocar os fantasmas de Adam Jones em seus devidos lugares. Não podemos esquecer  da aparição relâmpago de Uma Thurman, fazendo uma respeitada crítica gastronômica, que deixa um gostinho de quero mais.

Pegando Fogo tem todos os elementos para ser uma diversão num final de tarde. É leve, com um humor londrino e carregado de emoção nas doses certas. Vá bem alimentado se não quiser ficar salivando durante o filme. Os pratos que passeiam pela história são a cereja do bolo. A sobremesa que fecha com chave de ouro qualquer degustação.

Por Pierre Menezes, Jornalista e Chef de Cozinha viciado em cultura pop.


Gente, se tem uma coisa que é fácil de fazer e que é super recebido em diversas ocasiões, é o couscous marroquino. Ele é um preparado de sêmolas de cereais e teve sua origem no Magrebe, região norte da África.

O coucous é um prato camaleão, ou seja, você pode fazê-lo de diversas formas. O que mais faço é o de legumes, que substituem muito bem o arroz nosso de cada dia, e também, a parte de saladas.

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Ingredientes
2 xícaras de couscous
A mesa quantidade de água quente
2 abobrinhas
2 cenouras
1 beringela
3 tomates sem sementes
150 gramas de nozes trituradas grosseiramente
suco de um limão siciliano ou outro da sua escolha
1 molho de hortelã
Sal a gosto
1 colher sopa de azeite

Modo de Preparo
- Hidratar o couscous: Coloque o coucous em uma tigela grande e despeje a mesma quantidade de água quente. Adicione a colher de azeite, misture um pouco. Tampe e reserve.
- Cozinhe os legumes respeitando o tempo de cocção de cada um deles.
- Corte os legumes e os tomates (sem sementes) em quadrados bem pequenos, o que chamamos de corte brunoise (cerca de 1 a 2mm de lado). Se quiser pode deixá-los um pouco maiores. Vai do gosto de cada um. Reserve
- Pique as folhas de hortelã. A quantidade vai do gosto de cada um. Eu gosto com muita hortelã, rs
- Triture as nozes. Como é bem grosseiramente faça com as mãos.
- Com um garfo solte o coucous que ficou hidratando.
- Misture os legumes e os tomates ao couscous. Adicione as nozes e o suco do limão (se quiser pode colocar um pouco mais). Misture.
- Junte ao couscous as folhas de hortelã picadas e o sal. Misture. prove e acerte o tempero caso necessário.
- Deixe um pouco na geladeira. Ele fica melhor geladinho e incorpora melhor os sabores.

 

Pierre Menezes é chef de cozinha, jornalista e todas as terças está no Ameixa falando de Gastronomia. Quer acompanhar todas as dicas do Pierre? Acesse a fanpage dele!


rolinho de beringela

Taí uma entradinha que sempre é pedida nos jantares ou almoços que elaboro. Os rolinhos de berinjela, em primeiro lugar, são deliciosos, e muito fáceis e rápidos de serem feitos. É uma ótima opção caso aconteça um imprevisto na cozinha, ou, porque são leves e amigos da balança.

E o melhor? O recheio você que escolhe. Da receita que vou passar fiz com tomate seco e creme de mozarela de búfala e alface para acompanhar.

Ingredientes

1 berinjela (geralmente dão quase 10 fatias)

Tomates secos (geralmente um para cada fatia)

Mozarela de búfala

Salsinha

Cebolinha

Azeite

Suco de meio limão siciliano

Pimenta calabresa (a gosto)

Sal (a gosto)

Cream cheese light

Modo de preparo  – beringelas

 - Lave a berinjela e corte as pontas. Corte-a em laminas finas. Se tiver um descascador de um lamina apenas, ótimo. Caso contrário, use a faca de maneira bem suave. Sem pressa.

 - Em uma frigideira antiaderente sele as fatias de berinjela. 30 segundos de cada lado é o suficiente. Elas têm que ficarem moles. Reserve.

Modo de preparo – creme de búfala

 - Pegue as bolinhas de mozarela de búfala e pique-as em tamanhos pequenos. Coloque em uma vasilha.

 - Pique as cebolinhas e as salsinhas e junte à mozarela.

 - Coloque 1 colher e ½ de cream cheese e misture junto aos demais ingredientes. A função do cream cheese é para dar liga.

 - Coloque o suco de meio limão siciliano, o sal, a pimenta ao creme. Acerte o tempero caso necessário.

Montagem

 - Pegue uma fatia de berinjela. Coloque em uma das pontas um pouco do creme e por cima uma fatia de tomate seco. Enrole. Reserve.

 - Repita o procedimento com todas as fatias.

 - Sirva com um mix de folhas.

 - Regue um pouco de vinagre balsâmico. Fica divino!

Pierre Menezes é chef de cozinha, jornalista e todas as terças está no Ameixa falando de Gastronomia. Quer acompanhar todas as dicas do Pierre? Acesse a fanpage dele!


cogumelos_geral

Ultimamente ando tendo um caso de amor com os cogumelos. Entra semana, sai semana, lá vai eu fazer alguma coisinha para beliscar com esses fungos. Mas olha, existe uma grande variedade de cogumelos comestíveis, e outros tantos que não são, então cuidado para não sair catando qualquer tipo de cogumelos que vê por aí. Só se você for tomar um Santo Daime, mas isso já é outro departamento.

Os tipos mais conhecidos atualmente são os champignons de Paris, os Funghis Secchis, Porcini, Portobello, Shitake e Shimeji.  Os cogumelos têm alto valor protéico, chegando a 35% em 100 gr, são ricos em vitaminas do complexo B e de vitaminas C e D, além de minerais como potássio, cálcio, iodo, sódio e fósforo. Ah, e ainda têm baixo teor de gordura, além de serem muito saborosos. Ou seja, são ótimos para a sua saúde e para o seu paladar.

Selecionei os mais conhecidos para fazermos um “cara crachá”:

shitake

Shitake: é um dos meus preferidos e um dos mais conhecidos por aqui, e é também o segundo mais consumido no mundo. É ótimo para quem precisa controlar a pressão arterial e ainda reduz o nível do colesterol e fortalece o sistema imunológico, inibe o desenvolvimento de tumores, vírus e bactérias. Sua aparência é a de um cogumelo comum, porém costuma ser maior do que os outros tipos. Ele tem o chapéu grande e “carnudo”, numa cor marrom. Ficam ótimos em molhos, risottos, massas, bruschettas, ou apenas refogados com manteiga e shoyu. Ah, é considerado um poderoso afrodisíaco!

shimeji

Shimeji:  São os menos calóricos, com apelas 6 kcal  a cada 100gr. Também é rico em vitamina B12, e estudos recentes apontam como aliado no combate ao câncer e colesterol. Os shimejis crescem em pencas, e cada cogumelo cresce até cerca de 2 cm (o chapéu), com talos finos e longos, são pequenos mesmo. Podem ser encontrados do tipo claro e escuro. São consumidos em molhos, risottos, massas ou refogados em manteiga e shoyu.

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Paris: É o cogumelo que a maioria das pessoas conhecem – o champignon, e é também o tipo mais cultivado e consumido no mundo. O champignon de Paris é claro, e tem o chapéu bem arredondado e “carnudo”, com o talo curto. Sua textura macia possibilita inúmeras possibilidades na cozinha. Você pode usá-los frescos ou em conservas, em molhos, pizzas, lanches, omeletes, saladas, massas, aperitivos, etc.

portobello

Portobello: É a versão madura do cogumelo Paris. São cogumelos grandes, com cerca de 7 a 10 cm, ou até mais, com a parte interna do chapéu bem escura. Seu tamanho e textura mais rígida, possibilitam que sejam recheados e servidos como entradas. Pode ser usado também em sopas, carnes e saladas.

Dicas importantes:

 - quando for comprar cogumelos frescos prefira sempre os de consistência mais firmes, evitando cogumelos danificados ou com cheiros estranhos. Verifique se há umidade excessiva na embalagem, o que pode indicar que estejam apodrecendo. O cogumelo Paris não deve apresentar manchas, tem que ser claro. Em geral, não devem apresentar fissuras nem manchas escuras. Verifique a validade, os cogumelos frescos devem ser consumidos em, no máximo, uma semana após colhidos.

- Armazene-os na geladeira e para aumentar sua validade para até 10 dias, faça furos na embalagem, deixando-a aerada. Os cogumelos continuam vivos mesmo depois de colhidos, por isso precisam respirar, mas o contato excessivo com o ar pode oxidá-los.

 - Ao cozinhar os cogumelos frescos evite lavá-los. Como são esponjosos, tendem a absorver muita água. Limpe-os com papel toalha ou pano umedecido. Mas, se realmente precisar, lave-os rapidamente e os sequem em seguida. Com exceção do funghi secchi, nunca deixe os cogumelos frescos de molho. Corte os talos muito sujos ou rígidos. Reserve-os para uma sopa cremosa.

 - Aqueça bem a panela antes de colocar os cogumelos frescos, e cozinhe por até 7 minutos, no máximo, caso contrário os cogumelos podem ficar borrachudos. Enquanto cozinham é bom hidrata-los com vinho seco, soyu ou saquê.

Pierre Menezes é chef de cozinha, jornalista e todas as terças está no Ameixa falando de Gastronomia. Contato: pierremenezes@gmail.com