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Não teve pra ninguém! A 69ª edição do Emmy Awards que premiou na noite de ontem os melhores da TV foi reinado pelas mulheres. Todas as principais categorias vencedoras tinham uma característica em comum: as historias eram sobre elas e as melhores atuações foram delas. Em tempos hipócritas e sombrios, tais vitórias são como uma luz para uma democrática discussão sobre o papel feminino na sociedade e porque tantos não entendem e não “querem” isso.

A safra de concorrentes foi uma das mais fortes dos últimos Emmy’s o que fez a banca de apostas explodir nos últimos dias. Big Little Lies, Handmaid’s Tale, VEEP e Black Mirror – San Junipero foram as grandes vitoriosas da noite nas principais categorias: melhor minissérie, série drama, série comédia e telefilme, respectivamente. E tendo o universo feminino como espinha dorsal de toda a narrativa.

biglittleliesO drama da HBO, Big Little Lies, baseado no livro homônimo de Liane Moriarty, foi a grande consagração da noite. A história sobre os dramas de mulheres de uma cidade envolvidas em um assassinato prendeu a atenção do público em seus sete episódios. Mas BLL era mais do que uma história de quem matou e quem morreu. A violência doméstica, o papel da mulher em uma sociedade machista, a forma de lidar com o sexo, filhos, casamento foram os temas que chamaram a atenção para essa história. Além do principal prêmio da noite, Big Little Lies ainda premiou Nicole Kidman como melhor atriz, Laura Dern, melhor atriz coadjuvante e Alexander Skarsgard, melhor ator coadjuvante.

handmaidestaleOutra obra aclamada pela crítica e pelo público, The Handmaid’s Tale, também baseada no livro de Margaret Atwood, também consagrou Elisabeth Moss como melhor atriz de série drama, Ann Dowd melhor atriz coadjuvante e Alexis Bledel melhor atriz convidada. A história de um mundo distópico onde as mulheres perdem seus valores na sociedade e se tornam meras procriadoras de outras famílias e, um país governado por leis oriundas de uma religião extremista fez o público pensar que talvez esse mundo não esteja tão distante, como um dia chegamos a imaginar.

veepA comédia VEEP já conhecida e queridinha do grande público. Julia Louis-Dreyfus já é veterana como vencedora de prêmios e dessa vez não foi diferente. E mesmo sendo uma comédia com um humor bem peculiar, VEEP consegue tratar de assuntos atuais e totalmente relevantes. São vários episódios que trazem uma mensagem sobre  tempo estranho que estamos vivendo e como a sociedade, cega, está lidando com diversos assuntos.

san-juniperoPara nós do Ameixa, a grande surpresa da noite foi a vitória de San Junipero, um episódio de Black Mirror que entrou na categoria telefilme por estar entre as normas da disputa. Sabemos que as histórias de Black Mirror são densas, pesadíssimas e sem muitas esperanças a cerca do futuro que nos espera. Porém, San Junipero foge dessa “regra” e nos apresenta uma história de amor, que a principio pode ser como outra qualquer, mas que, com a as novas tecnologias pode se estender ainda mais, pode-se também machucar muito mais.

Como se não bastasse tudo isso, ainda estavam no páreo atrizes consagradíssimas e que fazem valer cada minuto ganho em frente à TV para apreciarmos seus trabalhos. Estamos falando de Jessica Lange, Susan Sarandon, Viola Davis, Claire Foy, Evan Rachel Wood, Robin Wright, Carrie Coon, Felicity Hoffman, Reese Whiterspoon,  Judy Davis, Jackie Hoffman e Michelle Pfeiffer. Um conselho: assista as suas series, minisséries e filmes para a TV e não as provoque!


orange-pilotNão faz muito tempo que conversei com um amigo sobre como as fases da vida podem facilmente ser medidas pelas temporadas de séries. Veja Friends, por exemplo, foram 10 temporadas, ou seja, 10 anos. Lembro que na quarta eu fiz intercâmbio; que na sexta eu formava na faculdade e por aí vai. Ao mesmo tempo ficou claro que estávamos ficando mais velhos sob a luz do televisor ou da tela do computador. E mais velho geralmente significa mais exigente.

Por isso que nos últimos anos diminuí drasticamente o número de seriados que assisto. Mantenho os antigos que talvez hoje não começaria – como Grey’s Anotomy – e raramente começo um novo. Mas recentemente fiquei surpreso ao devorar a primeira temporada de Orange Is The New Black em três dias. Produzida pela Netflix, a trama começa com a história de Piper (Taylor Schilling) uma ex-lésbica(?) que se entregou por um crime e ficará presa durante 15 meses em uma instituição federal. Ela está noiva de Larry (Jason Biggs) que dá grande suporte para ela para enfrentar esta fase. A partir daí, a prisão e as diversas detentas – e suas respectivas histórias – entram em cena.

Cada um dos personagens surge no seriado ligado a um ou mais assuntos polêmicos. Tem a ex-viciada em drogas lésbica com problemas de relacionamento com a mãe, a russa chefe de cozinha superprotetora, o chefe de polícia que persegue gays e teve um casamento encomendado… Cada uma dessas histórias é mostrada aos poucos, em cortes bem feitos, que contribuem para plantar aquela sementinha de curiosidade desde o primeiro episódio.

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Ao contrário da maioria dos seriados norte-americanos, notei uma preocupação por parte dos diretores em apresentar todas as facetas da personalidade dos personagens. Por exemplo, não significa que por ser bom, o noivo é ingênuo nem que só atitudes nobres partem da “protagonista indefesa”. Assim, os personagens são apresentados mostrando o quão vulnerável é a forma que nos portamos ou as decisões que tomamos frente forças exteriores como traição ou ameaça de morte. No mais, recomendo fortemente que o seriado seja visto. Não acho que seja o melhor dos últimos tempos, mas é sim um daqueles que quebra a barreira de exigência que os anos vão erguendo.

Ah, já ia me esquecendo de um detalhe importante: a música de entrada é “You´ve got time” da Regina Spektor.

Apaixonado pela profissão que escolheu, Vinícius Lacerda é jornalista e acredita que literatura e cinema são, além de entretenimento, uma prazeroso meio de autoconhecimento.


A gente ama filmes e seriados! Por isso estamos completamente apaixonadas com as coleções que acabaram de chegar na loja Reverbcity. São vários modelos de camisetas femininas e masculinas com estampas sensacionais do seu seriado ou filme predileto. Difícil escolher qual a mais bacana, por isso listamos nosso “top 6″ =)

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Camiseta do filme  ”Curtindo A Vida Adoidado”

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Camiseta do filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” 

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Camiseta da série “ The Walking Dead” - Adoramos essa versão que “vira” um zumbi, hahaha

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Camiseta da série “Dexter” - Um dos nossos preferidos!

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Camiseta do filme “Bastardos Inglórios”, de  Quentin Tarantino
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Camiseta do querido seriado FRIENDS

Pra quem não conhece, a Reverbcity é queridinha aqui do Ameixa, amamos essa pegada rock da marca.  Passa lá pra conferir o site deles e quem sabe você já não descola aquele presente pro Dia dos Namorados, né?


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Imagine que, andando pela vida, você encontre alguém especial – tão especial que é com essa pessoa que você vai se casar e formar uma família. E vocês são tão especiais juntos que você vai querer contar para seus filhos, com riqueza de pessoas, sobre como conheceu seu par. E o caminho que percorreu até esse grande acontecimento se tornar real. E que sua vida tenha sido tão intensa e cheia de surpresas que você demore alguns anos para chegar ao ponto de como conheceu esse alguém especial. Demore, basicamente, nove temporadas.

Esse é o mote de How I Met Your Mother, uma série que eu amo e que vai me deixar órfã no exato momento em que acabar (os produtores já disseram que a última temporada é em 2014). How I Met conta a história de Ted Mosby (Josh Radnor), um jovem arquiteto de Nova York, que resolve contar aos filhos adolescentes a história sobre como ele conheceu a matriarca da família. Nas aventuras da narrativa, que começa em 2005, ele tem a companhia de Lily (Alyson Hannigan, de American Pie), Marshall (Jason Segel, de Eu Te Amo, Cara), Robin (Cobie Smulders, que participou de Os Vingadores) e Barney (Neil Patrick Harris, um dos bambambans da atual TV.

Um dos pontos fortes da série é que é muito difícil de se cansar dela; praticamente impossível. Com o decorrer das temporadas (que você vai querer devorar de uma só vez) você se esquece que existe um objetivo para aquilo, que é contar para as crianças como Ted conheceu a mãe deles. Mas isso não quer dizer que você vai perder totalmente o foco: o caso é que o grupo principal de atores são ótimas escadas para as deixas do protagonista, e você vai se sentir tocado a partilhar não só da vida de Ted, mas também do resto da galera.

Causei polêmica em um post uma vez dizendo que How I Met Your Mother era melhor que FRIENDS. Eu acho. O espectador se sente muito mais parte da Nova York de Mosby e cia. do que de Rachel e Ross. Enquanto FRIENDS é uma ótima comédia, marcando época e fazendo a gente rir o tempo inteiro, How I Met Your Mother pegou o vácuo deixado pela série e colocou no ar uma proposta diferente: é comédia, mas você nem sempre vai se rolar no chão de rir. Algumas vezes vai sorrir, outras se emocionar e, em outras, vai procurar desesperadamente pelos lenços de papel mais próximos.

Faz o seguinte: assista a primeira temporada, tente tirar as frases do Barney da cabeça e depois faça um apanhado das coisas legais que aconteceram em How I Met Your Mother. Não posso saber se vai fazer seu estilo ou se você vai continuar assistindo, mas uma coisa eu posso te garantir sobre a aventura de se deliciar com essa série: “it’s gonna be legen – wait for it – dary”!

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Laís Menini é comunicóloga, “cervejóloga” e divide seu tempo livre entre o trabalho e as 43 séries que assiste. É criadora do Sérieterapia, onde compartilha seus desabafos sobre séries, livros, filmes e trilhas sonoras.