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É no dia 20 de Outubro que a Festa Agosto vai trazer Liniker e os Caramelows para um baile luxuoso, no Mercado Distrital do Cruzeiro em BH, a partir das 21h. A festa promete muita agitação, música boa e shows incríveis. Liniker e os Caramelows farão um show esbanjando musicalidade com uma banda de primeira e uma voz poderosa. A Festa Agosto terá ainda shows com Arthur Melo, que levará como convidado o Teago Oliveira (Maglore – BA), Dj Zubreu, Zero (RJ) e os Tambores de Ifá.

A oportunidade é perfeita para ver a Liniker, que este ano participou do Rock In Rio no show do Johnny Hoocker, cantando seus inúmeros sucessos contemporâneos e empoderados. Assim como conhecer, rever e/ou escutar os outros shows num dos mercado mais interessante e diversificado de Belo Horizonte.

FIQUEM LIGADOS NO NOSSO SORTEIO

O Ameixa Japonesa fará um sorteio de 1 (um) par de ingressos para a Festa Agosto. Entre no nosso perfil do Instagram, procure a foto oficial e as regras de participação. Boa sorte e bom baile!

Serviço:

Festa Agosto:

 Liniker e os Caramelows

 Arthur Melo convida Teago Oliveira (Maglore – BA)

 Zero (RJ), Dj Zubreu e os Tambores de Ifá

Sexta, 20 de outubro, 21h

Local: 

DISTRITAL – Mercado Distrital do Cruzeiro – Rua Opala s/n° – Cruzeiro
Referência: ao lado da universidade FUMEC.

Ingressos :

LOTE PROMO 1 – R$ 25,00
1º LOTE – MEIA – R$ 30,00 / 1º LOTE – INTEIRA – R$ 60,00
2º LOTE – MEIA – R$ 35,00 / 2º LOTE – INTEIRA – R$ 70,00
3º LOTE – MEIA – R$ 40,00 / 3º LOTE – INTEIRA – R$ 80,00
4º LOTE – MEIA – R$45,00 / 4º LOTE – INTEIRA – R$ 90,00

Venda Online: www.sympla.com.br

Pontos de venda:

Laicos – R. Ceará, n 1580, Savassi

80 Bar – R. Paraíba, n 1338, Savassi

DISTRITAL – Mercado Distrital do Cruzeiro

Classificação 18 anos


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*Por Hely Costa Jr.

Dias atrás, o Ameixa Japonesa me pediu um texto com dicas de viagens. Viajar, conhecer novos lugares, culturas e gente diferente é uma das coisas que mais gostos de fazer. Pena que me falta dinheiro e férias…

Pensei em escrever sobre Roma, pra mim, a cidade mais linda do mundo. Mas aí lembrei do La Catedral, um dos lugares mais incríveis que já fui em Buenos Aires. Ou seria melhor escrever sobre o Pitico, um bar delicioso que fui esse fim de semana em São Paulo? Mas teve aquele dia que fui expulso do Couchsurfing em Paris… Bingo!

Pra quem não conhece, #ficadica, Couchsurfing é uma plataforma online que possibilita que você viaje e se hóspede de graça na casa de alguém! Funciona assim: você se cadastra, faz um perfil, escolhe pra qual lugar quer viajar, define as datas, faz uma busca e ele te retorna com pessoas que estão dispostas a receber viajantes aventureiros. Contato feito e pedido de hospedagem aceito é só fazer as malas!

Após a sua hospedagem, você vai ser avaliado pelo seu anfitrião e fará o mesmo com ele, o que faz com que os perfis tenham avaliações de todos os envolvidos, o que dá certa segurança na hora da escolha! A privacidade e o conforto de um hotel são indiscutíveis, mas pra quem está viajando sozinho e não tem muita frescura, a experiência de se hospedar na casa de alguém que você não conhece é enriquecedora e o melhor, o custo é zero!

fotohely2Minha primeira experiência com o Couchsurfing foi em Roma. Fiquei na casa de um casal que me ofereceu não um sofá, mas um quarto e ainda me ofereceram um citytour noturno com direito ao melhor sorvete da cidade. Em Playa del Carmen fui levado para comer os melhores tacos do Caribe mexicano, numa kombi, no estacionamento de um supermercado. Além de um jantar com chiles poblanos, um prato típico mexicano, no qual o recheio dos pimentões fica cozinhando por mais de oito horas. Na Cidade do México, depois de um aniversário, terminei a noite ensinando a galera a sambar. Em Madri ganhei um jantar de aniversário. E em Paris, bom, em Paris fui convidado a me retirar por não ceder às tentativas de sedução do tiozinho que me hospedava: C’est la vie.

fotohely3Além de viajar, já recebi muita gente! E nunca tive problema, pelo contrário fiz vários amigos! Viajar e hospedar pelo Couchsurfing é pra quem está com o coração e mente abertos e viver experiências incríveis. Sobretudo porque você foge do turismo convencional, aquele com guia e hora marcada! É uma possibilidade de conhecer uma cidade pela ótica de seus habitantes, frequentar os locais que eles costumam ir e não pelas indicações do pacote da agência, que muitas vezes é uma grande roubada!

Pode dar errado? Claro que pode! Mas aquele hotelzinho que parecia incrível no site, pode ser bem diferente ao vivo e ter um cheiro de mofo terrível. Então, se você quiser se aventurar na próxima viagem experimente o Couchsurfing, quem sabe você não divide os dias em uma cidade entre um hotel e um sofá? Além de economizar, provavelmente você irá conhecer muito mais que os pontos turísticos de uma cidade.


mother!

A nova obra de Darren Aronofsky (Cisne Negro) que estréia hoje nos cinemas da capital, é uma viagem lisérgica audiovisual que mexe com todo o seu corpo. Passamos por uma experiência corporal, emocional sentados diante da tela. E por ser uma experiência só posso dizer da minha. Pois é complicado falar de mother! (o titulo é no diminutivo mesmo) sem soltar algum spoiler. Até porque é o tipo de filme que cada um terá a sua interpretação.

Não é de hoje que Aronofsky faz de cada filme seu ser um conjunto de sensações para o publico. Aquelas sensações que nos acompanham por diversos dias após a exibição. Ficamos procurando pontos narrativos para explicarmos a sua lógica. Embora ao final de mother! o diretor o finaliza praticamente da forma que começou: a sensação de uma virgula tal qual Aprendizado ou o Livro dos Prazer de Clarice Lispector. Ou seja: o que vimos vem de algo acontecido e que está longe de terminar. E sendo assim, o filme também termina com :

Darren Aronofsky não deu nome aos seus personagens. Pode ser qualquer. Pode ser eu, você, nós. Sendo assim, Jennifer Laurence é a “mother”, Javier Bardem é “him”. Ambos habitam a “house” que Jennifer Laurence reformou para que Javier encontre novamente inspirações para o seus poemas. Ah, sim “him” é um poeta conhecido e aclamado pela crítica e adorado pelos leitores.

A partir de agora o texto de mother!  dá lugar a minha experiência. O filme se divide em dois atos. E para mim ficou claro, ao sair da sala de cinema, que estávamos diante de uma leitura da criação do mundo. mother! pode ser Jennifer Laurence, como pode ser também a própria casa fincada numa natureza antes devastada pelo fogo. Talvez por isso mother! esteja no diminutivo. Pode ser aquilo que serve para abrigar algo. Não necessariamente mother precisa ser uma pessoa. Pode ser a casa, pode ser um desejo, pode ser o meio de conseguir alguma coisa. É onde se alimentará e crescerá a obra final.

A câmera inquieta acompanha o calvário de Jennifer Laurence por todos os cômodos da casa. É a visão feminina de sua personagem que nos serve como guia e como testemunha de tudo que irá acontecer. As cores que ela enxerga são escuras, opacas, mesmo que por inúmeras tentativas, ela esteja sempre querendo colocar cor a esse microcosmo. É uma visão turva para um olhar único sobre os fatos.

No primeiro ato temos Jennifer Laurence (e em todo o filme) como nossos olhos. E ela observa espantada, inquieta, inconformada a criação do mundo. “Him” abriga do nada em sua casa Ed Harris, o “man” e sua esposa Michele Pffeifer, a “wonan”. Figuras lascivas, invasoras. Adão e a serpente. Adiante a casa também abriga os filhos de “man” e “wonan”. Uma teatralização de Caim e Abel. A alegoria religiosa proposto por Aronofsky não é explicita. Precisamos seguir adinate para compreender as coisas.

No segundo ato instaura-se o caos! A alegoria das religiões fundamentalistas, da obsessão pelo culto, pelo Criador e pela criatura que está por chegar. Não temos mais o “man” e a “wonan”. Mesmo que você fica esperando os seus retornos é no final que você entende que tais figuras foram importantes na Criação. Agora é a humanidade vinda deles que comandam o show.

A partir do caos o filme te sufoca sem dó. Cada sequência é um incomodo e uma certeza: estamos diante de nossos tempos. Uma crítica social elevada à décima potencia sobre invasão de privacidade, o culto às celebridades, a destruição da mãe natureza e a fé cega materializada na figura de um poeta.

Cria-se  uma histeria coletiva em torno da magia de “him” e sobre o que ele prega. Seria “him” o Deus onipresente. O que tudo vê? Aquele que observa e absorve. Aquele que a todo instante precisa de incentivos criativos para as suas obras? Aquele que faz nascer e depois cria, alimenta, sustenta, mata e recomeça?

Enfim, mother! definitivamente não é um filme para se ver apenas uma vez. Passado o primeiro susto é preciso voltar para dentro daquela casa viva e caminhar novamente com os olhos de Jennifer Laurence à procura de novas nuances, algo que ficou imperceptível e que talvez mude por completo a experiência e recomeçamos a construir um novo abrigo para as novas sensações. Bravo Darren Aronofsky!


Experimente Cozinha Recebe_12-09-2017 (13)

“Cozinhar é uma terapia. Queria tanto aprender a cozinhar”… Essa frase resume bastante do que ouvimos por aí desde que a gastronomia ficou tão próxima do nosso dia-a-dia. Muito devido aos  diversos programas de TV dedicados a ela, livros, filmes, canais de youtube e por aí vai. A cozinha voltou a ser o melhor lugar da casa.

Realmente cozinhar é uma terapia. Seja ela individual ou em grupo. O ato de transformar os alimentos em algo e levá-lo à mesa desperta todos os nossos sentidos. É mágico! E querer aprender a cozinhar já não é um bicho de sete cabeças. Esqueça aquela máxima: “ah é só pegar uma receita e repeti-la”. Às vezes dá certo, outras não. Aprender e ensinar a cozinhar é tão mágico e prazeroso quanto se sentar à mesa e se deliciar com um prato.

experimentecozinha2É essa magia em ensinar que torna a Experimente Cozinha Food Lab, da Chef Sabrina Gomide, uma diferencial entre tantos espaços dedicados aos ensinamentos culinários. O prazer e a disposição em passar conhecimentos da Chef são nítidos e contagiantes. Na Experimente nada é complicado, basta ter disposição.

Fomos convidados a conhecer a Experimente e colocarmos a mão na massa. O espaço inaugurado esse ano já nos ganha pelos detalhes da decoração. É o ambiente despertando o primeiro sentido: a visão! A cozinha é equipada com todo o material que o aluno precisa para se aventurar em uma cozinha. Você pode passar por essa experiência individualmente ou chamar um amigo para a aventura, uma vez que as bancadas e seus utensílios estão preparadas para isso. “Minha intenção sempre foi ter um espaço onde nossos visitantes pudessem aprender novas técnicas ou simplesmente perder o medo de cozinhar”, afirma Sabrina que reforça não ser necessário nenhum conhecimento prévio para participar dos cursos. “Aqui você aprende cozinhando!”, destaca Sabrina.

experimentecozinha5E a partir de então se faz a mágica! As quase duas décadas de dedicação e estudo à gastronomia de Sabrina Gomide são postos a favor de ensinar ao próximo. O cardápio de cada aula pode ser pré-determinado pela Chef ou escolhido, caso for um grupo de amigos, comemorações de datas especiais, confraria, pelos próprios alunos. E ao mesmo tempo olfato, tato, visão e paladar se complementam para que o que você achava difícil, complicado, impossível se materialize diante dos seus olhos. Você nesse espaço de tempo dentro da Experimente conheceu técnicas, descobriu macetes, ganhou dicas preciosas e sem se dar conta cozinhou como ninguém!

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Ao final de cada aula temos a celebração máxima que é o objetivo de cada cozinha: o prazer de se reunir à mesa, como uma grande família e brindarmos à aula, à comida feita e aos encontros que a vida nos reserva. Por um tempo tínhamos perdido esse hábito de voltarmos às nossas mesas cercado por quem amamos e ficarmos a mercê do tempo das conversas. Isso é um grande ganho da nova onda gastronômica. E também um momento especial da Experimente Cozinha Food Lab. Recomendamos que todos passem por essa experiência!

 

 

 

 

 

Serviço:

Experimente Coziha Food Lab: Rua Marte, 320ª, B. Santa Lúcia – Belo Horizonte/MG. Telefone: (31) 3586-3721 – contato@experimentecozinha.com.br


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Vencedor do National Book Critics Circle Award e eleito um dos 10 melhores livros de 2013 pelo The New York Times Book Review, Americanah, da escritora Chimamanda Ngozi Adichie é daqueles livros de leitura necessária e imprescindível para entender o momento social e o porquê de seu surgimento.

Chimamanda faz de Americanah uma obra ao mesmo tempo sendo um romance com tudo que esperamos e crítica social. O seu olhar para a questão racial torna o livro urgente e extremamente importante. Ela parte de uma história de amor arrebatadora para debater questões atuais e universais como imigração, racismo e desigualdade de gênero.

Bem-humorado, sagaz e implacável, conjugando o melhor dos grandes romances e da crítica social, Americanah, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, é um épico da contemporaneidade!

Sobre a autora

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. É autora dos romances Meio sol amarelo (2008)  – vencedor do Orange Prize, adaptado para o cinema em 2013 – , Hibisco roxo (2011) e Sejamos todos feministas (2015), todos publicados no Brasil. Assina ainda uma coleção de contos, The Thing Around Your Neck (2009). Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeros periódicos, como as revistas New Yorker e Granta. Depois de ter recebido uma bolsa da MacArthur Foundation, Chimamanda vive entre a Nigéria e os EUA. Sua célebre conferencia no TED já teve mais de 1 milhão de visualizações (contando..). Americanah teve os direitos para o cinema comprados por Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar de melhor atriz por Doze anos de escravidão.

Americanah
Chimamanda Ngozi Adichie
Companhia das Letras