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A grande estréia nos cinemas nessa semana é, sem dúvidas, o novo trabalho de Sofia Coppola, “O Estranho Que Nós Amamos”. Baseado no livro homônimo de Thomas Cullinan, escrito em 1966, o filme chega às telas de BH premiado com a melhor direção em Cannes 2017. E com um elenco que chama a atenção para si: Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning e Colin Farrell.

Os filmes de Sofia Coppola são conhecidos e lembrados por colocarem em todos eles o olhar feminino sobre as situações em, sua maioria, sendo os papeis femininos os responsáveis por nos guiarem pela narrativa. Em “ O Estranho Que Nós Amamos” não é diferente. A diretora inverte a narrativa do livro e da primeira versão para o cinema de 1971 que é feita pelo soldado abatido e coloca as mulheres como narradoras da história. Mais uma vez é o olhar feminino de Sofia e de suas personagens os responsáveis pelas sensações passadas.

A história se passa em durante a Guerra Civil americana e vemos o dia a dia pra lá de bucólico e rotineiro de uma “escola para meninas”, situada no sul do país, ser gradativamente alterado com a chegada do estranho e instigante soldado ferido, que defendia os interesses do norte do país. A guerra serve de pano de fundo para a formação de uma atormentada bola de neve de tensão sexual entre essas mulheres e o soldado.

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Impressões de Pierre Menezes sobre o filme…

Para quem está acostumado com o ritmo mais acelerado e uma extensa paleta de cores presentes nos outros filmes de Sofia Coppola, chega a ficar incomodado com a direção tomada nesse novo projeto. Tudo em “O Estranho Que Nós Amamos” é mais lento, demorado, contido. O recurso de pouca luz do casarão dita o clima que a diretora quer expressar. Com isso a fotografia do filme é espetacular e merece todos os elogios já recebidos.

Porém o roteiro (estou até agora pensando se gostei realmente do filme ou apenas em parte) demora a acontecer. O clímax do filme ocorre apenas nos últimos 20 minutos, o que leva ao incomodo mais pela demora dos acontecimentos do que pela adrenalina psicológica sexual que o filme pretende passar.

Essa tensão está lá o tempo todo. Seja pelo comportamento alterado dessas mulheres, pelas reais intenções do homem que aos poucos vai mudando a rotina pudica tanto das mulheres mais velhas, quanto das internas mais novas. Mas a curiosidade pelo que vai acontecer aos poucos vai sumindo devido a essa demora aos acontecimentos. Há uma repetição de situações desnecessária.

A direção precisa e ao mesmo tempo delicada de Sofia Coppola e as interpretações na dose certa de contenção e explosão do quarteto principal fazem de “O Estranho Que Nós Amamos” uma boa experiência de reflexão sobre os desejos repreendidos e as consequências das não realizações dos mesmos.

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Flávio Henrique também conta suas impressões…

Escuro e lento é o que define o filme. Uma história tão interessante deveria ser retratada da mesma forma. Todo o alvoroço de um homem chegando numa casa com sete mulheres, eu esperava mais afrontas diretas entre elas. Por estar em uma crescente, as mudanças nas relações foram apresentadas sutilmente. Se apresentadas ao contrário, estas mudanças (com tretas mais evidentes e dramáticas) deixaria o filme mais empolgante no seu percurso.

No ápice do filme não ficaram claras as intenções das mulheres para com o hóspede na reviravolta final. Vingança, ou necessidade nestas intenções, para mim, ficaram escuras e indiretas como boa parte do filme. Fez-me avaliar o filme apenas como um filme mediano.

Confira o trailer!


Na semana passada pudemos conferir a pré-estreia, pela Espaço Z, do novo filme da Sofia Coppola: ”Bling Ring- A gangue de Hollywood”. Além da gente adorar os filmes dela, o elenco conta com bonita da Emma Watson que interpreta Nicki e faz parte de um grupo de jovens que assaltava casas de estrelas de Hollywood. E tudo isso é baseado em fatos reais!

Já sabemos que Sofia adora fazer filmes em que retratam a vida de famosos. Mas, dessa vez, a diretora baseou sua história de um fato real, ocorrido em 2009, quando uma gangue de cinco adolescentes foi desmascarada após 10 meses roubando as residências das celebridades como Paris Hilton, Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Megan Fox, dentre outros. E, dessas “visitinhas”, levavam o que desse na telha: aos modelitos caríssimos de grife até o dinheiro para gastar nas festas caríssimas em Los Angeles – onde eram sempre conhecidos.

Como o universo do luxo é bastante explorado, o figurino do filme é impecável, afinal, a gangue escolhia as roupas que as celebridades usavam e iam diretamente ao closet para roubar o que queria (leia-se Dior, Louis Vuitton e Louboutin). A cobertura real do fato você pode conferir nessa matéria. Além disso, o filme estreia na próxima sexta-feira (2). 

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Sabe o que Paris Hilton, Rachel Bilson, Orlando Bloom e Lindsay Lohan têm em comum? Todos tiveram suas respectivas casas invadidas e roubadas por uma gangue de adolescentes de Hollywood, em 2008 e 2009. Conhecidos como Bling Ring, o grupo ficou famoso e chamou a atenção da diretora Sofia Coppola, que está dirigindo o filme com mesmo nome do grupo.

Ainda não há muitos detalhes sobre o filme, mas a história é conhecida e foi muito bem detalhada pela jornalista Nancy Jo Sales. Ela publicou uma extensa reportagem na Vanity Fair, em 2010, que deu base ao longa. Resumidamente, esses amigos adolescentes viviam em Hollywood e após roubar as casas de pessoas famosas saiam para se divertir em bares e boates.

Inicialmente, a trama pode parecer rasteira, contudo inclina-se a mostrar a obsessão pelas celebridades de um ponto de vista subjetivo que leva a reflexão sobre o assunto. Alexis Neiers era a líder do grupo e foi definida por Emma Watson, a eterna Hermione de Harry Potter de Perks of Being a Wallflower,  como uma pessoa que acreditava “que se fosse famosa, seria feliz”. Watson é a atriz que a interpretará no filme.

Apesar de faltar alguns meses para estreia – que acontece nos EUA no dia 14 de junho – a pré-divulgação já começou com o teaser do filme. Além disso, a positiva fama da diretora responsável pelos ótimos “Encontros e desencontros”, “Maria Antonieta” e “Virgens suicidas” favorece a aceitação de The Bling Ring. Agora só resta esperar até junho para descobrir se Copolla fez outro bom filme ou não.

Apaixonado pela profissão que escolheu, o jornalista Vinícius Lacerda trabalha como produtor cultural e acha que a literatura e o cinema são, além de entretenimento, um prazeroso meio de autoconhecimento.